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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Dizer


Eu divido contigo a minha angustia e o meu pão...

O Galego sabe bem o que diz...


Vitrola: Otto – Otto - O Que Dirá o Mundo

terça-feira, 16 de março de 2010

Fui Dormir Tranquilo



Na noite quente da última sexta-feira, 12, o meu deleite foi assistir ao show de Otto no Auditório Ibirapuera.

Aos 41 anos, este pernambucano de origem holandesa, acaba de lançar seu melhor trabalho, “Certa manhã Acordei de Sonhos Intranquilos” álbum elogiado pelo NY Times recentemente.

Trata-se aqui de mais um capitulo da saga – o Brasil que o Brasil esquece – mas Otto não está nem aí pra isso. Seu “negócio” é cantar seus devaneios, suas dores, angústias, alegrias e paixões.

Não precisa falar
Nem saber de mim
E até pra morrer
Você tem que existir

Refrão forte que coloca Seis Minutos na categoria de canções pulsantes e emocionais que povoam o novo trabalho de Otto.

De um lado para o outro do palco sem descanso, rodando como se fosse uma espécie de força motriz para as duas horas seguintes de sua vida e, da minha é claro. Isto contagia, tira as pessoas da inércia das poltronas confortáveis do Auditório Ibirapuera, logo aos 5 do primeiro tempo a galera levanta e cai na dança de frente ao santuário do galego.

Seria assim durante toda a noite entre um desfile de novos e antigos hits. Vieram janaína, Lavanda, Dias de Janeiro, o flerte com o reggae de Tento Entender, a suavidade bucólica de Porque, a bela Saudade e, a romântica Pra Ser Só Minha Mulher.

Muito bem amparado pelos 'tarados' da General Band, afiada até os dentes de um arsenal musical infinito, Otto viu brilhar a sonoridade de Rian Batista (baixo), Junior Boca (guitarra), Malê e Axé (percussão), mas sobretudo das guitarras psicodélicas do cearense Fernando Catatau (Cidadão Instigado) em canções como Low e Cuba, dos teclados impecáveis de Bactéria – Seis Minutos e a progressiva Agora Sim, além da competência impressionante de Pupilo (Nação Zumbi) na bateria.

Assim fica fácil não sentir o tempo passar e, na voz do galego os devaneios que tornam a noite uma festa leve, embora Otto esteja bem distante de pertencer ao grupo insosso dos cantores da ode a alegria: Ivetes, Claúdias, e afins. A vida na visão deste cidadão ‘atormentado’ parece mais profunda e nada superficial.

“Foi uma noite incrível” dizia ele ao final; de fato uma noite de imagens, sons, Kafka, sambas, cirandas, pop, rock, malandragem, renascimento. Enfim, tudo aquilo que podemos esperar em um show de Otto: o inesperado triunfante.

Depois do show fui dormir tranquilo...

Trilha Sonora
Artista: Otto
Música: Seis Minutos

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Fragmentos da Saudade



Saudade quero ver pra crer
Saudade de te procurar
Na vida tudo pode acontecer
Partir e nunca mais voltar
Como um bom barco no mar
Eu vou, eu vou

No tengo medo es la verdad
Y lo que sucederá
Podría perderme en esta felicidad
Cuando estás comigo
La distancia y el silencio
Son solo un instante que ya terminó

Saudade quero ver pra crer
Saudade de te procurar
Na vida tudo pode acontecer
Partir e nunca mais voltar
Como um bom barco no mar
Eu vou, eu vou

Trilha Sonora
Artista: Otto e Julieta Venegas
Música: Saudade

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sussurros



Alguém me sussurra frases “desconexas”:

“E até pra morrer você tem que existir”

“Seu apelido era tubarão, por causa de sua fome de viver”

Ambas vieram do intrigante poeta Otto.




Trilha Sonora
Artista: Goldfrapp
Música: Eat Yourself

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Galego do Agreste Back Again



A gravidade é um mistério do corpo, tão somente corpo,
Tão somente corpo
Como um poema pelo ar tem que virar ausência de corpo
Meu coração aliviado
Sonhar
Em estado solto
Quem mostra a pele pura sob a luz do luar de um dia para o outro

Ah! Esse amor...

Otto enreda o amor em suas variações
Com a convicção de um selvagem.
Amante que não desacredita nunca
Nunca...

Trilha Sonora
Artista: Otto
Música: Pra Ser Só Minha Mulher

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Galego do Agreste

Uma vez escrevi uma resenha sobre um show do Otto no Teatro Artur Azevedo, em São Luís. Naquela ocasião descrevi o cidadão Otto Maximiliano Pereira de Cordeiro Ferreira, o Galego do Agreste, de sujeito ‘pilhado’.

E Otto é isso mesmo, alguém que vive a vida intensamente, seja para o seu bem ou não, mas vive!

Cantor, compositor e percussionista, o que cativa neste artista é sua transparência, sua humanidade.

Aquele foi um dos melhores shows que eu assisti na vida. Adoro “Por que” e, naquela noite cheia de ‘subversão’ em um local suntuoso, ele cantou a canção deitado no palco, deixando a emoção rolar solta.


Por que você me quer assim

Triste traiçoeiro

Se eu posso dividir meu corpo e meu amor

Pra que ficar assim desesperada

Se ele falou que não lhe quer

Até de manhã

Vou esquentar os pães

Seus dedos

Até de manhã

Vou esquentar os pães

Seus dedos

Reminiscências de uma noite histórica (para mim) que valem o post do Galego de Bom Jardim (PE).