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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Trilhos e Vãos


Meu vagão descarrilhou
me sinto a própria ferrovia
repleta de curvas sinuosas na descida da serra
nessa hora o melhor é mesmo
rir de si próprio
é o que me sobra...

Canta Morrissey, não é para mim, mas fica sendo...

Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man
Bad


Vitrola: The Smiths - Please Please Please Let Me Get What I Want

sábado, 19 de setembro de 2015

To You


Cenas de “Emotional Maturity” (1957) ao som de “I Know It's Over” dos “The Smiths”.

A Você

Estranho! se, ao passar, você me encontrar e desejar falar comigo, por que não falar comigo?
E por que eu não falaria com você?

To You

Stranger! if you, passing, meet me, and desire to speak to me, why should you not speak to me?
And why should I not speak to you?

Walt Whitman


 Vitrola: The Smiths - I Know It's Over

domingo, 25 de maio de 2014

Eyes


Miseráveis
Esta noite eu abri meus olhos
É que não quero mais sonhar com eles fechados
Vitrola: The Smiths - Heaven Knows I'm Miserable Now

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

It's Over


Oh! Mãe hoje eu me sinto tão down...
Parece mesmo que tudo acabou,
Tudo, é tudo de fato,

a alegria
a ternura
os bons momentos
as ilusões
os sonhos
a esperança
a raiva
o ódio
o sorriso
a minha saúde
o meu bom-senso
o meu bom humor
a sorte
a minha gana em viver...
tudo, tudo, tudo...

Há um certo sabor
de deixe estar,
e aí o melhor é apenas torcer
para o dia
terminar…


Vitrola: The Smiths I know it's over

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

As Luzes do Amanhecer



Às seis da manhã a noite terminou. Para ele a vida dava o seu último suspiro, sem nenhuma gloriosa despedida, nem sequer lágrimas de remorso, ou dores por seu passado de amarguras.

Dias antes o último adeus. Ciente da proximidade inevitável do fim juntou suas derradeiras forças para ir de encontro ao seu cofre particular em um renomado banco.

Resgatou dele um objeto guardando no bolso direito de seu casaco de couro. Ao chegar em casa discou para o número desejado e deixou um recado na secretaria eletrônica, era uma espécie inconsolável de dizer adeus.

Partiu sem vê-lo, nem mesmo ao longe. Sentiu apenas o perfume cítrico que costumava inalar quando o encontrava secretamente em noites e dias inesquecíveis.

As cinco e vinte daquela madrugada pediu ao seu enfermeiro que colocasse a sua canção predileta no Cd Player instalado propositalmente ao lado de seu leito:

Toque repetidamente até o raiar do dia, ou até cessar a minha respiração. Foi enfático, mesmo agonizando, o corpo, a alma, o coração.

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine

No silêncio da manhã sobre o móvel do quarto - já vazio - o misterioso objeto: um porta retrato guardado como troféu, nele a imagem que carregou consigo para a eternidade.

Vitrola: The Smiths – There is a Light That Never Goes Out

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Rastros e Poeira



Rastros
a poeira cósmica
e suas digitais
agora são história...

Vitrola: The Smiths – Good Times for a change (Please, please, please)

domingo, 2 de dezembro de 2012

Para-Raios



A angústia persistente, irremissível da solidão. A melancolia que faz brotar a observação sobre as relações humanas.
Ou simplesmente a própria dor da incompreensão da vida cotidiana em massa.  

“Eu tive um péssimo sonho/que durou vinte anos, sete meses e vinte e sete dias/nunca jamais tive outro”.

Sorria! Afinal você acaba de descobrir que hoje será mais um domingo de lasanha em seu cardápio. Anime-se, pois sua vizinha ao banho solta a voz e cantarola um lamento pop descartável qualquer, poderia ser bem pior caso fosse uma toada ‘sertaneja’ de oitava categoria.

Agradeça aos céus por amanhã já ser segunda e, então todos os zumbis estarão novamente desfilando seus desejos natalinos pela avenida dos desgarrados.

Alguém na TV deseja paz e luz no ano novo... A paz eu não sei, mas se ela pretende luz que fique agarrada a um para-raios desses que avisto daqui da janela na hora do temporal do fim de tarde. É batata!
Corrigindo: é luz em correntes elétricas...

Agora eu compreendo você Moz nesta linda canção.

