Primeiro
single da carreira de Marisa Monte “Bem que se quis”. O interessante aqui é
observar que o videoclipe produzido para ser veiculado no Fantástico,
foi rodado em um único take, uma ousadia naquele momento onde os
clipes passaram a ditar uma nova linguagem audiovisual, picotada, repletas de cortes
e edições sobrepostas.
A direção foi de Nelsinho Motta (produtor do disco
debute de Marisa em 1989), que teve um rápido affair com ela na época e assina também essa versão da canção “E
Po' Che Fa do” de
autoria do compositor italiano Pino Daniele.
O disco “O que você quer saber de verdade” mal acabou de chegar às lojas e uma saraivada de criticas já recai sobre Marisa Monte. Acho que temos mais uma...
De fato já faz tempo que Marisa Monte parece ter ligado o piloto automático em sua carreira: bonita, bacana, honesta, mas...
Sempre penso que devemos cobrar de quem pode nos dar mais, neste caso, talento. Penso ainda ser difícil por vezes convencer um artista já consagrado, a arriscar mais numa carreira que flui com tranquilidade, ou seja, sucesso, prestígio e tudo de bom e ruim que essas coisas carregam consigo.
Sabe aquela coisa de que se não faltar comida a pessoa não irá correr atrás? Talvez os grandes talentos às vezes padeçam dessa ‘preguiça’, ou então, errem feio quando resolvem optar pelo comodismo. Mudar pra quê?
É o craque que se acomoda com a fama, as mulheres, o dinheiro fácil e nunca mais volta a bater um bolão. É o piloto de F1 que se contenta sempre com o segundo lugar, ou então, é a cantora que descansa sobre os louros de boas vendas e de uma ótima reputação junto aos fãs, quase sempre passionais, exagerados, que aplaudem até mesmo a flatulência do seu ídolo.
Mas eu não vou perder o meu tempo dizendo que o disco novo de Marisa Monte é chato, insosso e batido. (Iiihhhh já disse)
A cena musical brasileira atravessa mesmo uma fase horrenda, apesar de muitos dizerem o contrário, mas minha impressão ainda é a primeira. Nada, ou quase nada, me comove na atual conjectura musical tupiniquim. Que Pena!
Sim, o vídeo acima é da faixa título do novo disco de Marisa Monte, talvez o melhor e único bom momento do álbum. Quem sabe no próximo Marisa nos traga algo de surpreendente, por hora apenas mais do mesmo.
“Ora, toda ruptura simboliza, ao se manifestar, a dualidade de todo ser: Tudo o que é vivo ou construído (...) carrega o germe de sua própria destruição. É a alternância da integração e da desintegração que significa a ruptura, marcando principalmente a fase negativa. Mas essa negação é a condição de um renascimento, de uma renovação (...) dominar ou domar uma ruptura (...) é subir a um outro nível de existência”.