domingo, 29 de setembro de 2013

Questão de Estilo...


Pois é…

Hoje eu acordei meio Marcelo Camelo,
olhei lá fora e vi as últimas folhas do inverno murchas ofegantes pelo chão,
era como se elas me dissessem simplesmente,
adeus!

Perguntei pelo sol e ele não respondeu,
deve estar aproveitando os últimos dias de descanso antes do próximo verão aqui pelos trópicos abaixo do Equador,

Pois é...

a melancolia pode ser um estilo...


Vitrola: Marcelo Camelo – Pois é

Perdido


Arriscaria o oxigênio
para ver os teus olhos
através do espelho...

Não, o que reluz ali não é ouro
São teus olhos mirando os meus...

Neste tribunal quem julga são os réus...

Vitrola: Legião Urbana – Tempo Perdido


sábado, 28 de setembro de 2013

Aonde Moram os Sensatos?


Os dependentes e os sensatos nunca entraram em acordo.

Nessa noite de sábado ele revisita seus dogmas e verdades,
Dizem que a solidão lhe cai bem...

É mais uma mentira digna de oscar,
Acabou a noite escutando canções românticas no velho rádio, uma taça de vinho à meia-luz e o silêncio do desespero...

Aonde moram os sensatos?

Vitrola: Can't Smile Without You - Barry Manilow


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Paradiso Love


Será loucura?
já não ouço mais nada além
desse som
dessa música perturbadora
que insiste em me pegar
pelo braço
à meia luz desta noite
ardente
em paz

Ela está tão longe
está tão perto
é grandiloquente
invade os meus poros
me abraça
inunda a minha alma
o meu espirito
arrebata qualquer tristeza
põe no lugar as minhas
pequenas ideias
tinge toda geografia
ao meu redor

estou no chão?
no bosque?
na sala escura?
no divã?
em órbita?
na Lua?
em Marte?
no Gólgota?

não...
definitivamente
não...

A música
parece divina (é)
a própria voz do Deus
é o sonho
é o céu
e eu sinto amor
sinto fé
sinto...
sinto...

sinto que já não sou eu
sou apenas música
e lágrimas

Se alguém pode ouvir a luz
como expressão maior da poesia cósmica
talvez seja isso aqui
essa sinfonia intangível
inexplicável

ouça...
ouça...
apenas ouça
no contraditório
silêncio

Vitrola: Morricone: Gabriel's Oboe (The Mission)/Cinema Paradiso


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Depois do Medo


Essa não foi uma semana nada fácil...

É quando de repente você se depara com as infinitas dificuldades da vida. Trabalho árduo, pessoas infelizes que cruzam o teu caminho apenas para atrapalhar a sua harmonia, mas quando essa está lá dentro firme, nada nem ninguém, a destruirá... não é verdade?

Um filho muda tudo, sobretudo, a sua noção de amor, infinito amor!

Um bebê tão lindo doente é uma carga de assombrações que perambulam por nossa mente, por mais positivo que você deseje estar naquele instante. Que pesadelo pode ser atravessar o temido vale da sombra da morte...

Felizmente a tempestade se foi, agora o vendo sorrir novamente a vida ganha um contorno festivo, colorido, alegre, leve, o vento bate como uma brisa e tudo mais parece encaixar-se...

E não houve jeito, Cat Stevens me persegue...

Um dia o Gustavo ouvirá “Father and Soon”, talvez eu lhe diga que naquele dia difícil eu pedi a Deus que ele me desse essa oportunidade na vida, a do diálogo entre um pai apaixonado por seu amado filho...

Obrigado, ser pai é mesmo uma benção!

Vitrola: Yusuf (Cat Stevens) : Father And Son

The Boss...


Um artista extrapola o palco, porque também vive no cociente e inconsciente de seus admiradores. Bruce é talvez o melhor exemplo disso hoje em dia. Beirar às 3 horas de show quase sempre, não é pra qualquer um. Bruce possuí além do enorme carisma, a generosidade das grandes personalidades do mundo, impossível não ir a um show seu e não se apaixonar por sua verve criativa, incansável e sensível. Quiça tivéssemos mais opções de artistas como Bruce no rock e na música pop da atualidade, mas isso é cada vez mais raro.

Vida longa a Bruce!

PS: É óbvio que tiraram o vídeo do ar... 

Vitrola: Dancing In The Dark - Bruce Springsteen | Rock in Rio 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Quieto


Um daqueles dias em que por mais que você tente as palavras não aparecem, a vontade sucumbi frente a tanto gasto de energia inútil. 

Daí o melhor é mesmo ficar bem quietinho no seu canto.

