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domingo, 12 de agosto de 2018

Magistral




Meu amor
Eu acordei
E não tem ninguém ao lado...

Vejo tantas paisagens coloridas
O azul do céu
O verde dos parques
As janelas centenárias de Coimbra
A água cristalina do Mondego
Pois aqui é verão...

Talvez não cá dentro!

Renato Russo e Adriana Calcanhoto -Esquadros

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Perfeição - O país das Maravilhas



Uma senhora solicita um Uber no final da tarde, deseja apenas chegar em casa após mais um dia de trabalho, quase escravo, pois o trabalho justo no país é bem próximo da escravidão.

Entre subidas e descidas o motorista do aplicativo procura realizar o melhor caminho, com o maior cuidado possível até o final do trajeto.  Quando o carro adentra na comunidade de destino o motorista ouve da senhora a seguinte frase:

- Eu chego de Uber em casa e todo mundo fica observando, como se isso fosse a coisa mais estranha do mundo!

No Brasil desde sua fundação, as pessoas simples sempre foram tratadas como pessoas de quinta categoria. Com o passar dos tempos essa desvalorização humanitária apenas cresceu.

Não me espanta a reação das pessoas ao verem aquela senhora chegando em casa de carro de aplicativo, pois essas pessoas sempre foram desvalorizadas, esculachadas, sobretudo pelos políticos e pela classe média e rica do país. 

O que me espanta é o ódio que boa parte da classe média brasileira possui em relação as classes menos favorecidas, (aquela que a classe média adora espezinhar) e mais ainda o desejo dos medianos de enriquecerem a qualquer custo no país.  No Brasil os mais ricos são lambidos, adorados, idolatrados e jamais são avacalhados, com se eles nada tivessem com a crise, com a corrupção, com a péssima distribuição de renda do país, com o cinismo do tal mercado financeiro. 

É curioso, e mais que isso é perverso alguém acreditar que um país possa ser bem sucedido sem investimento real em educação, e pensar que ser rico é a melhor coisa que um cidadão pode conquistar na vida, custe o que custar, diga-se.

O Brasil é mesmo uma perfeição! Pródigo em suas mazelas.

 Legião Urbana – Perfeição

quinta-feira, 20 de julho de 2017

If Tomorrow Never Comes


Numa dessas noites frias de inverno
a solidão parecia zombar de sua cara
algo do tipo: eu bem que te avisei e 
você não quis acreditar!

Ele então criou seu ritual de resistência
pois se a solidão era o castigo
qual seria o pecado afinal?

Antes de adormecer entristecido,
todas as noites religiosamente
elevava seu pensamento e recordava da canção
do antigo amigo
sua única certeza era que seu filho sabia sim
de seus verdadeiros sentimentos
e isso a certo ponto o consolava
mesmo no frio havia ali
na simplicidade do momento
uma chama eterna
e intacta.

Renato Russo – If tomorrow never comes


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Apóstolo São João


E às vezes a gente é surpreendido… Já faz tanto tempo, mas Renato ainda está por aqui...

Hey

O que é que é isso
O que faço aqui

Me lembro dos meus sonhos
E ainda não dormi

Números, Romanos, Atos e Juízes
Exôdo e Provérbios

O Apocalipse do Apóstolo São João

Teve Tiroteio
Me disseram eu não vi

Estava desligado
E não dá pra previnir

Hey babe deixa disso
Hey babe deixa disso

Ninguém veio aqui pra se machucar
Foi o dia da criança e aí ficou tudo bem

Detenham-no!
É um fugitivo!

Detenham-no!
É um fugitivo!

Bem-vindos a nossa mansão.
Espero que gostem dos seus aposentos...

Teve Tiroteio!
Me disseram eu não vi
Estava desligado
E não dá pra previnir

É um fugitivo!
É um fugitivo!

Teve Tiroteio!
Me disseram eu ouvi
Estava desligado
E não dá pra previnir

Babe deixa disso
Hey babe deixa disso

Apóstolo São João - Urbana Legion - Letra Inédita: Renato Russo


sábado, 15 de outubro de 2016

Cartas para o meu filho - Carta número 1



Carta 1 – “A verdadeira desorganização do desespero”*, ou, quando a solidão doí muito...

