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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Trilhos Urbanos






E essa foi a sequência matadora dessa manhã - ouvindo o Ipod pelos trilhos urbanos ao bordo do metropolitano...

Se existe a esperança nos trilhos? 

Basta olhar os olhos, as feições, as mãos e a alegria quase inerte dos paulistanos.... Mas na sexta-feira, parece que tudo muda, é o dia da ressurreição, da prova cabal de que existe amor em SP... 

É como se olhasse a mesma cena novamente só que agora em outro quadro e, todos estivessem falantes e sorridentes, explodindo alegria como fogos de artifícios.

São os trilhos da esperança...

E como já dizia o poeta:

“Bonde da Trilhos Urbanos vão passando os anos
E eu não te perdi, meu trabalho é te traduzir”.

Ou pelo menos, tentar...

Vitrola: Vários



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Apontamento



Talvez eu tenha mesmo esquecido de tantas pessoas que eu conheci. Seus endereços e telefones, fisionomias, suas histórias, seus pecados e virtudes.

A vida não são os jogos olímpicos, mas ela também passa rápido deixando lembranças, recordações, aqueles fragmentos que nunca mais conseguimos unir novamente.

Algumas reminiscências são marcantes por demais, outras nem tanto.

Os jogos Olímpicos de Londres acabaram.

Na vitrola: New Order – Regret

segunda-feira, 1 de março de 2010

Amor Vigilante



Registro de maio de 1985 em Tókio, “Love Vigilante” uma canção dançante do New Order que aborda a ‘ressurreição’ de um homem após uma guerra.

Não é difícil imaginar o que sente um sujeito que de repente se vê no meio de uma batalha sem ao menos saber pelo que está lutando. Os Estados Unidos cresceram durante o século 20 graças a sua fábrica de criar guerras, de preferência bem distante do seu território.

O 11 de setembro revelou ao mundo uma outra faceta: como é diferente ser atacado dentro de sua própria casa . Provaram do próprio veneno, tudo isso poderia ser evitado, infelizmente nunca será.

Então o cara que volta pra casa e vê sua mulher ajoelhada aos seus pés chorando porque acreditava que ele estava morto, não é fantasia pop romântica, é real, acontece diariamente em algum lugar do planeta.

Then I looked into her hand and I saw the telegram
That said that I was a brave, brave man, but that I was dead

Trilha Sonora
Artista: New Order
Música: Love Vigilante

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Berliner Mauer



Já era noite naquele 9 de novembro do ano da graça de 1989.
Estava em Berlim como alguém que ver cristalizar à sua frente um antigo sonho:

Caía o muro da vergonha, o muro da discórdia.
Era o fim dos blocos, da divisão Leste/Oeste, de um mundo configurado à base da força do pós-guerra.

Muro no Aurélio = parede forte que veda ou protege um recinto ou separa um lugar do outro.

Ruiu o monumento da tirania, uma separação anacrônica comparada somente à idade média. Enfim após 28 anos de cisma acontecia a reunificação da Alemanha.

A multidão festejava junto ao Portão de Brandeburgo o fim de uma era truculenta. Pais e mães pudiam finalmente reencontrar seus filhos e, familiares, até então meros estranhos eram apresentados depois de 28 anos de separação forçada.

O muro naquela noite e nos dias subsequentes transformou-se em uma autêntica passarela de carnaval. Todos dançavam, cantavam e batucavam em cima do que restara da intolerância materializada.

A Berlim de Jesse Owens, atleta medalhista de quatro medalhas de ouro nas olimpíadas de 1936 em plena vigência do regime hitlerista.

A Berlim das Asas do Desejo, “Der Himmel über Berlin” (1987) do cineasta Wim Wenders em seu duelo poético entre o divino e o efêmero.

A cidade de arquitetura arrojada, avenidas largas, prédios consistentes e maciços, atrativos culturais e, esportivos.

A Berlim de “Good Bye, Lenin!” (2003) dirigido por Wolfgang Becker, esta cidade e os seus moradores do leste e oeste martelaram aquele embuste à humanidade até o chão.
Eu imagino Berlim como uma espécie de Oz – colorida o suficiente para quebrar o monocromático de algum resquício de um passado tenebroso.

Imagino a minha Berlim como uma cena de cinema onde um personagem olha o espelho e diz a si mesmo:

-Eu sou alguém livre, preso apenas ao meu próprio vagar.

-Sou um amante sereno, um amigo afável e também difícil.

- Sou ocioso por vocação e sonhador por natureza.

-Sou contemplativo na medida do olhar – e não consigo enxergar Berlim (e a vida) sem a existência da poesia.

Pois lá está Berlim e já posso avista - lá:

William Shakespeare em pé sobre o Portão de Brandemburgo, o nosso guardião dos conceitos universais espia a multidão célere no seu vai-e- vem tresloucado.

Viro a rua e dou de cara com Clarice Lispector sentada no Café da Esquina.

Vou a um jogo do Hertha Berlin no Estádio Olímpico, e encontro com Nelson Rodrigues na arquibancada. Furioso, polêmico e intempestivo como sempre:

-Falta arte, falta sexo neste gramado verde!
Diria ele indignado com o futebol contemporâneo.

Kremlin, Berlim
Só pra te ver
E poder rir
Luzes, jasmim
Meu coração, vaso quebrado
Ilusão, fugir...

Nos meus sonhos Djavan surgiria cantando Topázio em meio ao inverno, da bela Berlim.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

New Order

Em 1993 “Regret” fervia as pistas de danças da Europa e, Estados Unidos. O New Order já não era o mesmo de hits como “Bizarre Love Triangle”, “True Faith”, “Perfect Kiss”, “Love Vigilantes” e, o megasucesso “Blue Monday”, mesmo assim, ainda era uma grande banda em atividade.

Nascida da formação original do Joy Division do atormentado, Ian Curtis, o New Order trouxe vigor ao cenário do tecnopop.

Sua formação imbatível contava com Bernard Sumner (vocais, guitarra), Stephen Morris (bateria), Peter Hook (baixo) e, a tecladista/guitarrista Gillian Gilbert.

Sem dúvida, a cidade inglesa de Manchester nos deu um arsenal de variações pop sem precedentes no final do milênio passado. O New Order era um autêtico míssil teleguiado, sempre pronto para agitar qualquer festa de bom nível.