E essa foi a
sequência matadora dessa manhã - ouvindo o Ipod pelos trilhos urbanos ao bordo do metropolitano...
Se existe a
esperança nos trilhos?
Basta olhar os olhos, as feições, as mãos e a alegria quase inerte dos paulistanos.... Mas na sexta-feira, parece que tudo muda, é o dia da ressurreição, da prova cabal de que existe amor em SP...
É como se olhasse a mesma cena novamente só que agora em outro quadro e, todos estivessem falantes e
sorridentes, explodindo alegria como fogos de artifícios.
Não se
atormente demais meu caro leitor. Eu gastei todo o meu dinheiro e consegui
com a ajuda de um amigo comprar enfim a minha morada. A foto segue abaixo...
O bom
é que aqui não existe copa do mundo... hahahaha, melhor vingança impossível! Mas trouxe bastante música, então solta o som na caixa!
Eu
hoje ouvi uma canção que me fez recorder você, melhor dizendo: Eu ouvi três,
quatro, uma dúzia de discos que poderiam contar uma estória de ficção, ou quem
sabe a nossa própria história.
Na
primeira canção havia um solo de guitarra que parecia gritar, olha eu ainda amo
você! Era o Lobão em “Me chama”.
Este
tipo de ritual, mezzo música, mezzo cinema, costuma ser efêmero, porém às vezes
pode perdurar por uma vida inteira. Sabe aqueles filmes com mais de três horas
e meia, pois somos nós que jamais saberemos aonde e quando pôr fim a nossa
história. E será mesmo preciso?
Lá
pelas tantas baixou o Renato Russo cantando em italiano, uma de suas mais belas
interpretações “La Solitudine”, algo simples mais poderoso em se tratando de
arte. Ainda passaram por lá os ingleses do Style Council com “Hot Long Summer”
entre outros.
Tirei
o carnaval para este rápido retiro, e nesse encontro com as músicas que tocam a
minha alma eu encontrei um oceano no fim do caminho, ou seja, não haverá um fim,
mas apenas trilhas a percorrer.
No
fundo essa é a minha banda favorita dos anos 80! Isso não significa que o Style
Council fosse a melhor coisa daquela década, mas e daí, eu os adoro até hoje!
Paul
Weller nunca se conformou em ficar preso a uma idéia apenas, então depois do
frescor e da atitude rocker do the Jam ele criou o Style Council junto com o
tecladista Mick Talbot.
Hoje em dia Paul continua se reinventando musicalmente,
é um dos artistas mais respeitados do Reino Unido. Esse registro é um dos
primeiros da banda em 1983, legal para matar saudades, triste porque nunca
verei o Style Council ao vivo, pois a banda não existe já faz tempo!
Vamos
lá, agora alcancei o seu raciocínio matemático. Não durma tanto assim, porque
amanhã te fará falta uma fração qualquer do tempo...
E
foi assim que ela dormiu quatorze horas ininterruptas, sonhando com os sonhos
mais delicados, supondo que tudo é mesmo transitório. Eu sonho, você sonha,
nós...
Bem,
infelizmente a maioria sequer consegue viver quanto mais sonhar...
Desta forma ela preferiu retorna a sua cama e dormir... dormir...zzzzzzzzzzz.
Vitrola: The Style Council - Have You Ever Had It So Blue
“il
y a toujours quelque chose d’absent qui me tourmente” (Existe sempre alguma
coisa ausente que me atormenta).
Existe
um passado e um futuro equidistante,
em
ambos não avisto a terra prometida. Um dia talvez, isso tudo mude e seja obrigatoriamente
diferente. Até lá então veremos as cenas que o passado não pode apagar.
Às
vezes, quase sempre, diariamente eu tenho vontade de gritar game over! Mas daí
eu lembro de que para vencer o jogo é preciso vencer mais sets do que o
adversário, somar mais games, ter uma média infinitamente superior de bolas
vencedoras, para daí administrar o emocional e enfim após intermináveis troca
de bolas sentir que venci!
Mas
como é difícil o tempo do começo até chegar o tempo da vitória! Este intervalo
minucioso é o que chamo de inferno...
Vez
por outra bate um desespero de olhar ao redor e não enxergar, ser incapaz em
projetar a desejada vitória. Isso sem contar os zumbis que cruzam a quadra a
toda hora, tentando tirar-me do foco, daquilo que no final das contas fará tudo
valer a pena.
