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sábado, 8 de outubro de 2011

A Loja da Esquina



Não é todo dia que a gente consegue expressar algo minimamente inspirador, aliás, nem sei se de fato eu consigo essa verbalização textual, sou bem crítico em relação as minhas capacidades. Então por um acaso feliz me caiu na tela essa banda, Tribes e, essa canção, When My Day Comes...

Puxa vida, às vezes, ou sempre (sei lá eu) o cosmos conspira ao seu favor. Não fui atrás de muitas informações sobre o grupo, isso não importa muito neste instante.

Gostei do som das guitarras rasgando um agudo hipnótico, certo frenesi, me deu vontade de dançar. Achei a voz do cantor interessante, também em agudo, longe de perfeita, é suja, vibrante, entusiasma e isso já me basta.

Inevitável traçar este paralelo entre a banda do Reino Unido e a minha inspiração, ou, a falta de, para escrever, ou apenas rascunhar pensamentos, impressões sobre o cotidiano.

Andei lendo um bocado por esses dias, adoro quando tenho este tempo, essa disposição, a vontade e disciplina de aguçar minhas curiosidades, envenenar-me mais um pouco de algo que não conhecia ainda. 

Nestes períodos tendo a ficar mais calado do que já sou (se é que isso de fato seja possível), e aí tome percepções diárias.

Vejo pessoas doces, que por alguma insegurança ou pela pressão do trabalho, ficam retraídas, renegam seu próprio brilho e ocultam tanta beleza dentro de si, mas tudo está lá pulsando, querendo ganhar as ruas, o mundo, ou talvez, apenas a sua própria sombra.

Olho para as ruas laterais e transversais de onde escrevo agora, e não consigo compreender como essa cidade tão pequena pode ter tantas, eu disse TANTAS, lojas de carros – novos, usados, recauchutados, sei lá mais o que – num perímetro de no máximo 2Km.

Então o ‘metido’ e ‘pedante’ aqui entra em ação e pensa:

Quem dera fossem todas essas lojas de automóveis, livrarias. Sim, lojas de livros, grandes, médias, ou até pequenas, como a charmosa ‘livraria da esquina’ da personagem de Meg Ryan (Kathleen Kelly) no filme (You've Got Mail, 1998) ‘Mensagem Para Você’...

Mas como posso ser tão tolo assim? Viajou? Bebeu? Cheirou? Perdeu a razão Jonathas Nascimento?

De repente eu me tornaria uma espécie de Joe Fox (Tom Hanks) do mesmo longa, mas quem em sã consciência trocaria carros por livros neste país que adora ocupar-se tanto com a educação, a cultura e as artes do seu povo.

É... acho melhor eu pensar noutra coisa, afinal a noite está caindo bela e estrelada no céu do interior paulista. 

Logo mais os donos de todos os carros reais e imaginários desta pacata cidade irão se divertir queimando combustível ao redor da praça principal, numa procissão sem velas e santos. 

A felicidade como se vê é apenas uma questão de esquadrinhar espaços na vida.

Trilha Sonora
Artista: Tribes
Música: When My Day Comes

sábado, 12 de setembro de 2009

Canção dos Exilados

Eu adoro esta cena do filme, "You've got Mail" (1998), dirigido por Nora Ephron. É bem tola é verdade, mas ao mesmo tempo seduz.

O roteiro possui falas inteligentes e sarcásticas, o duo entre Tom Hanks (Joe Fox) e, Meg Ryan (Kathleen), funciona redondinho, tudo sem maiores pretensões.

A cena final roterizada no River Park West em Nova Iorque, é o desenrolar de um emaranhado de encontros e desencontros entre duas personagens apaixonadas por livros, mas distanciadas por outras diferenças.

Eu gosto da cena final muito mais pela junção da bela paisagem do parque em perfeita sintonia (o que é proposital evidentemente) com a canção "Over the Rainbow" - o eterno canto dos exilados -interpretada na trilha do filme por Harry Nilsson.

Nada é por acaso, lembra vagamente "Breakfast At Tiffany's" (1961), mas aqui o gato vira cachorro, e Meg Ryan não é Audrey Hepburn.

Mesmo assim, vale uma olhadela.