Vitrola: The Wannadies - You and Me Son


terça-feira, 17 de setembro de 2013

All Star


Algumas palavras que eu procuro, mas nunca encontro
Estão perdidas aqui dentro do meu oceano...

Então queres navegar neste mar?

Vitrola: Nando Reis – All Star



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sempre Ocupado


Ela sempre me telefona às 3h30 da manhã e eu estou sonolento,
ela me procura nas rede sociais e eu tenho um perfil restrito,
talvez este encontro nunca aconteça
exatamente por se tratar de um legitimo desencontro.

Vitrola: Aurea - Busy (For Me)

domingo, 15 de setembro de 2013

Chuva?


Acordei domingo pensando que era segunda…
Foi apenas um susto, mas Karen me disse:

Talking to myself and feeling old
Sometimes I'd like to quit
Nothing ever seems to fit
Hangin' around, nothing to do but frown
Rainy days and Mondays always get me down

Queria ver a chuva que às vezes simplesmente desaparece, como alguém que nos importa, mas que perdemos de vista nas ironias amargas desta vida. E Karen continua embalando esse domingo seco, porque nem as lágrimas resolveram molhar este solo castigado.

Sim, amanhã será segunda e parece que irá chover!

Vitrola: Carpenters - Rainy Days and Mondays


sábado, 14 de setembro de 2013

Esperança ainda...


Eu não poderia deixar John sem Paul…
E Paul canta a esperança, canta o nascimento,
o natal...

 Vitrola: Paul McCartney/Diana Krall  –The Christmas Song


Deus


Existem momentos densos onde uma canção consegue traduzir certa revolta que algumas vezes este ser sente, ainda mais porque de santo eu passo bem distante...

Lennon essa é uma das minhas favoritas, embora aparentemente pareça uma canção tão herege... Mas será mesmo? Sim, a pulga aqui atrás me diz que God é intrigante...

E foi quando ela acenou antes de desaparecer na névoa da madrugada para nunca mais...

O sonho acabou!


Vitrola: John Lennon - God [Legendado] HD

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Lazy Afternoon


São 18h. O sol se foi e quem está de partida agora sou eu. Tomo a direção da Avenida das ilusões, lotada, um turbilhão, a esquizofrenia em formato de multidão.

Logo me desligo daquele mundo estressante, basta apertar o botão do meu mp3... Benvindo a 3º dimensão! De cara surgem os primeiros acordes de “Outubro” do Azymuth, mas espere um pouco estamos em setembro! Não para por aí. É inverno, mas o calor nas ruas é legitimo do verão de janeiro, e sim o som é reconfortante depois de uma semana longa de trabalho árduo e muitas vezes pouco produtiva... emails, emails, emails... que droga não!

De qualquer modo é um olho na calçada e outro para o céu, límpido, a noite chegando imponente e nisso faz algum sentido ouvir “outubro” já quase na primavera de 2013.

Vitrola: Azymuth - Outubro



Mas de repente o que é isso? Não pode ser é Pulp, é Jarvis Cocker cantando “Common People”, é como um aviso, acelere, acelere mais, acelere ainda mais... corra... corra...

E tudo saí da contemplação do smothjazz para um frenético pop rock o que também faz sentido olhando e esbarrando no trajeto com tantas pessoas... É como se alguém me dissesse:

Cai na real, o mundo não é esse aí da melancolia jazzística não meu véio... acorda cai na real! E nessa dualidade sonora tendo como vista as luzes vermelhas dos carros parados no rush, eu vou acreditando cada vez mais nos versos do poeta:

“Abrindo um antigo caderno
foi que eu descobri:
Antigamente eu era eterno”.

Paulo Leminski

E desse jeito eu chego em casa para rever o meu tesouro...
Sim ele, meu filho, agora é eterno.


Vitrola: Pulp - Common People

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

ZZZZZZ....................


Vamos lá, agora alcancei o seu raciocínio matemático. Não durma tanto assim, porque amanhã te fará falta uma fração qualquer do tempo...

E foi assim que ela dormiu quatorze horas ininterruptas, sonhando com os sonhos mais delicados, supondo que tudo é mesmo transitório. Eu sonho, você sonha, nós...

Bem, infelizmente a maioria sequer consegue viver quanto mais sonhar...

Desta forma ela preferiu retorna a sua cama e dormir... dormir...zzzzzzzzzzz.


Vitrola: The Style Council - Have You Ever Had It So Blue

sábado, 7 de setembro de 2013

Mas Que Nada


E na alameda estranhos desfilam em fila indiana num ritual
previsível, aquela eterna e famigerada busca incansável por alguma espécie de milagre financeiro.

Mas hoje não é natal, não haverá milagres em Sun City, pois Papai Noel não é santo! Ihhhh... é sim!