Pequeno lord,

Aqui onde encontro-me agora, não tenho mais do que 8 metros quadrados para expandir os meus sentimentos, as minhas convicções, as minhas esperanças e tristezas. Mas veja meu filho, isso não é um lamento, ao contrário é uma forma tênue de resistir aos botes ligeiros e rasteiros que vire e mexe recebemos da vida. Se há algum proveito na dor é a compreensão de que na vida nada é em vão, e a certeza cristalina de que tudo que plantamos um dia semearemos de alguma maneira, quase sempre do modo menos esperado, diga-se.

No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir”...

Passo os meus dias praticamente longe do meu pequeno apartamento, que é simples, porém já gerei um carinho por este meu canto, e tudo melhora quando eu olho para a parede à minha frente e vejo o lindo quadro que a sua mãe me presenteou no último dia dos pais, sim aqueles em que você está em diversas fotografias desde do seu primeiro dia de vida até recentemente.

De todas as fotos existe uma que me chama muita atenção, aquela de quando você estava brincando no parque do Ibirapuera com seu rostinho pintado de tigre, lembra?

Acho que foi no verão deste ano...

Você estava reflexivo, quieto e compenetrado, a sua beleza é ainda mais notada por esses pequenos detalhes, você não poderia ser alguém diferente, desde cedo apresenta uma certa maturidade para uma criança de três anos e meio, isso sem deixar de ser um moleque safado e muito alegre e desenvolto em suas relações com o seu pequeno grande universo.

Ao retornar do meu trabalho eu quase sempre chego feliz, pois mais um dia foi vencido, apesar dos problemas – que continuarão a existir – se não fosse assim não o chamaríamos de trabalho, não é verdade!

Um dia você compreenderá melhor do que falo agora.

Quando aqui cheguei era inverno e de certo modo eu vivia um autêntico cá dentro de meu ser. Os primeiros dias e as primeiras semanas não foram exatamente o que denominamos de fácil, no entanto foi importante manter a serenidade e a vontade de tentar compreender por quê a minha vida estava passando por essa mudança drástica e de forma inesperada...

“De lá pra cá não sei 
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno em Itapetininga é quase glacial” (licença poética)

Certo mesmo é que aos poucos a vida vai querendo me dizer algo sobre a tempestade, e nunca se esqueça que só temos bonança quando atravessamos um temporal daqueles devastadores. Tenho tido tempo para voltar a escrever algumas linhas caóticas, dentro do meu estilo sem padrão definido, e retornei ao meu prazer de pesquisar música, tendo escutado muitas músicas antigas e novas, o que me move a bons sentimentos.

Nesse momento está tocando um clássico da música francesa, sim a França da Torre Eiffel que você tão lindamente diz querer conhecer um dia, a canção é Aline gravada pelo cantor Cristophe em 1965. Essa música aparece em uma cena muito bacana do filme “Praia do Futuro” (BRA, 2012) dirigido pelo cineasta cearense Karim Aïnouz e estrelado pelo ótimo ator Wagner Moura, talvez o nosso melhor ator da atualidade por sua capacidade tácita de encarnar suas personagens com profundidade, sempre deixando uma porta entreaberta ao público para ser curioso a respeito de sua atuação, isso é no mínimo fantástico para um ator que não teme a exposição dentro de cena, certamente um dos elos fortes na carreira do Wagner.

Meu pequeno anjinho, foi pensando no verso da música de Adriana Calcanhoto e Antônio Cicero – o filósofo que também é irmão da cantora Marina Lima – que seu pai percebeu que poderia escrever longas cartas para você durante este período de exílio forçado, é preciso entender que o nosso país vive uma grave crise de liberdade, aqui a palavra exílio não é usada de maneira vã. 

Enfim achei bem prático e de certo modo poético a ideia, e um dia se você desejar poderá lê-las.
Termino essa primeira carta com um poema do Ferreira Gullar que nasceu no estado da sua querida mãe, espero que você goste do poema do Gullar e depois do pequeno trecho que compus para fechar a narrativa.

Retratos

“Amigos morrem,
as ruas morrem,
as casas morrem.
Os homens se amparam em retratos.
Ou no coração dos outros homens”.

Ferreira Gullar

Piazolla me faz chorar copiosamente,
a vida me faz chorar de tristeza e alegria
porque lá no fundo
sem essa dor
eu não reconheceria
o milagre da paz.

Jonathas Nascimento

Fique em paz meu pequeno tesouro, brinque bastante e logo estaremos juntos novamente.

Um beijo com amor do seu papai.

