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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Modern Times



“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. ”


Charles Spencer Chaplin


Na cena final, eles caminham por uma estrada ao amanhecer, em direção a um futuro incerto, mas esperançoso. Quantas vezes em minha vida já me senti andando por essa estrada, mas sempre tenho a nítida certeza, de que sou indigno para tal. Afinal de contas, não sou nem Ellen e tampouco Carlitos...

Smile - Charles Chaplin

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Carlitos e Eu



Um dia você acorda
e tudo que poderia dar certo
simplesmente não acontece:
Você não entende, mas o dia é um desastre completo,
Com as mãos –
Você quebra a pia de casa,
Em seguida consegue riscar
o seu carro no portão do estacionamento,
depois você queima a alça da caçarola no fogão,
e não para aí...
No trabalho envia e-mails errados,
usa as palavras erradas o dia todo,
passa por uma ameaça real de incêndio,
A tarde ainda vai ao tribunal...
Talvez hoje eu tenha sido eu mesmo,
O homem desastre...
Então você recorda de alguém importante...
Você lembra de Charles Chaplin...
"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
 É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
 Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
 Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
 Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
 Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
 Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
 Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
 Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
 Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
 O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
 E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
 Tudo depende só de mim."
Charles Chaplin
Todos nós temos lá os nossos dias de Carlitos, mas poucos percebemos como tirar proveito
desse fato e tornar o amanhã uma sequência de “Tempos Modernos”
 
caminhando para frente e, de preferência sorrindo...
 

Vitrola: Smile – Orquestra de Michel Villard

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Parcerias



Numa casa à beira rio
Dois amantes
Dois universos
Duas histórias
Um lar...
Falo de Carlitos e sua namorada em Tempos Modernos...
A canção de Mick Hucknall me faz lembrar do inesquecível último filme da mais famosa personagem de Chaplin.
Também ouço agora a versão de Mick para You've Got a Friend de James Taylor.
Parcerias, isso é um pedaço nobre e vital dessa nossa estadia terrestre...
Solta a voz querido Mick...
Vitrola: Simply Red – Home/Mick Hucknall - You've Got a Friend

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fábrica



“De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?”


Renato Russo

A insurreição não nasce ao acaso
Aquele menino tinha uma alma insubordinada
Fazia apenas o que queria
Na hora
Do jeito
E quando
Não há consenso para uma alma rebelde

Cara liberdade
A utopia me diz muito sobre você...

Trilha Sonora
Artista: Legião Urbana
Música: Fábrica

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Homem de Lugar Nenhum



Mais um trecho de “Yellow Submarine”. Aqui a sequencia da belíssima Nowhere Man, (o homem de lugar nenhum), enfim a canção fala lá no fundo de todos nós, seria uma profecia dos fab four para os tempos atuais?

E lá vai o homem de lugar nenhum, como na celebre cena inicial de “Tempos Modernos” de Chaplin quando o rebanho corre na mesma direção, na metáfora para o Taylorismo, ou se quiser para os tempos tecnológicos em que vivemos. Nossas vidas parecem sempre sem sentido, corre aqui, corre acolá, estudo, trabalho, comprar, comprar, gastar, gastar e continuamos sem respostas para quem somos, para onde vamos e, o que estamos fazendo aqui?

E lá vai o homem de lugar nenhum...

Trilha Sonora
Artista: The Beatles
Música: Nowhere Man

sábado, 4 de junho de 2011

Comentário sobre Carlitos



Modern Times (1936) cena final e, ponto.
Não saberia descrever a singeleza tocante e arrebatadora desta cena em minha vida. Apenas contemplo a magia do cinema e a humanidade de Carlitos.

Charles Chaplin não foi um gênio impunemente, aliás, ninguém é gênio ao acaso.

Quando filmou “Tempos Modernos” em 1936, Chaplin criticava o modo de vida industrial. Da repetição robótica da linha de montagem, à falta de sensibilidade dos patrões no trato com seus operários, Chaplin costurou um filme em que seu principal personagem, Carlitos, vivia peripécias em torno da neurótica vida de um operário.

Carlitos é excêntrico e, portanto jamais se curvaria ao jogo capitalista/industrial, então termina sendo engolido literalmente pelas máquinas da indústria em que trabalha, numa das cenas mais belas do cinema do século XX.

Ao final depois de idas e vindas, sofrimentos, trapalhadas mil, o vagabundo está em uma estrada junto ao amor de sua vida. Ambos estão tristes, mas o excêntrico não se curvará a aparente derrota.

De mãos dadas a amada caminha pela estrada sorrindo ao som da maravilhosa canção “Smile”. É um fim emblemático para o filme e para a trajetória de Carlitos, visto que este foi o último filme do eterno vagabundo. A cena é pura poesia, o fim perfeito para uma personagem que não casaria mais com o jogo politico e tampouco teria estomago para suportar a barbárie da segunda grande guerra.

Carlitos não merecia mais viver neste mundo sem pureza, gestos desinteressados, então, Chaplin aposenta sua maior personagem.

Mas hoje vale a pena questionar a respeito da vida tecnológica, pós-industrial, tal qual Chaplin no século passado:

Será que a nossa vida está se resumindo em estudar para ser ‘alguém’, trabalhar para ganhar muito dinheiro, acumular e comprar, comprar e comprar?