Vitrola: The Smiths – Never Had No One Ever

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Blues Fúnebres



Que parem os relógios, cale o telefone,
jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e que o tambor sancione
a vinda do caixão com seu cortejo atrás.

Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Que as pombas guardem luto — um laço no pescoço —
e os guardas usem finas luvas cor-de-breu.

Era meu norte, sul, meu leste, oeste, enquanto
viveu, meus dias úteis, meu fim-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto;
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.

É hora de apagar estrelas — são molestas —
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de dar certo doravante.

W. H. Auden

Vitrola: The Smiths - Well I Wonder

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Poeta Insone



Acordei naquele domingo cansado da vida. Não levantei cedo, não tomei café, não escovei os meus dentes, não sorri quando avistei a Fedora.

Ficaria um dia inteiro descrevendo os nãos daquele dia, prefiro então enumerar outras causas.

Primeiro: Porque alguém é feliz simplesmente por ter um domingo de folga?

Segundo: Será que existem outros pratos além da lazanha e da famigerada macarronada para se comer aos domingos?

Liguei o som no talo e ouvi Morrissey sussurrando:

Everyday is like Sunday
Everyday is silent and grey

Pronto: Acabara de preencher o vazio do meu domingo, pelo menos por quatro eternos minutos.

Depois disso li Neil Gaiman, escrevi alguns versos, lembrei de alguém (sempre, sempre a mesma história), e no final da noite após comer um omelete de queijo e presunto com ervas, cantei sozinho “Everyday is Like Sunday”, me deu uma vontade pavorosa de chorar, mas era apenas mais uma noite solitária de domingo em minha vida suburbana.

Bem o dia seguinte seria outra segunda-feira.

Vitrola: Morrissey - Everyday is like Sunday

sábado, 28 de julho de 2012

Holograma



Mas eu só no apartamento
escrevendo memórias num velho computador...

“A música é como a trilha sonora de um filme imaginário. Não ouço sons, imagino paisagens”.

Na Vitrola: The Smiths – This Charming Man

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A Chuva e eu



The rain falls hard on a humdrum town
This town has dragged you down
Oh, the rain falls hard on a humdrum town
This town has dragged you down

And everybody's got to live their life
And God knows I've got to live mine
God knows I've got to live mine

Jonathas, Jonathas it was really nothing

The Smiths - William it was Nothing

sexta-feira, 9 de março de 2012

Errante



Não adiantaria de nada viver se eu não pudesse errar vez por outra
Não valeria a pena ver o sol caindo atrás das colinas
Com seus raios pontilhando a paisagem
Se eu não soubesse
Que sou um errante convicto.

Então canta Morrissey
Irei ouvir calado.

Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad
So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man
Turn bad
So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time


Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: Please, Please, Please, Let Me Get What I Want

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Oh! Mother...



Da série canções que arrebentam corações...

“I Know It’s Over” é melancolia do principio ao fim. O cantor esquálido enreda dores e exorciza demônios no andamento arrastado da canção.

Foi em 1986 que a ouvi pela primeira vez e, confesso continua sendo uma balada perfeita.

Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: I Know It's Over

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

As Luzes do amanhecer



Às seis da manhã a noite terminou. Para ele a vida dava o seu último suspiro, sem nenhuma gloriosa despedida, nem sequer lágrimas de remorso, ou dores por seu passado de amarguras.

Dias antes o último adeus. Ciente da proximidade inevitável do fim juntou suas derradeiras forças para ir de encontro ao seu cofre particular em um renomado banco.

Resgatou dele um objeto guardando no bolso direito de seu casaco de couro. Ao chegar em casa discou para o número desejado e deixou um recado na secretaria eletrônica, era uma espécie inconsolável de dizer adeus.

Partiu sem vê-lo, nem mesmo ao longe. Sentiu apenas o perfume cítrico que costumava inalar quando o encontrava secretamente em noites e dias inesquecíveis.

As cinco e vinte daquela madrugada pediu ao seu enfermeiro que colocasse a sua canção predileta no Cd Player instalado propositalmente ao lado de seu leito:

Toque repetidamente até o raiar do dia, ou até cessar a minha respiração. Foi enfático, mesmo agonizando, o corpo, a alma, o coração.

