'' Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras fatigadas de informar.
Dou mais respeito ás que vivem de barriga no chão
Tipo – água, pedra, sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
E aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões
Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença
Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior que o mundo
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos como as boas moscas
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
Eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios..."
Gosto da canção, adoro o vídeo – acho que combina com a poesia latente de Manoel Barros – Este império onde tudo soa falso, até mesmo as pessoas já não são mais de carne e osso, são de plástico!
Trilha Sonora
Artista: The National
Música: Fake Empire
2 comentários:
Combina perfeitamente, isso é o Acervo Pop, Manoel de Barros é safo, e as pessoas...eu não entendo as pessoas!
BeijooO'
As pessoas...Acho que vc descreve bem os seres humanos em seu lindo blog "Morangos Mofados".
Bjos Valeria
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