Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de março de 2015

Velho é a Mãe!


Chamaram o cara de morto vivo, disseram que se ele levantasse as mãos Deus o levaria embora...

É incrível como a sociedade high tech teima em dizer que não podemos envelhecer, o preconceito é descarado...

Erasmos Carlos, o ‘tremendão’ poderia muito bem ter dito que ‘velho é a mãe’, mas que nada,
respondeu com uma canção linda que diz muito mais do que a nossa vã filosofia poderia julgar
ou, esperar em termos de atitude...

Dizem por aí que eu tenho cara de bandido
E que mastigo abelha só pra degustar o mel
Que eu faço tipo cafajeste, de um gigante bruto
Que eu sou o espinho do caroço que sobrou do fruto

Só que eu não posso com a peneira o sol tapar
E pelas curvas da ironia derrapar
Oferecer a outra face, nem pensar
Já que um leão por dia eu tenho que matar

Mesmo hostil qualquer gigante pode ser
Gentil!

Mas quando dizem que o gigante é um morto-vivo
Perdido como um bicho sem carona no dilúvio
Me assusto com o olho podre que vê ele assim
Detonam o gigante e o estilhaço pega em mim

Só que eu não posso com a peneira o sol tapar
E pelas curvas da ironia derrapar
Oferecer a outra face, nem pensar
Já que um leão por dia eu tenho que matar

Mesmo hostil qualquer gigante pode ser

Gentil!
Gentil
Gentil
Gentil...


Vitrola: Erasmo Carlos – Gigante Gentil

segunda-feira, 16 de março de 2015

Caretas e Covardes


O Brasil encaretou de vez...

A cada dia me sinto um estranho, me sinto alguém que foi paulatinamente perdendo afinidade com as pessoas ao redor, não consigo conversar com ninguém sobre política, meus amigos, ou ex amigos parecem viver em algum lugar do século XV - pois o assunto quando é politica sempre caí inevitavelmente no preconceito, nas manifestações seculares de ódio contra as camadas menos favorecidas economicamente – algo típico de nossas elites, e o pior de tudo, quem a reproduz são pessoas como eu que não nasceram ricas e nunca serão... A ignorância é mesmo vizinha da maldade!

Ninguém quer saber de uma boa leitura, é novela, reality shows e daí pra pior...

Acho que está chegando a hora de buscar outros horizontes, conhecer novas culturas, ter o desafio de viver onde eu não nasci e, portanto em algum lugar onde o sentimento de pertencimento provavelmente nunca existirá, mas o mundo é grande e a gente vive apenas uma vez...

Até que se prove o contrário o homem é mesmo nômade por natureza...


What does this city have to offer me?
Everyone else thinks it's the bee's knees
What does this city have to offer me?
I just can't see
I just can't see

Aceito dicas e convites para me auto exilar.

Vitrola: Camera Obscura - Let's Get Out Of This Country


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Sexy Groove


Depois de anos de submissão e disciplina espartana, ela decidiu jogar a toalha. Cansou de ser sexy, era hora de mudanças drásticas!

Comprou um par de óculos, repaginou seu visual Prét-à-Porter ‘coxinha’ paulistana e, resolveu cair de boca no fast food todos os dias... Exercícios físicos apenas sobre a cama, doces à vontade, e não ter hora para dormir completavam a sua nova e rica dieta.

Fato é que continuou linda e, talvez bem mais interessante nas curvas e papos do que outrora.

Vitrola: Sabrina Malheiros (It's Too Late) Sexy Groove

segunda-feira, 25 de março de 2013

Gospel???????????




Sou cria da convivência com músicos e artistas cristãos, isso bem antes da fundação do chamado 'Gospel' (tupiniquim), que na minha opinião rechaçou qualquer possibilidade plausível dos autênticos artistas cristãos virem à tona com interesses bem mais relevantes do que apenas participar de eventos cuja cobertura da Rede Globo parece apenas confirmar o baixo nível qualitativo da sigla gospel no país.  