*Nome de peça inédita escrita por Renato Russo




quarta-feira, 12 de outubro de 2016

20 Anos


Lá fora os trovões a escuridão e um súbito vento anunciam a tempestade...

Duas décadas atrás Renato Russo partia deste plano,
deixando como legado uma coleção indispensável de canções.

Aqui uma mostra de que sua obra ainda permanece atual e importante, já que novos artistas ainda sentem prazer em revisitar as suas músicas e letras...

Os dias por aqui Renato estão sombrios, e só posso dizer que você nos faz muita falta!

Saudades velho camarada!

Plutão Já Foi Planeta – Por Enquanto


sexta-feira, 27 de maio de 2016

Registro Raro


Reza a lenda que esse registro de Renato Russo e a sua Legião Urbana aconteceu durante a passagem de som da banda para o show em Volta Redonda no Rio de Janeiro em 1990, após uma chuva torrencial que quase ameaçou a realização do show. Então durante a passagem de som Renato decide fazer um agrado ao público que já estava por ali e não desistira apesar da chuva e manda a belíssima “A Whiter shade of Pale”...

Ficou legal e até então eu não conhecia esse registro.


Vitrola: Legião Urbana- A Whiter shade of Pale

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Deprê...


Eu olho o atropelo das pessoas no metrô
E não entendo nada
Pra onde vão com tanta pressa
O que pretendem com esse ritmo
Alcançar o céu?
Rastejarem pelos subterrâneos de SP?
Não sei, sob a ótica da deprê
Não consigo entender quase nada
É só mais um dia
Preciso de uma dose de Lexapro...

A Cia. Das Letras acaba de lançar um diário escrito por Renato Russo  - “Só Por Hoje e Para Sempre - Diário do Recomeço”. O livro é composto por escritos de Renato durante sua internação na Clinica Vila Serena no Rio de janeiro em 1993 e, esses textos  são parte integrante do tratamento.

Ali a gente entende que o ser humano de fato cria as suas mascaras para sobreviver, mas lá no fundo é possível encontrar a alma, mesmo que doente revelando outros quadros, ainda intactos.

Renato Russo estava enfim na busca de sua sanidade, lutando pra valer contra o que lhe afligia e o perturbava. A coincidência é que eu mesmo adoraria neste instante encontrar uma espécie de “Vila Serena” para dar um tempo em tudo e cuidar da minha própria alma, mas que não nasce rico não pode ser dar a esse luxo, então a “Vila Serena” pode ser um vagão do metro combalido da histérica São Paulo, os famoso trilhos da esperança...

A depressão não poupa ninguém, menos ainda quem já possuí um histórico anterior.
O que muda são as percepções com o tempo e, desta vez resolvi não pagar pra ver, fui logo atrás de ajuda, reconhecendo a minha incapacidade de lutar contra esse monstro sozinho, o que já é um alento.

Olhando as letras que Renato compôs logo após seus 29 dias de tratamento, é possível atestar o quanto essa busca lhe fez bem, embora na época uma boa parte da critica tenha torcido o nariz para o conteúdo, mas e daí, cada um sabe onde aperta o calo.

Renato nos anos seguintes a sua internação produziu certamente dois discos emblemáticos e que provam o quanto essa redescoberta lhe proporcionou benefícios:

O belíssimo “The Stonewall Celebration Concert” (1994) é o primeiro disco solo de Renato Russo, gravado entre fevereiro e março de 1994. Interpretado totalmente em inglês, foi uma homenagem aos vinte cinco anos da Rebelião de Stonewall em Nova Iorque. Seus royalties foram doados para a campanha do sociólogo Betinho na campanha contra a fome daquele ano.

Em 1995 ele lança “Equilibrio Distante"  segundo álbum solo cantado em italiano, uma homenagem a sua família, quase um pedido de desculpa pelos anos de terror que suas atitudes causavam ao seio de sua família nuclear.

Sem dúvida que essa leitura trará alguns contrapontos e outros olhares, exatamente em um momento delicado, porém a vida seguirá em frente de um jeito, ou, de outro.


Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais)

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.

Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)


Vitrola: Legião Urbana – Vinte e Nove

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Oração do Tempo 2


Uma despedida à altura da obra de Renato Manfredini Jr:
O Livro dos Dias é uma canção tristonha - composta por alguém que já sabia que não viveria muito mais do que aqueles meses do ano de 1996...

