sábado, 19 de agosto de 2017

Sobre Ratos e Homens


No final desse breve relato, vocês verão que o escritor John Steinbeck tinha razão e convicção no que dizia.

Ando bem de saco cheio do discurso hipócrita e banal, além da lavagem cerebral que o marketing, a administração, e os poderosos do mundo atual despejam por aí, sobretudo dentro das corporações quando falam de mudança, inovação e criatividade.

Balela das grandes! Você acha mesmo que estes vermes capitalistas estão querendo mudar algo de verdade? É óbvio que não! Querem apenas manter o poder e claro aumentarem ainda mais os seus lucros. Para isso precisam da ajuda dos proletários, e como a maioria não consegue ler o mundo, logo embarcam fácil neste discurso.

A tese

Para Bauman, nos dias que correm, “a velocidade de movimento, em particular a velocidade para escapar antes que os pássaros tenham tempo de chegar em casa para se aninharem, é a mais popular técnica de poder”. (Bauman, 2008, p.20).

A revelação

Nesse sentido, a “ideologia da criatividade, da inovação e, portanto, da mudança” parece indicar, em última instância, uma estratégia fantasmática para evitar uma verdadeira mudança, pois é “bem provável que estejamos em uma época na qual somos assombrados por outra fantasia ideológica: a fantasia do corpo inconsistente do capital, que nos leva a uma forma ainda mais astuta de totalitarismo, já que nos cega para o que permanece idêntico no interior dessa disseminação de multiplicidade. Pois a inconsistência pode servir para sustentar uma Ordem que vigora através de sua própria descrença”.

Assisti o belo espetáculo “Sobre Ratos e Homens” e foi inevitável pensar nessa analogia, pois apesar das décadas de distância, o mundo como podemos perceber parece ter mudado de fato, muito pouco.

Se você já se esforçou muito por algo e não conseguiu, não tenha dúvida. Isso funciona assim mesmo, a nossa vez nunca chega, pois sempre precisamos mudar para sermos merecedores de algo. Engraçado, pois para alguns privilegiados, isso jamais acontecerá!

“Os projetos melhor elaborados, sejam de camundongos ou sejam de homens, fracassam muitas vezes e nos fornecem só tristeza e sofrimento, em vez do prêmio prometido”.

John Steinbeck

Obrigado Lenine e George!

Paul Weller - 'Long Long Road'


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Luiz Melodia, 66


O céu recebeu hoje novas e belas melodias,
e que Luiz espalhe ainda mais alegria pelas bandas de lá...


Luiz Melodia – Pérola Negra, Juventude Transviada e Negro Gato

terça-feira, 1 de agosto de 2017

For All We Know


So baby, love me, love me tonight
Tomorrow was made for some
Oh, but tomorrow
But tomorrow may never, never come
For all we know
Yes, tomorrow may never, never come
For all we know

Certamente às seis da manhã, saberemos se houve, ou não, um amanhã para nós. Depois de anos a fio distantes, sem ao menos um aceno de vida, descobrimos enfim, ainda que tarde, que o amor vence todas as barreiras, mesmo que para isso se faça necessário fingir não sentir tanta tristeza diariamente.

Descortinar
a manhã que pela janela nos avisa
mesmo não acreditando
sim hoje é um novo dia...
  

Alicia Keys - For All We Know