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domingo, 28 de abril de 2013

domingo, 10 de junho de 2012

Rio 43



A beleza do Rio é comovente. Por aqui não pode haver mal humor, nada justificará cara feia, porque é simples: Abra a janela e olhe o esplendor da natureza, isso basta!

Rio + 20, mas estou aqui por outro número = 43.

O meu evento então é Rio 43!!!

Danilo Caymmi – Samba do Avião

sábado, 3 de março de 2012

Anos Dourados e Dias Quentes



“É desconcertante rever um grande amor”.

Atire a primeira pedra quem nunca sentiu isso antes.
Não ouvi nada... muito menos pedras caindo.

O calor que faz em São Paulo lembra vagamente a antessala do inferno. Outono cada você, please?

Tentando amenizar o bafo ao som de Tom e Chico.

Trilha Sonora
Artista: Chico Buarque
Música: Anos Dourados

sábado, 1 de outubro de 2011

Mr. Maravilha no Rio



Quem assistiu não se arrependeu. E disse Deus: haja música de verdade no Rock in Rio 2011, então surgiu no palco o enviado divino, Stevie Wonder! Que coisa linda é ficar olhando Stevie arpejando seu piano, tocando sua gaita ou simplesmente ouvindo a multidão cantarolando “Garota de Ipanema” e, de quebra ele mostra porque é diferente, toca uma canção que muita gente por aqui nem lembrava mais “Você Abusou” Antônio Carlos e Jocafi, para delírio da galera que não arredou pé até o final da apoteose. O Rock in Rio não precisa de mais nada este ano, já tá ótimo!

Na sequência acima alguns clássicos do Senhor Maravilha, “My Cherie Amour”, “Signed Sealed and Delivered”, “Sir Duke”, e um trecho “Isn't She Lovely”.

Inesquecível pra dizer o mínimo, aos 61 anos de idade ele continua sendo uma lenda viva e sua arte não será esquecida.

Trilha Sonora
Artista: Stevie Wonder
Live in Rock In Rio

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Iza



Luiza andava apressada pela rua. Era a manhã de um novo dia, agenda livre, sonhos fartos.

Havia alguns dias que ela andava triste, sem falar pelos cotovelos como de costume. Luiza estava quieta e, vagava cabisbaixa expondo andrajos soturnos. Da sua bolsa sacou um dropes de anis, um lindo óculos de sol Chanel e observou o céu cinza enevoado daquela manhã, ainda assim preferiu usar o óculos.

Andou pelas ruas do bairro sem compromisso, apenas ouvia o gorjear dos pássaros em meio ao tumulto do vai-e-vem dos automóveis.

Alcançou a alameda das lojas. "Quanto luxo!", pensou ela.

Ali à frente uma pequena loja de esquina chamou-lhe a atenção: uma garota – a vitrine viva – inerte, pausada, inanimada figura vendendo acessórios de retumbante moda. Quase morta, uma garota de lindos olhos azuis, cabelos loiros, curvas sensuais, estatura acima da média, longas pernas e, rosto dócil.

De repente sentiu que deveria retornar a fachada da loja. Foram horas de plantão esgueirando-se para memorizar àquela visão.

Luiza não aguentou, adentrou à loja feito uma heroína daquelas de desenho animado – queria salvar sua vitrine viva.

Então descobriu que Mariana ali estava para ensaiar sua postura, pois nem modelo aquela linda moça era. Mariana, 19 anos era uma jovem atriz, filha da dona do fino estabelecimento. Daquele encontro surreal nasceu uma amizade avassaladora que renderia um bom romance.

Desde então todos os dias, fizesse sol, chuva, ou frio, lá estava Luíza pela alameda procurando Mariana na vitrine. Nunca mais se viram, sua visão ficou intacta e sua dor latente.

Luiza recolheu-se ao seu quarto. De lá não saiu mais, de quando em vez, entretanto, olhava pela janela para contemplar o dia.