Eu
bem que já desconfiava, mas agora tenho a certeza: A paternidade não tiraria de
mim essa sensação impactante de deslocamento, da miserável e abençoada
inadequação social.
Eu
sinceramente pressinto uma benção, porque quando olho ao meu redor... Ah! Quanta
gente fraca meu senhor!!
Pessoas
que aceitam o inaceitável em troca de nada... Bem... esses zumbis jamais
entenderão as minhas razões, o meu não contentar com o status quo seja lá do
que for!
Ah!
Você é do contra!!!! Não sou não pessoal, eu sou Oscar Wilde dizendo em letras
garrafais e usando um alto falante bem potente em seus ouvidos:
"Viver
é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe",
portanto o azar não é meu!
Puxa,
que alivio!
Vou sacar para fechar o jogo em 6X0... Match Point! GAME OVER BABY!
Ps: Robôs e zumbis enfiem suas opiniões goela abaixo, eu NÃO preciso delas!
Vitrola:
The Style Council - Paris Match (versão rara com letra em francês ao final).
Então
um dia de sol com temperatura amena, parece até que o outono já chegou...
Não
sei você aí do outro lado, mas tenho pavor de certos compromissos sociais
totalmente supérfluos, ah hoje não! Disse NÃO com prazer, “mas as pessoas
gostam tanto de você”... Então continuarão gostando do mesmo jeito e, se
mudarem é porque não gostavam porra nenhuma... não é assim a vida?
O
espirito preguiçoso do dia, o ar gostoso a temperatura perfeita para uma corrida
pela manhã, tudo me fez lembrar do Style Council...
Boa
tarde a todos que sabem dizer não quando é necessário, só dizer sim é cavar a
própria sepultura ainda em vida.
Ah!
Liberdade adoro o teu aroma!
Vitrola: The Style Council - Have You Ever Had It So
Blue
Eu
deveria rascunhar uma poesia para Paul Weller, afinal ele é uma das figuras
mais assíduas deste blog. Por ora escutarei mais uma versão da clássica “My
ever changing moods”. Às vezes é ótimo jogar um monte de coisas fora.
“il y a toujours quelque chose d’absent qui me
tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta).
Eu mergulhei nas palavras da velha catedral
francesa. Envolto pela garoa fina que caia do branco céu parisiense. Eu andava
sozinho pela île de la Cité acompanhado do vento cortante do inverno europeu,
abismado com a força libertaria da distancia, de pisar ruas seculares e
respirar a bruma do Sena.
Eu era Dylan cantando Blowin’ in Wind e Quantos
caminhos um homem precisa percorrer antes, que seja chamado de homem?
Mas então vezenquando fico cá a pensar: eu sei que
ali eu nasci, pelo menos no que diz respeito ao meu amor por uma terra
estrangeira da qual sinto cheiro quando puxo pela memória as manhãs charmosas
de janeiro. Estou sempre correndo na direção dos Jardins de Luxemburgo por
entre as cirenes da quase histérica policia francesa que atravessa o bulevar de
Montparnasse em disparada perseguição. Só não sei ao certo ao que tanto
perseguem. São os terroristas, penso cá eu, nem um pouco preocupado, pois em
Paris a maior indagação deve ser: Como não sonhar com esta cidade?
Sim, aquele Palácio e aquele jardim agora são meus!
Então cuidem bem dele, de suas árvores de suas flores e plantas, de sua terra,
de suas estatuas, de sua infinita beleza. Habito por lá, mesmo estando ainda
aqui na fuligem paulistana, onde sequer podemos pensar em caminhar ao largo do
moribundo Tiête.
As odes são sempre temperadas pelo exagero, pela
traição da memória que registra-nos apenas o que nos agrada quando estamos a
passeio.
Eu, o tagarela do metro parisiense – tentando
acertar a pronuncia das estações, e fazendo todos ao lado abrirem um discreto
sorriso.
A semana foi longa. Caí de cama, trouxe comigo da França não apenas boas lembranças, uma irritante Faringite veio a contrapeso. Cansei de não fazer nada além de tomar antibiótico, resolvi postar algo no acervo.
Assisti uns filmes, descobri que muita gente na vida se contenta com um big mac e um tênis Nike para achar que é feliz... (Delírio).
Acharam uns ratos no senado federal... Que novidade!!!