É bela pela natureza simples da vida, pois aqui se nasce, cresce e um dia partimos...

A voz de Renato neste disco é um ato quase heroico...

Renato sabia como poucos aliar elementos que juntos podem ser um desastre, ou então algo tão lindo quanto a última música do último disco da Legião Urbana ainda com ele...


O Livro dos Dias

Ausente o encanto antes cultivado
Percebo o mecanismo indiferente
Que teima em resgatar sem confiança
A essência do delito então sagrado

Meu coração não quer deixar
Meu corpo descansar
E teu desejo inverso é velho amigo
Já que o tenho sempre a meu lado

Hoje então aceitas pelo nome
O que perfeito entregas mas é tarde
Só daria certo aos dois que tentam
Se ainda embriagado pela fome

Exatos teu perdão e tua idade
O indulto a ti tomasse como bênção
Não esconda tristeza de mim

Todos se afastam quando o mundo está errado
Quando o que temos é um catálogo de erros
Quando precisamos de carinho
Força e cuidado

Este é o livro das flores
Este é o livro do destino
Este é o livro de nossos dias
Este é o dia de nossos amores


Vitrola: Legião Urbana – O Livro dos Dias

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Gente



É gente humilde

que vontade de chorar…

Aqui perto de casa mora alguém

solitário... é logo ali na esquina.

Sempre que passo em frente a sua casa

eu aceno na esperança de ver um sorriso,

um olá, um aceno talvez, quem sabe...

Daí me lembro de Renato cantando “Gente Humilde”,

isso por sua vez me faz pensar e desconfiar cada vez mais, que a noite

é escura e sozinha para muitas pessoas neste mundo...
 
Canta Renato, pois a solidão é mesmo uma epidemia...

Vitrola: Renato Russo Cantando Gente Humilde (Ensaio)

domingo, 12 de outubro de 2014

Dancemos



Before the fiddlers have fled

Before they ask us to pay the bill

And while we still have a chance

Let's face the music and dance

Soon, we'll be without the moon

Humming a different tune

And then there may be teardrops to shed

 
Ele pensava que aquele baile era em Paris em pleno anos 30
Ela jurava que Paris era Roma e que a década era a de 40
Nos sonhos se encontravam
Noite após noite
Em algum paraíso europeu...

Vitrola: Renato Russo - Let's face the music and dance

domingo, 20 de julho de 2014

Razão e Sensibilidade



“I don't care where I go
When I'm with you…”
Numa noite triste de inverno
O radio traz uma canção
Que castiga aquele velho coração
Cansado de não entender os desatinos da vida
Mas enfim ainda é vida
e como diria o poeta...
“E quem um dia irá dizer
 Que existe razão
 Nas coisas feitas pelo coração?
 E quem irá dizer
 Que não existe razão?”.
Vitrola: Peter Frampton - I'm In You

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Coragem...


Quem me dera ter um pouquinho da tua coragem caro Renato…
Mandava tudo pra aquele lugar!

Vitrola: Renato Russo, show pela vida-Que Pais é Este/Por Enguanto/O Mundo Anda Tao Complicado


segunda-feira, 3 de março de 2014

Trilhas...


Eu hoje ouvi uma canção que me fez recorder você, melhor dizendo: Eu ouvi três, quatro, uma dúzia de discos que poderiam contar uma estória de ficção, ou quem sabe a nossa própria história.

Na primeira canção havia um solo de guitarra que parecia gritar, olha eu ainda amo você! Era o Lobão em “Me chama”.

Este tipo de ritual, mezzo música, mezzo cinema, costuma ser efêmero, porém às vezes pode perdurar por uma vida inteira. Sabe aqueles filmes com mais de três horas e meia, pois somos nós que jamais saberemos aonde e quando pôr fim a nossa história. E será mesmo preciso?

Lá pelas tantas baixou o Renato Russo cantando em italiano, uma de suas mais belas interpretações “La Solitudine”, algo simples mais poderoso em se tratando de arte. Ainda passaram por lá os ingleses do Style Council com “Hot Long Summer” entre outros.

Tirei o carnaval para este rápido retiro, e nesse encontro com as músicas que tocam a minha alma eu encontrei um oceano no fim do caminho, ou seja, não haverá um fim, mas apenas trilhas a percorrer.

Vitrola:  Renato Russo - La Solitudine


Vitrola:  Lobão – Me Chama


Vitrola:  The Style Council - Long Hot Summer


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Será




Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?