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine

No silêncio da manhã sobre o móvel do quarto - já vazio - o misterioso objeto: um porta retrato guardado como troféu, nele a imagem que carregou consigo para a eternidade.

Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: There is a Light That Never Goes Out

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Traição (reprise)



Parei de ter coragem?
Solidão a dois de dia...
Entoava o jovem poeta
Herdeiro da masmorra prateada
Operário da subcultura pop
Esgueirando-se pela matinê do subúrbio
Agindo incessantemente contra as regras
De um jogo marcado
Com hora, dia e vencedores comprados.

Nunca mais sonhei com Rhett Butler
Nem admirei a força ambiciosa de Scarlett O’Hara
Procuro olhar através da neblina
Da paisagem branca na estrada vazia
Onde atravessa a melancolia
Ante o desespero de nunca
Ter amado ninguém
E ouço...
Um estalo seco no ar
Escuto a voz que clama
Por redenção

São tantos códigos cifrados

-Qual o sentido de viver para terminar em pó?

Quanta perversão...
Fugira ele do hospício dos sonhadores esquecidos?
Corra de volta
Cerca a dúvida
Descortina o sabor
Da traição.

Trilha Sonora
Artista: Wilco
Música: At Least That's What You Said

sábado, 13 de agosto de 2011

Nova



Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva - viva!

Cazuza

E nem adianta tentar fingir de que nada aconteceu, pois quando ascende uma luz logo esquecemos a escuridão.

Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: Reel Around The Fountain

sexta-feira, 8 de julho de 2011

00:02



Já faz tempo... E essa música continua engasgada aqui na minha garganta, tal qual a famigerada poesia que nunca consigo finalizar.

Não sei por que temos que achar tempo para esquecer-se das coisas mais importantes desta vida. E assim vamos inventando as tais horas para diversão, tudo para fugir do pensar, refletir...

E agora vamos nos divertir?
Chega não?
Será que alguém pensa em diversão na hora da morte? Mas não é preciso deixar o importante para o fim.
É pouco provável.

Oh Mother, I can feel the soil falling over my head…

Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: I Know It's Over

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

I know it's gonna happen someday



My love
Wherever you are
Whatever you are
Don't lose faith
I know it's gonna happen someday
To you

Que espécie de artificio utiliza Morrissey para arrebanhar fãs?

Escreve poemas de um amor desesperado, aliás, todo amor é uma mistura frenética de ansiedade com desespero e dor.

Então lá está o cidadão “Moz” enfeitiçando seus súditos com seus poemas, exatamente ele o porta-voz de esperança ao mais incauto dos miseráveis.

“I know it's gonna happen someday” é uma poderosa porção deste veneno atroz, até Bowie já peregrinou por essa estrada.

Por isso mesmo caro Moz, cante mais um pouco, preciso ouvi-lo por longos instantes.

Trilha Sonora
Artista: Morrissey
Música: I know It's Gonna Happen Someday

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Às Seis da Manhã



Às seis da manhã a noite terminou. Para ele a vida dava o seu último suspiro, sem nenhuma gloriosa despedida, nem sequer lágrimas de remorso, ou dores por seu passado de amarguras.

Dias antes o último adeus. Ciente da proximidade inevitável do fim juntou suas derradeiras forças para ir de encontro ao seu cofre particular em um renomado banco.

Resgatou dele um objeto guardando no bolso direito de seu casaco de couro. Ao chegar em casa discou para o número desejado e deixou um recado na secretaria eletrônica, era uma espécie inconsolável de dizer adeus.

Partiu sem vê-lo, nem mesmo ao longe. Sentiu apenas o perfume cítrico que costumava inalar quando o encontrava secretamente em noites e dias inesquecíveis.

As cinco e vinte daquela madrugada pediu ao seu enfermeiro que colocasse a sua canção predileta no Cd Player instalado propositalmente ao lado de seu leito:

Toque repetidamente até o raiar do dia, ou até cessar a minha respiração. Foi enfático, mesmo agonizando, o corpo, a alma, o coração.

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine

No silêncio da manhã sobre o móvel do quarto - já vazio - o misterioso objeto: um porta retrato guardado como troféu, nele a imagem que carregou consigo para a eternidade. 

Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT

sábado, 10 de abril de 2010

Os Incendiários




Eu não saberia dizer aonde, quando e o por quê.

