Registro de
Mick Hucknall em sua primeira banda initulada Frantic Elevators cantando sua
composição Holding Back The Years, que seis depois tornar-se-ia um hit do
primeiro álbum do Simply Red. Sua voz ainda de adolescente já trazia suas
marcas e acentos, que fazem do cantor até hoje um dos grandes representantes do
soul produzido no Reino Unido a partir da década de 80 do século 20.
Frantic
Elevators – Holding Back The Years
Abaixo
registro da apresentação do Frantic Elevators no projeto Futurama 80.
*Estou com uma série de
podcast em nome do acervo pop no Spotify, procure pelos arquivos de áudio,
nesse instante de pouco tempo é uma boa alternativa para brincar de poesia e
música.
Domingo
cedo na companhia de Barry White, um vozeirão aveludado. Era uma época onde a
valorização da voz do cantor ainda era importante, pois hoje... Marketing,
marketing, marketing... no pior sentido da palavra.
Dias
desses no aeroporto uma moça me chamou para retirar um brinde, mas que nada o
brinde referido não existia era tudo uma isca para tentar vender algo... Dá
nojo disso. A música virou isso também, puro comercio, vende-se o que não
existe e muita gente embarca sem critério algum. Marketing não é isso é obvio,
mas como tem sido tratado termina sendo a referência que temos no cotidiano.
Barry White – You Are The First, My Last, My
Everything
-O
ser humano que viverá 150 anos já está entre nós!
Ok.
Um viva para a nanociência, outro para a nanotecnologia e um outro ainda para aquela
categoria de noticia que adora fazer as nossas mentes ‘nanarem’ literalmente: A
‘Nano falácia’!
Obviamente
eles não informaram as massas ligadas na telinha que isso não será disponível para
todo ‘bichinho de orelha’, pois faz parte do projeto dar esperança a todos, a
todos mesmos, para no frigir dos ovos apenas os poucos gatos pingados de sempre
usufruírem das benesses do sistema. Afinal de contas esse é o espirito deste
mundo, cada vez mais engraçado e divertido (só para não dizer o contrário).
No
decorrer da matéria, algum cientista guru da seita ‘otimistas sem fronteiras’
avisa que é provável que o ser humano possa viver eternamente.
Então
baseado nessas premissas ‘neoteconologicascientificas’ proponho um exercício de
imaginação em direção ao nosso próprio futuro de ‘velhinhos’ da idade imortal:
Teremos
monitores medicinais de última geração superpotentes ‘vigiando’ a nossa saúde
24 horas por dia, além de robozinhos que dentro de nós impedirão entre outras
coisas o surgimento do câncer.
Se
isso será possível contra doenças maiúsculas, imaginem então como será trivial
controlar e impedir coisas do tipo: Sabe aquela unha encravada? Já era! E aquela
dor nas costas? Humm... já era! Ou então aquela gota, aquela dorzinha de cabeça
do final da tarde de toda segunda-feira? Nunca mais é claro! Já pensou que
legal não ter mais que comprar remédio na farmácia ali da esquina e,
principalmente ir bem menos ao médico e ao hospital para aquela bateria de
exames intermináveis?
Até
os vasos sanitários serão equipados para dar uma mãozinha na nossa saúde, ou
seja, nem mesmo naquela hora sagrada do cotidiano teremos descanso do tal dedo
duro tecnológico! Que praga heim!
Pois
é, apenas fico pensando no que nós futuros aposentados do futuro iminente da
humanidade faremos para nos divertir sem doenças, sem visitas às farmácias, aos
hospitais e médicos de nossa estimação e, ainda considerando que essa noticia
seja mesmo verdadeira o que faremos na nossa velhice se nem mais os nossos
amigos irão morrer.
Já
pensou nisso: velhice sem direito a uma despedida daquele querido amigo que ‘infelizmente’
não teve a mesma sorte que você e partiu dessa pra melhor?
Xiii.....
é o fim da indústria da morte! Adeus caixões, coroas de flores, vagas em condomínios
de cemitérios, crematórios e todo e qualquer ritual ligado a morte. Seria a
morte da morte! Estranho né?
Ainda
bem que eu não estarei mais por aqui para viver neste mundinho sem graça, sem
riscos, sem doença, sem preocupações estressantes com o futuro, etc e tal.
Bem... neste caso e em outros da atual vida
coxinha terráquea, cada vez me convenço mais de que Albert Einstein foi mesmo
um gênio da raça:
-"Temo
o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade. O mundo só terá uma
geração de idiotas".
Ou
ainda, “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que
respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”.
Depois
dessa nada mais me resta do que ouvir a baladinha funk que fala da tal Joanna! Fui!
A
jornalista Mônica Bergamo cravou em sua coluna de hoje no jornal Folha de São
Paulo:
As
duas maiores paixões dos homens brasileiros são futebol (82%) e cerveja (36%).
Mulher aparece só depois, em terceiro lugar, com 33% dos votos, segundo
pesquisa do Ibope feita com 2.000 pessoas de todo o país com idade acima de 18
anos.