Renato Russo e sua Legião Urbana é sempre bom ouvir novamente.
Noite de sábado chuvosa, santa chuva! 

Bateu nostalgia...


Vitrola: Legião Urbana – Será

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

La Solitudine


Mês complicado, felizmente chegando ao fim e tudo começando a melhorar lentamente. Ouvi dias desse enquanto percorria a Avenida das ilusões, como Renato sabia achar o ponto certo para cada canção...

Gosto dos versos,

La solitudine fra noi questo silenzio dentro me
è l'inquietudine di vivere la vita senza te
Ti prego aspettami perché
Non posso stare senza te
Non è possibile dividere la storia di noi due
La solitudine...

Faz lembrar o meu filho.

Vitrola: Renato Russo - La Solitudine

domingo, 18 de agosto de 2013

Aviso Celeste


Ainda hoje me arrepia...

Lembro-me como se fosse ontem, a primeira música do disco V da Legião Urbana, o disco branco de Renato Russo e sua trupe. Love Song é quase uma vinheta, mas incisiva, autêntica e corajosa, escrita em português arcaico. O disco que vem a seguir é algo denso, rotulado pela maioria de disco difícil, pesado, mas é antes de tudo, um tributo ao amor, seja o amor em tempos de cólera no escrito brilhante de Gabriel Garcia Márquez, seja o amor em tempos de crise político-econômica como era o caso daquele 1991 de Collors e cia, e da Aids rondando feito pássaro agorento.

Neste domingo de frio e cansaço, ando exausto de tanto produzir e-mails inúteis e papeis inócuos e sem criatividade alguma, que merda!!!

De repente como um aviso celeste me veio a mente este balsamo, este jogo de luzes, esta encruzilhada, esse tema tão medieval e atual, irei cantarolar pelo dia inteiro... Quiça pelo resto de minha vida...

Pois nasci nunca vi amor
E ouço dele sempre falar.
Pero sei que me quer matar
Mais rogarei a mia senhor
Que me mostr' aquel matador
Ou que m'ampare del melhor.

Divino!

Vitrola: Love Song – Legião Urbana

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

If...


Eu também não saberia descrever este amor…

If I loved you
Time and again
I would try to say,
All I'd want you to know
If I loved you,
Words wouldn't come in an
Easy way
Round in circles I'd go
Longing to tell you
But afraid and shy
I'd let my golden chances
Pass me by
Soon you'd leave me
Off you would go
In the mist of day
Never never
To know
How I loved you
If I loved
You

Vitrola: Renato Russo – If I loved you

sábado, 3 de agosto de 2013

É Só Música Urbana...


Na raia eu nadava todos os dias, fizesse sol ou chuva, calor ou frio.  

Na avenida ele, alguém aparentemente distante, caminhava todas as manhãs, observando o cotidiano da cidade que nunca dorme. Em pouco mais de dois quilômetros de caminhada pela avenida enfeitiçada ele colecionou panfletos. Tinha de tudo um pouco: anúncio de trabalhos espirituais para trazer o amor de volta, formulas milagrosas de emagrecimento, propaganda de planos médicos, clube de dança e até um convite para assinar um abaixo assinado contra a polinésia francesa.  

A noite no seu retorno para o lar, os telões exibiam lances de uma partida de futebol, em meio a uma propaganda de um banco que anunciava a ‘sustentabilidade’, o mundo já foi menos cínico, pensou ele. Cruzou calçadas repletas de mesinhas de bares, que não pagam imposto para utilizar o passeio público,viu ali jovens incinerados pelo cigarro e embriagados da felicidade fulgaz de uma porção de álcool...

Já era tarde para ele e para tantos outros que dormiriam por ali mesmo, abraçados ao chão duro e enrolados pelo papelão de produtos caros de pessoas ricas que habitam aquela mesma cidade. Sejamos sinceros: Não existe igualdade! É só música urbana...


Vitrola: Música Urbana 2 – Legião Urbana

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Ela Não Mora Mais Aqui


Je ne l'oublierai jamais
Aujourd'hui c'est l'automne
Et je pleure souvent
Aujourd'hui c'est l'automne
Qu'il est loin le printemps
Dans le parc où frissonnent
Les feuilles au vent mauvais
Sa robe tourbillonne
Puis elle disparaît...

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"...

Vitrola: Alain Barriere - Elle Etait si Jolie