Luiza então fez sumir-se na escuridão...

Acorda amor
Que eu sei que embaixo desta neve mora um coração

Trilha Sonora
Artista: Edu Lobo e Tom Jobim
Música: Luiza

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Saudades do Garoto de Ipanema



“Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida”.

Só quem não veio a este mundo a passeio,
é capaz de rabiscar e musicar versos tão lindos.

Vinicius e Tom,
Devem estar cantando esta poesia por aí...

Trilha Sonora
Artista: Tom Jobim
Música: Eu Sei Que Vou Te Amar

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Uma Tarde de Ópera Pop no Ipiranga








Andréa Bocelli, 50, não é exatamente um tenor ortodoxo. Anteontem, 21 de abril, o italiano acompanhado da Orquestra Filarmônica do Paraná, sob a regência do maestro, Eugene Kohn e, do Coral Philarmonia, levou cerca de 25 mil pessoal ao Parque da Independência na zona sul de São Paulo.

O concerto patrocinado por um grande banco transnacional foi obviamente fartamente divulgado pela grande mídia. Para organização do evento uma nota zero com louvor por dois motivos:

1° Não havia nenhum planejamento decente para receber o grande público, que, penso eu, nem mesmo a organizadora do evento acreditava que apareceria na tarde do feriado de Tiradentes.

2º Por que manter o único portão que receberia 25 mil pessoas fechado durante toda a manhã? (O portão só foi aberto às 14 horas).

Como resultado assisti a cenas dantescas de um país já acostumado a balbúrdia cívica. Filas imensas que não começavam e, nem terminavam. Pessoas desorientadas, por total ausência de comunicação da organização do evento. O público foi mais uma vez tratado como “rebanho de gado”, ao longo das ruas frias e molhadas ao redor do imponente Museu do Ipiranga.

Mas, como ouvido de jornalista é sempre maior do que deveria ser, ouvi frases curiosas e divertidas durante o purgatório da fila, coisa do tipo: “Maldito Faustão! É nisso que dá divulgar um evento desses na TV do povão”. Cada um tem a TV que merece!

Então vamos ao que interessa. O “Concerto Incanto”, nome homônimo do mais recente álbum do tenor, não foi exatamente uma Brastemp.

Eram exatamente 16h10 quando os primeiros acordes de “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini, foram executados pela Orquestra Filarmônica do Paraná.

Em seguida surgiu Bocelli, que um dia já foi apenas e tão somente um músico de piano bar, conduzido ao palco para desfilar com firmeza, mas sem muito brilho, durante uma hora e meia árias e baladas que o conduziram dos pequenos bares às grandes arenas de concertos pelo mundo afora.

O tenor foi acompanhado durante o espetáculo pela soprano Olivia Gorra, o barítono Gianfranco Montresor, e o flautista Andrea Griminelli, cada um desempenhando muito bem a sua respectiva função.

No repertório clássicos eruditos e folclóricos italianos como “Mamma”, “Sole Mio”, “Funiculi Funiculá”, cantada em uníssono pela multidão, além da sua mais famosa balada “Con Te Partirò”.

A “surpresa” foram as participações especiais de Toquinho na versão em italiano de “Aquarela” e, Ivete Sangalo unindo-se ao duo, em “L’Appuntamento” versão italiana para “Sentado à beira do Caminho” de Roberto e Erasmo e, “Garota de Ipanema” do maestro Tom Jobim. Mas essa parte do show será deletada facilmente da memória de quem assistiu ao concerto.

Ao final, Andrea Bocelli premiou a minha paciência de ficar dando passagem a incautos que não cansavam de ir e vir durante o concerto (a educação no Brasil é sempre um problema de base) – cantando com emoção a belíssima “Nessun Dorma” de Giacomo Puccini. Nesse instante me lembrei da voz suprema de Luciano Pavarotti e, da sombra de Alessandro Valente, mas ali à minha frente estava apenas o esforçado e competente Andrea Bocelli.