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quarta-feira, 21 de março de 2012

Química



Cardápio do dia: Saladas 

• Acelga com molho adocicado de Fenitrothion 
• Alface regada a Malathion 

 Entradas 

• Pastel recheado com Amianto 
• Sopa de lentilha ao Triclorfon 

 Prato Principal 

• Vitela bovina ao Parathion etil 
• Talharim de queijo gorgonzola e creme de Folidol CE 60 

 Sobremesa 

• Pudim de Arsênico 
• Bolo trufado de Níquel e Chocolate 

Se depois de comer isso tudo você ainda resistir, então você está pronto para assistir qualquer entrevista do “emérito” empresário Eike Batista. 

Pedindo uma ligeira licença poética ao caro Humberto: “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada. Fidel, Eike e Sarney tiram sarro de você que não faz nada. Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada”. 

 Então só me resta o singelo mantra: 

Tudo bem, até pode ser 
que os dragões sejam moinhos de vento 
tudo bem, seja o que for 
seja por amor às causas perdidas 
por amor às causas perdidas...  

Trilha Sonora 
Artista: Engenheiros do Hawaii 
Música: Dom Quixote

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Coronéis Primatas



Têm gente querendo apagar a história para justificar o presente. (entenda aqui) 
O país perde uma grande chance de mudar, crescer, arejar, e mandar um bocado de parasitas pra casa, ou melhor, pra cuidar de suas terras a perder de vista e deixar o osso de lado. Como dizia o Henfil, “que país foi este?”. 

Trilha Sonora
Artista: Titãs
Música: Homem Primata

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Nada Mudou



Glauber Rocha gravou em curta-metragem a posse de José Sarney no governo do Maranhão em 1966.

Engraçado como as cenas de pobreza, abandono, miséria, continuaram se perpetuando ano após ano desde então.

Ironicamente esta é a face mais degradante dessa história.

Tudo o que o governador eleito promete em sua posse foi exatamente aquilo que nunca fez. Em resumo, cinquenta anos passados em branco, o que me faz recordar da letra de Podre Poderes de Caetano Veloso:

“Será que nunca faremos
Senão confirmar
A incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será, que será?
Será que esta
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos...”

E coloca zil anos nisso!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Não Sou Bill Gates




Não sou Bill Gates, tampouco o Steve Jobs. Arcanjos toquem os trompetes e anunciem a chegada triunfal do infortúnio.

Todos carregamos dentro de nós nossos próprios anjos e demônios, sempre foi e continuará sendo assim.

Não sou Lula e muito menos José Sarney (Mas será mesmo que há alguma diferença entre eles?). Escrevo pelas beiradas sem a menor pretensão de um dia ser enterrado em um mausoléu num convento do século XVII, o meu assunto é mais direto.

Sou brasileiro, mas também poderia ser americano, inglês, africano, ou árabe.

Não sou grande coisa para a maioria (e quem é?), mas o meu espírito é livre, quase acorrentado a meu próprio corpo.

Quem me ama sabe bem como é duro a arte de amar e conviver com um anjo ‘rebelde’, irrequieto, oscilante entre o céu e o inferno.

Talvez, faça falta a este mundo de Deus mais almas penadas que se rebelem contra qualquer ordem humana constituída sobre a injustiça, a miséria, a espoliação e o escárnio descarado da política antiética do é dando que se recebe.

Porque a vida pode ser tudo, menos um joguete com começo, meio e fim pré-determinados.

Na verdade eu sou ‘estúpido até a santidade’, como se diz lá pras bandas da Rússia, e me inspiro em outros seres que um dia ousaram respirar e pensar para além do bem e do mal.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A Terra do Nunca



"Nas favelas, no Senado

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a Constituição

Mas todos acreditam no futuro da nação

Que país é este" . (Renato Russo)


O poeta lamentaria saber que seu hit "Que país é este" - um bate-estaca elementar, priimitivo, composto de três acordes e um ritmo tribal punk dançante - não caiu em desuso no Brasil do século 21.

Que país é este que ainda tolera um político como José Sarney? Um coronel high tech que controla com mãos de ferro o Maranhão há mais de cinquenta anos.

Que país é este que assiste conformadamente a um Lula - o Michael Jackson da Política tupiniquim que empalideceu frente ao canto da sereia, e se viciou nos analgésicos do poder?
Que país é este que trata seus filhos como lixo, e que já não faz distinção entre público e privado, entre interesse da maioria e privilégio de uma minoria protegida pela justiça e por todos poderes constituídos?
Que país é este inerte - o eterno país do futuro - um esboço de nação que nunca se consolidou?
Seria a Terra do Nunca?
Um outro poeta resumiria tudo isso em breves palavras:
"Não me ofereceram nenhum cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros.
Não me elegeram chefe de nada
O meu cartão de crédito
É uma navalha...
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim... (Cazuza)