Sendo assim a garota ao celular chora logo cedo, as oito da matina em plena avenida das ilusões, imaginem o que será o restante do seu dia (um rio de lágrimas salgadas). 

Mais adiante um engravatado (daqueles coxinhas sem recheio) que só consegue enxergar a partir da altura do semáforo, tropeça e cai estatelado na calçada. Surpreendentemente ninguém lhe oferece ajuda até a chegada de outro robô engravatado... 

Dias de fúria, manifestações no dia da independência...

Quem dera alguma coisa maior de fato acontecesse, mas que nada! É mais fácil acreditar no Criança Esperança do que ver as estruturas conservadoras nacionais sendo abaladas.

Isso tudo são para nós, os estranhos de plantão.


Vitrola: Suede – For The Strangers

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tempo de Saudade


O tempo não espera por ninguém...

È uma pena meu caro amigo
que hoje não estejas aqui comigo
para que um abraço pudesse fazer tanto sentido
e para que essa saudade cedesse lugar
a contemplação, alegria e euforia.

Mas o tempo não espera por ninguém...
você mesmo um dia sussurrou isso em meus ouvidos,
você lembra disso?

Já faz tanto tempo
e quando ainda vejo você cantando ‘Time’
acontece uma certa magia
de repente somos todos campeões do mundo de novo
e todos continuamos procurando pelo amor
buscando cada qual a sua própria salvação...

Mas o tempo não espera por ninguém...

ninguém,
por ninguém!

Vitrola: Time – Freddie Mercury


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Às Vezes Irene


Às vezes eu sou Irene Cara
vomitando Out Here On My Own...
Cutucando meus segredos públicos
construindo novas pontes entre
o meu ego e a civilização
entre o tudo e o nada...

Noutras eu sou Irene
e sua determinação à flor da pele
teclando aquele piano
balbuciando palavras que nem acredito,
mas as canto por amor a poesia,
pelo simples desafio
de ver o azul nublar num piscar...

E às vezes continuo aqui sozinho
Eu a tela do meu computador
e a imensa solidão que um dia
se apoderou de irene
nessa hora apenas penso em sua voz
a cantar o trecho final
dessa prece melancólica
triste
e humana...

Sometimes I wonder
Where I've been
Who I am, do I fit in?
I may not win
But I can't be thrown
Out here on my own
On my own

Vitrola: IRENE CARA - OUT HERE ON MY OWN

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pra Começar o Dia


E lá vou eu de novo...
Bom dia universo!
hoje é apenas mais um dia
eu sei que novamente irei errar
não terei a tal paciência tão sublime
não verei a alvorada
e nem assistirei o sol se pondo
enquanto os pássaros voam de volta ao lar...

Maestro
essa é minha prece:
guie os meus passos
coloque encanto onde só há tristeza
desenhe o belo
lá nos meus recantos mais escuros
abra as minhas gavetas secretas
transforme dor em alegria
angústia em esperança
descrença em fé...

Pra começar o dia
eu quero
a cor e o som da harmonia...

Vitrola: Guilherme Arantes – Pra Começar o Dia

domingo, 1 de setembro de 2013

Radio


Um domingo ensolarado do lado de fora... ando saudoso do antigo rádio...

“Radio Gaga” é de autoria de Roger Taylor o baterista do Queen, lindo de morrer neste videoclipe de 1984...

A canção é uma ode ao rádio nos tempos do videoclipe, um instantâneo de uma época que parecia efervescente para indústria fonográfica (e foi) mas que também passaria num piscar de olhos com todo o frenesi dos novos e tentadores aportes tecnológicos... Só para citar, é a melhor composição do Queen utilizando-se de sintetizadores e sequenciadores eletrônicos...

A sensibilidade de Taylor nesta composição é antever que de alguma maneira com o passar dos anos, das décadas, o rádio perderia o seu espaço de imaginação fértil e criativo, cedendo rapidamente espaço a outras formas de comunicação.

Provavelmente hoje em dia Taylor sinta-se de alguma forma aliviado por te feito já naquela época essa merecida homenagem ao rádio, ele não precisou esperar a internet, as redes sociais, para ter a certeza que o rádio era o pai de todos os meios, até porque sem ele o Queen não existiria, melhor ainda, o rock tampouco.

Um vídeo belíssimo apoiando-se nas imagens de “Metropolis” do cineasta austríaco Fritz Lang, um misto de saudosismo e ficção-cientifica, cinema e vídeo descartável.

Essa saudade aquece tudo aqui por dentro, é domingo, então som na tela, ou melhor, no rádio.

Vitrola: Queen – Radio Gaga