O que quero dizer é que o saudoso Sérgio Pimenta – autor dessa bela canção, aqui interpretada pelo talentoso João Alexandre – jamais sonhou ‘aparecer’ na Globo, mesmo porque a revolução, o sal, o sabor de uma vida com objetivos libertários e conexão com Deus, passava bem distante da cartilha da emissora carioca. (E continua passando...).

Naqueles dias (décadas de 70 e 80 do século passado) a juventude dita cristã ainda conseguia nutrir alguma esperança de compartilhar uma vida saudável sem ter que apelar para trejeitos artísticos artificiais importados apenas dos mass media sem nenhuma discussão minimamente articulada; isso sem contar que o molho artístico era temperado com o melhor da nossa musicalidade, fosse de Milton Nascimento à geração dos 80, passando pela esfera popular, erudita, sem contar o autentico gospel norte-americano.

Hoje é fácil ligar a TV e achar cantores gospel destilando uma música de péssima qualidade e de letras indigentes travestidos de artistas da salvação e do reino dos céus, mas sequer fizeram a lição de casa: Não sabem compor, nem tocar, nem cantar, apenas embolsam o dinheiro da falida indústria fonográfica que tanto necessita de artistas medíocres para revenda de milhões de Cds e Dvds e assim adiar o fim derradeiro da indústria da música que conhecemos até então.

Artistas como Rebanhão, Logos, Elo, Som Maior, VPC, Milad, Jorge Camargo, João Alexandre, Jovens da Verdade, Grupo Semente entre outros construíram carreiras respeitadas tocando em igrejas, praças públicas, teatros, casas de shows, eventos culturais cristãos e não cristãos, sem nunca precisarem abrir mão de seus conceitos artísticos e
filosóficos.

Como vemos o que importa não é se você frequenta ou não uma comunidade eclesiástica, mas sua formação, sua influência no meio em que vive, isso no fim das contas pode fazer a nítida diferença entre luz e trevas, apenas para usar uma expressão já surrada no meio cristão.

Vitrola: João Alexandre – Você Pode Ter

domingo, 21 de outubro de 2012

Suede - O encontro



Valeu a espera! O Suede fez um show energético na edição deste ano do Planeta Terra. Do inicio ao fim, Brett e cia fizeram um show impecável tocando seus hits e aproveitando muito bem o pequeno tempo dado a eles pela organização do festival, apenas 60 minutos. Da primeira canção do set “She” até a última “Beautiful Ones” a banda manteve a adrenalina, o ritmo e sobretudo o astral lá em cima. Brett Anderson deixa qualquer vocalista desta bandas novinhas no chinelo, é puro carisma em palco e, não precisa falar pelos cotovelos para conquistar até mesmo os teens da nova geração. Resumindo: Foi uma noite memorável, berrei, cantei, pulei, agarrei Brett e fiz tudo que podia ser feito para aproveitar este encontro.

Outras do setlist:

Trash,
Filmstar
Animal Nitrate
We Are the Pigs
The Wild Ones
The Drowners
Flashboy
Can´t Get Enough
Everything Flow
So Young
Metal Mickey
Heroine
Saturday Night
New Generation

Obrigado “meninos” até breve!

Vitrola: Suede –  Beautiful Ones

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O Jogo dos Contentes



Aqui dois exemplos do jogo dos contentes que vez por outra cito neste espaço. São duas capas da Revista Isto é, a da direita é a capa desta semana, e da esquerda é mais antiga. Em comum as duas com intenção ou não, terminam por vender uma ideia de felicidade que nos persegue cotidianamente. Nos dois casos a felicidade está focada no crescimento econômico dos personagens citados nas respectivas  capas e matérias.

Não existe nenhum problema em traçar um perfil de pessoas que cresceram economicamente nos últimos anos em solo pátrio, tampouco revelar que alguns brasileiros da dita terceira idade vão muito bem obrigado em suas vidas.

Mas... mas...

O que incomoda nos dois casos é a falta de um contraponto, de outro olhares, como que o leitor pudesse indagar espontaneamente:

-Mas e os outros que não tiveram essa sorte, oportunidade, ou quem sabe apenas foram honestos durante suas vidas e desta forma não enriqueceram, não prosperaram. E daí? Existem? São pessoas fracassadas é isso que vocês querem dizer? Mas por quê? 

