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domingo, 22 de dezembro de 2013

Proteção


Proteção,
eis a questão quando falamos sobre os filhos…
os limites,
as dúvidas,
tudo enfim será novo...

Vitrola: Cat Power – Wonderwall


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Um Grão



Serei sempre o primeiro a chorar, 
a insultar desafetos,
a reivindicar as utopias
a sonhar o impossível
a dizer não para o riso cínico
a dizer sim para o pequenino grão
que após a chuva brota
espalhando milagres
nos becos mais áridos e escuros da vida.

Vitrola: Cat Power – The Greatest

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Delírio



Abriu um clarão na mata, e no foi um avião que caiu, nem um meteoro perdido dando rolê neste planeta. Olhei na tv a multidão enfurecida quebrando tudo o que podia pela frente, queimando seus demônios invisíveis... Quem irá impedir a invasão da bolsa em Wall Street? Cabeças irão rolar literalmente, que ótimo!
Era um sonho, ou delírio?

Trilha Sonora
Artista: Cat Power
Música: Wonderwall (oasis cover)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

The Greatest



“Uma vez eu queria ser a melhor
Nenhum vento ou cachoeira poderiam me deter
E depois veio a agitação de uma inundação
Estrelas da noite se tornaram um pó profundo”.

Canta a voz indolente de Cat Power, enquanto eu observo as nuvens de um céu carregado. A inundação não tardará a vir, seja lá fora, ou, aqui, dentro dos meus devaneios.

Então que a chuva caia,
Que as nuvens passem,
Que as lágrimas corram,
Que o desânimo desapareça
E que a canção fique
Cravada na memória da vida.

Trilha Sonora
Artista: Cat Power
Música: The Greatest

quarta-feira, 23 de junho de 2010

As Cores de Almodóvar



Mateo Blanco, ou, Harry Caine? Faça a sua escolha.

Almodóvar nos brinda com duas narrativas que correm em paralelo sobre o mesmo homem, o diretor e roteirista Mateo Blanco (Lluís Homar).

A película contém cenas memoráveis, que tornaram o sábado deste narrador menos monótono.

Com enredo e roteiro convincentes, “Los Abrazos Rotos” traz as cores e o melodrama com pitadas de humor à moda “almodovariano”, e também pode ser compreendido enquanto o retrato de um afeto maduro, da melancolia que aflige o ser humano quando algo frustra sonhos, planos e termina por arruinar o curso “normal” da vida.

Por isso a metáfora com o cinema não poderia ser mais feliz ao cutucar tal ferida.

Então surge na tela o amor de Mateo por sua estrela de última hora, Lena, vivida por Penélope Cruz (em grande atuação) e deste encontro assistimos momentos de pura sensibilidade:

Uma praia linda, Villa Famara, um casal e sua paixão capaz de irromper barreiras caminhando com o som de Cat Power ao fundo – e como um mau pressentimento o vento que sopra carrega um jornal e, com ele noticias e razões que levarão o amor de Mateo e Lena a uma encruzilhada que resultará em súbita e brutal separação.

A parti daí descobrimos o porquê da existência do pseudônimo Harry Caine na vida de Mateo Blanco.

Com suas personagens encantadoras como, Judit Garcia (Blanca Portillo) e seu filho, Daniel (Tamar Novas), e outros mais canastrões – observe o empresário Ernesto Martel (José Luis Gómez), Almodóvar prende o espectador na poltrona por cerca de duas horas e meia, com direito a risos e lágrimas.

Sua possível ‘fraqueza’ no final da película causa-nos a nítida impressão que o quebra-cabeça que pode ser a montagem de um filme, ou, os próprios meandros da vida, são montados e remontados inúmeras vezes.

Los Abrazos Rotos não deixa de ser um conto sobre a superação humana, pois mesmo quando tudo parece às escuras, até mesmo nestes momentos ainda é possível enxergar e se emocionar com as cores impressas por Almodóvar.

Trilha Sonora
Artista: Cat Power
Música: Werewolf

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Los Abrazos Rotos



Assistir a um bom filme ainda pode ter os seus encantos. Isso se confirma quando o filme em questão é de Pedro Almodóvar.

No frio fora de época do sábado, na sala 1 do Reserva Cultural, um encontro com “Los Abrazos Rotos”, novo filme do cineasta espanhol.


Olho para os detalhes do antigo Cine Gazetinha – e lá está uma foto de sua inauguração, mas não é uma foto qualquer: Sophia Loren, a própria, na abertura daquela casa em 1967.

Assim o começo daquela sessão não poderia ser mais promissor.

Mateo Blanco, ou, Harry Caine? Faça a sua escolha.

Almodóvar nos brinda com duas narrativas que correm em paralelo sobre o mesmo homem, o diretor e roteirista Mateo Blanco (Lluís Homar).


A película contém cenas memoráveis, que tornaram o sábado deste narrador menos monótono.

Com enredo e roteiro convincentes, “Los Abrazos Rotos” traz as cores e o melodrama com pitadas de humor à moda “almodovariano”, e também pode ser compreendido enquanto o retrato de um afeto maduro, da melancolia que aflige o ser humano quando algo frustra sonhos, planos e termina por arruinar o curso “normal” da vida.

Por isso a metáfora com o cinema não poderia ser mais feliz ao cutucar tal ferida.

Então surge na tela o amor de Mateo por sua estrela de última hora, Lena, vivida por Penélope Cruz (em grande atuação) e deste encontro assistimos momentos de pura sensibilidade:

Uma praia linda, Villa Famara, um casal e sua paixão capaz de irromper barreiras caminhando com o som de Cat Power ao fundo – e como um mau pressentimento o vento que sopra carrega um jornal e, com ele noticias e razões que levarão o amor de Mateo e Lena a uma encruzilhada que resultará em súbita e brutal separação.

A parti daí descobrimos o porquê da existência do pseudônimo Harry Caine na vida de Mateo Blanco.

Com suas personagens encantadoras como, Judit Garcia (Blanca Portillo) e seu filho, Daniel (Tamar Novas), e outros mais canastrões – observe o empresário Ernesto Martel (José Luis Gómez), Almodóvar prende o espectador na poltrona por cerca de duas horas e meia, com direito a risos e lágrimas.

Sua possível ‘fraqueza’ no final da película causa-nos a nítida impressão que o quebra-cabeça que pode ser a montagem de um filme, ou, os próprios meandros da vida, são montados e remontados inúmeras vezes. 


Los Abrazos Rotos não deixa de ser um conto sobre a superação humana, pois mesmo quando tudo parece às escuras, até mesmo nestes momentos ainda é possível enxergar e se emocionar com as cores impressas por Almodóvar.

Trilha Sonora
Artista: Cat Power
Música: Werewolf

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Cat a Poderosa

Charlyn Marie Marshall, esta bela moça no vídeo acima, também é conhecida pelo pseudônimo artístico de Cat Power.

Nesta toada singela, "Lived In Bars", que começa tristonha ao piano e, no final descamba para algo mais festivo, com direito a um ótimo trompete, Cat Power, narra a saga de quem necessita atravessar um mar revolto chamado, álcool, que também pode ser estendido para a roleta-russa das drogas.

Sua trajetória artística é estranha: começou cedo, depois parou. Foi babá por algum tempo e, não resistindo à força da música em sua vida, retornou.

A gente aqui agradece.