NA
LAJE
A
pesquisa também mostra que, para 20% dos entrevistados, o churrasco é uma
paixão-à frente de praia (13%), cachaça (10%) e da própria família (9%). Em
último lugar, com 1% das respostas, estão dinheiro e trabalho. As respostas eram espontâneas.
Meu
comentário sobre o tema: Que tédio! Estamos fodidos!
Contra
o tédio uma dose calibrada do som de Maxwell. O resto é pesquisa pra boi dormir!
Então
irei confabular com o meu travesseiro esta noite,
me
sentirei no divã em mais uma noite sem sono, sem fé aparente
na
humanidade que cerca a minha casa, a minha vida,
na real lá estou eu
conversando bem baixinho com ele,
o
travesseiro
em
falsete como Joss nesta bela regravação para Sylvia (1972).
Será
que alguém se lembrará de mim daqui há 40 anos?
Engraçado,
agora tenho certeza que algumas poucas almas lembrarão... isso não me causa
dor, nem tampouco dó, mas é melancólico saber que o futuro não me pertence...
mesmo!
Mas
lá vem alguém que parece um sonho, uma nova vida, uma sementinha crescendo...
Vou
conversar com o travesseiro, indagar as minhas dúvidas em voz alta:
-Como
será você que já faz parte da minha vida, dessa mesma vida que por vezes perco
a fé? Não... não... é preciso acreditar, você é a prova concreta vale a pena
olhar no horizonte, mesmo que lá longe, distante, de mansinho como “Pillow Talk”...
Travesseiro
só sei de uma coisa, é bem simples: venha logo que eu já estou com saudades
desse futuro.
Agora
o meu coração é puro groove… a certa angústia neste instante de mudanças profundas, de
conflitos pessoais, mas nada digno de nota. O som na vitrola coloca a emoção na
rota certa, ou seja, incerta. A graça reside na incerteza mesmo, o resto a
gente deixa rolar...
Fiquei
acordado até bem tarde só para ver a minha estrela favorita brilhar no céu.
Talvez ela nem esteja mais por lá, mas o brilho eu sei que avistei no frio da
madrugada, já valeu o novo dia.
Não
poderia, não ficaria, não diria, não cantaria...
Passado.
Este som é lindo, renova as forças e, a alma que anda meio capenga com os
efeitos de tanta energia negativa (observe o inicio do texto). Enganei a todos,
tô me lixando se comecei o rabisco com quatro nãos...(hahaha)
Ah!
Publicitários infames... hoje é feriado gastem suas ladainhas longe, bem longe
daqui, por favor sumam dos canais que por ventura eu for zapear, se é que vou assistir a telinha medíocre hoje.
Naomi seu som é poderoso! Por ora é isso que importa!
Naomi
Shelton & the Gospel Queens – What Have You Done
Aquela
garota que servia mesas no bar e ouvia impropérios de clientes sem calibre
educacional. Aquela garota que sonhava com um dia melhor, com amores e
carinhos, com afeto e escolhas de vida.
Ainda
nem fez um ano, mas quando eu ouço ou vejo algo sobre Amy bate aquela
saudade... Minhas lágrimas ainda vão demorar um mais para secar... Aqui
reproduzo o que escrevi no dia 23 de julho do ano da graça de 2011:
A
morte de uma jovem de 27 anos nunca será normal.
Amy
tinha seus problemas como todo mundo e, o fato de ser talentosa com sua voz,
sua música, sua sensibilidade artística, não tirava dela as dificuldades com a
fama, a idolatria, ou simplesmente, com o sentido maior de sua vida. Amanhã
será um dia bom para os tabloides sensacionalistas, para a mídia em geral, e
para os corvos que adoram uma carniça.
Talvez
Amy não se reconhecesse mais quando olhava seus olhos de gazela no espelho do
banheiro do seu flat. Talvez fosse muito difícil para ela admitir que o palco
seria sua vida por muito tempo, até envelhecer provavelmente.
O
velho mito da eternidade (aquela história que um artista que morre cedo fica
eternizado) não cola muito. Não creio que ninguém busque isso em sã
consciência, com esse proposito claro e definido. Fica difícil julgar, dizer
que era uma morte anunciada, isso, aquilo, etc.
Uma
coisa eu digo: Não se pode acusar Amy de não ser uma artista autentica e
transparente. Conheço muita gente, sem talento pra vida, é pra viver mesmo, não
sabe fazer nada a não ser reclamar da vida, dos outros, de tudo enfim.
Provavelmente essas pessoas irão viver 80, 90 anos, mas será uma vidinha
mixa... sem graça!
Desse
mal, a moça dos olhos de Gazela não padeceu... Viveu intensamente, errou muito,
amou muito, sofreu muito, mas foi ela mesmo até o fim!
hey tried to make me go to rehab
But I said 'no, no, no'
Yes, I've been black, but when I come back
You'll know-know-know
I ain't got the time
Ok
Amy, nossas lágrimas secarão sozinhas com o passar do tempo. (Jul/2011).
Então é outra sexta-feira e minhas memórias voaram até Whitney Houston. Me veio à cabeça essa canção, bonita, de batida marcante, e a voz agora ausente da cantora presente.