Aí que Saudades de Carlitos!

domingo, 27 de março de 2011

Uma Rosa



Queria poder espumar algumas palavras
fossem elas vazias
tal qual os meus braços nesta solidão
que é imergir na dor de uma vida
sem poemas

fossem ainda mudas
como o adorável vagabundo
eu sorriria com menos afetação
pois no silêncio das horas
ouve-se mais lagrimas
do que felicidade

mas ainda assim fosse uma palavra
exata
calcada sob medida
para um velho amigo
desencorajado da vida
então ela seria
a linguagem fosca
de uma rosa sem espinhos
a desabrochar
em uma manhã
de primavera
quando as palavras
valem bem menos
que o perfume
a exalar da única rosa
do meu canteiro

Trilha Sonora
Artista: Charles Chaplin
Música: Smile

sábado, 13 de novembro de 2010

Poema da Noite



Já chorei vendo fotos e ouvindo musica;
Já liguei só para ouvir uma voz;
Me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de saudade;
E tive medo de perder alguem especial... (e acabei perdendo)
Já pulei e gritei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas... "quebrei a cara muitas vezes!"
Já abracei para proteger;
Já dei risadas quando não podia;
Já fiz amigos eternos;
Amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Fui amado e não amei...

Charles Chaplin

Trilha Sonora
Artista: Marisa Monte/Arnaldo Antunes
Música: Alta Noite

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Smile



“Sorria, mesmo que seu coração esteja partido”.

Sorria quando tropeçar em seus próprios pés
Sorria ao chegar do dia
Sorria quando o sol disser:

Tchau, já vou embora...
E a lua indagar:
Olá! Como vai? Tudo bem?

Sorria ao ver uma criança brincando
Com a vida, ainda tão leve e serena
Despreocupada, alegre, saltitante
Sorria quando um felino olhar fixamente
Para dentro de ti
Dizendo ao seu modo,
Olha eu gosto muito de você!
Miau!

Sorria quando o teu pai inventar mais uma nova doença
Apenas para chamar um pouco mais da sua atenção
Ele é o seu pai...

Sorria sempre
Mesmo
Se o calor for sufocante
E o frio insuportavelmente gelado,
 
Sorria mesmo que tudo pareça findado
Porque sorrir
É um pequeno gesto
Que faz o homem
Mais humano
Menos deus
De si mesmo

Por isso eu desejo
Sorrir pelo menos
Um milhão de vezes
Ainda em minha vida

Trilha Sonora
Artista: Renato Braz
Música: Sorri (Smile)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Planejamento Estratégico?



E quando ouço nas ruas frases soltas, “ah! Eu te disse que precisávamos melhorar o nosso planejamento estratégico...”, coisas assim tão modistas, tão rarefeitas e sem sentido.

Quando olho pela janela as crianças brincando e sorrindo, o sol batendo, o vento zunindo, as flores brotando como deveria ser na primavera, um mundo mais alegre e despreocupado com pequenos detalhes sem graça, eu começo a entuir que o mundo anda mesmo um tanto aborrecido.

Planejamento estratégico virou onda. Daqui a pouco ouviremos: para você ir ao banheiro é necessário um planejamento estratégico assado. Para comprar pão na padaria utilize o planejamento estratégico y. E por aí segue o enterro.

Aí, eu vejo o Rufus Wainwright cantando “Going To A Town”, mas ele não canta apenas, ele emociona, ascende uma chama lá dentro onde nenhum verbete empresarial da moda, ou qualquer coisa do tipo auto-ajuda conseguiria alcançar, transpor, luzir!

E logo então, “I'm going to a town that has already been burned down/I'm going to a place that is already been disgraced/I'm gonna see some folks who have already been let down./I'm so tired of America”, como tudo faz sentido.

E Chaplin renova esta sensação.


Poema da Noite

Já chorei vendo fotos e ouvindo musica;

Já liguei só para ouvir uma voz;

Me apaixonei por um sorriso;

Já pensei que fosse morrer de saudade;

E tive medo de perder alguém especial... (e acabei perdendo)

Já pulei e gritei de tanta felicidade;

Já vivi de amor e fiz muitas juras eternas... "quebrei a cara muitas vezes!"

Já abracei para proteger;

Já dei risadas quando não podia;

Já fiz amigos eternos;

Amei e fui amado;

Mas também já fui rejeitado;

Fui amado e não amei...

“Tell me do you really think you go to hell for having loved?”

Falta mesmo mais verão no cotidiano capitalista das pessoas.

Ah! Planejamento estratégico...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Tempos Modernos

O palhaço quando tira sua tinta, sua máscara, sua fantástica e simulada alegria, perde-se em meio à multidão.

Chaplin quando rodou “Tempos Modernos” já advertia sobre o futuro – hoje presente:

Pensamos demasiadamente
Sentimos muito pouco
Necessitamos mais de humildade
Que de máquinas.
Mais de bondade e ternura
Que de inteligência.
Sem isso,
A vida se tornará violenta e
Tudo se perderá.

Mas o amor…

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um Popstar Jamaicano nas Pistas




A vida passa ligeira do mesmo modo que Usain Bolt percorre 100 metros em 9s58. O cara é um popstar das pistas de atletismo, corre solto, fácil, parece ser leve como uma pluma.

Neste caso vale a frase de Charles Chaplin: “O tempo é o melhor autor: sempre encontra um final perfeito”, para Usain Bolt o final parece ser apenas mais um começo.