Mas lá na telona a cena final de “Bastardos Inglórios” (2009) me fez acreditar que eu adoraria lotar um auditório para uma grande e inesquecível festa. 

Convidaria as pessoas mais desprezíveis deste mundo (aqui cada um de nós possuí a sua própria lista) e daria a elas aquilo que costumam receber em todos os lugares por onde passam: bajulação, muita bajulação...

A noite seria longa, até o ápice: trancaria todas as saídas, não deixaria testemunhas por perto, o que incluí anteriormente, a liberação para que todos os paparaziz adentrassem ao recinto, ao ninho das vespas, cobras, víboras, ou, qualquer coisa que o valha.

Após o soar da terceira sineta – uma penumbra recairia sobre o ninho, uma grande tela desceria do teto, gelo seco perfumaria aquela confraternização cafajeste, adernada por néons, luzes estrábicas, uma noite regada a caviar e muito prosseco.

E então um videoclipe ensandecido ecoaria a frase:

“e depois do começo o que vier vai começar a ser o fim”... inúmeras vezes até o incêndio fatal, grandiloqüente, que até faria Nero sentir uma pontinha de ciúme. 

São os delírios que só alguém como Quentin Tarantino pode deixar-nos de herança após rever “Bastador Inglórios” na quinta-feira passada.

Eu devo ser mesmo um garoto atormentado e sádico – ouvindo The Smiths – e escrevendo sobre Tarantino – ora, mas o que seria da vida sem a contradição?

E aqui entra em cena a razão do plural no título deste post. Dizem que a gente é mais feliz na infância, deve ser mesmo verdade, se não vejamos:

Antonio Carlos Tissot Júnior, para os mais íntimos apenas Júnior, o meu vizinho, amigo, e antes de qualquer coisa, um incendiário talentoso. Júnior foi o cara que colocou caraminholas na cabeça tola de uma criança até então cristã.

Apenas peço, caso haja algum psicólogo lendo este texto que não seja tão rigoroso comigo, já que incendiários na infância quase sempre tornam-se adultos pacatos. Será mesmo? (música de suspense).

Na infância apanhei um bocado, ás vezes por causa das peripécias em conjunto com o Júnior, outras vezes por outros motivos banais.

Adorávamos montar aqueles aviões da Revel, eram tão bonitinhos, mas depois de tudo decalcado, maravilhosamente pintado, vinha aquela vontade insuportável de simular uma grande tragédia, ou, apenas uma cena corriqueira de alguma das tantas guerras que os americanos tanto amam. Ah, lá estava aposto o isqueiro da Dona Ivanir, a mãe do Júnior.

-Fumaça negra... é o aviso...vai explodir....Buuummmm!!!!!

Tudo pelos ares, que delícia!

Acho que o Tarantino também tinha um Júnior em sua vida. Mas ele soube agregar melhor valor a suas memórias de infância.

Nada escapava a fúria infantil, carros bonitões, bonecas das minhas irmãs (xiiii...agora elas descobriram que elas não foram abduzidas), brinquedos do Antônio Augusto irmão mais novo do Júnior, soldadinhos de guerra (eram em geral as nossas principais vitimas), e outras cositas más.  

Recordo-me que houve apenas uma exceção...Por favor psicólogos de plantão não julguem-nos a frio: adivinhem...

Falcon! Ele mesmo, o boneco que na virada dos anos setenta para os oitenta era a coqueluche entre a molecada, o nosso herói barbado e suas mil e uma faces. Falcon escapou ileso, nunca cogitamos fazer dele uma espécie de Joana D’Arc da Coronel Augusto Machado, nome da rua que morávamos.

Depois de tanto tempo reencontrei o Júnior no casamento da sua linda prima, a Daniela.

Ele também casado e sem filhos parecia feliz, embora já tivesse passado dos trinta assim como eu. Conversamos bastante, lembramos das traquinagens, dos outros colegas, falamos da vida, fiquei muito feliz por seu avô materno ainda estar vivo e saudável, e de repente por alguns minutos compreendi que os elos mais sólidos são formados exatamente em meios às diferenças.

Isso já faz tempo, sinto saudades daquilo que somente a memória pode nos conservar intacta.

Eu não saberia dizer aonde, quando e o porquê, mas nos meus sonhos o incêndio ainda não cessou.

Trilha Sonora
Artista: The Smiths
Música: The Boy With The Thorn In His Side