Porque infelizmente uma minoria de pessoas com mais de 60 anos vivem dignamente neste país... Muitos idosos estão internados em hospitais públicos, sem sequer receberem um atendimento médico adequado e terão um final de vida melancólico.  

Este tipo de matéria apenas endossa uma vaga sensação de mascaramento social, de uma sociedade do faz de conta, distante de outras tantas possibilidades, inclusive a de ser alguém dito feliz sem ter nenhum tipo de sucesso. Me parece razoável destoar da maioria neste caso...


A mídia como um todo no país é muito unilateral, vende o que lhe interessa, melhor dizendo, vendem geralmente ficção, estórias onde a veracidade é tão concreta e sólida tal qual qualquer telenovela. Não existe responsabilidade neste caso, ficção vira realidade e pronto. Acredite se quiser!

Neste jogo dos contentes me parece cada vez mais proposital este intento arrogante de não aprofundar nada, é algo como se as pessoas não fossem capaz de analisar realidades dispares, o leitor no fim das contas é tratado como um idiota, um imbecil incapaz e, querendo ou não a imagem que perpassa é: Todos nós precisamos ser felizes a qualquer preço, sobretudo ganhando muito dinheiro, adquirindo bens, consumindo muito, tendo saúde, corpos bem esculpidos, etc. e tal...

Quer saber? Prefiro viver a vida de outra maneira, sem afetação, um dia de cada vez.



segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Tarde de Inverno



E nessa tarde de inverno os meus pensamentos serão insanos:

Pra dizer sobre a falsa gentileza que nos cerca todos os dias. Em um mundo cada vez mais de aparências, gestos espontâneos são banidos e classificados como politicamente incorretos, são atitudes de pessoas desajustadas socialmente, por isso cuidado com elas.

Chego à farmácia querendo apenas comprar alguma droga licita, mas logo terei que passar pelo comportamento padrão de classificação social. Olhares, sorrisos, por favor, por gentileza, obrigado, obrigado de novo, até logo... até logo, obrigado, volte sempre, obrigado pela preferência...

É o tedioso mundo da convivência pacifica cotidiana, a tal civilidade da qual costumamos nos orgulhar em tê-la e, por isso mesmo quando surge alguém outsider – fora desse contexto teatral, caricato, totalmente clean, estranhamos, criticamos e logo nos apressamos para tirar o “problema” de circulação, jogá-lo para bem longe de nós é claro.

Voltando a farmácia: A moça me pergunta quase tudo sobre a minha vida padrão, isso para ver se terei direito, ou não, a algum desconto da ‘bondosa’ indústria farmacêutica (patifes).

Seria legal se vez por outra eu de fato realizasse o meu desejo inconveniente. Das duas uma: Ou declamaria uma poesia a funcionária que apesar do esforço de seus patrões, não se tornou um robô, e sendo assim até a convidaria para um drink, ou, me estranharia com ela, ou com o que sobrou de seus sentimentos humanos. 

Porque é muito bom vez por outra estranhar-se consigo mesmo e com a tal sociedade em que vivemos, parece saudável dizer o que todo mundo tem vontade e nunca o diz por medo de ser rotulado de LOUCO (A), ou de arrumar algum tumulto em lugar público. Afinal na rua todos precisamos ser compreensivos e, por isso mesmo as neuroses apenas multiplicam-se como os coelhos no quintal do vizinho.

Vitrola: Beastie Boys – I Don't Know

domingo, 16 de setembro de 2012

Os Rastejantes do Tapete



Havia um feixe de esperança naqueles olhos cansados pela intranquilidade de não ser mais notado.

Havia ainda um equilíbrio cinza em seu espirito quase agonizante, o retrato em preto e branco de uma vida outrora tecnicolor.

Os homens e sua eterna busca,
Os homens e seus remédios ou a falta deles,
E as farmácias lotadas, filas, filas...senhas, senhas...
Os homens e suas drogas para sorrir, sonhar, viver eternamente, relacionar-se.
Os homens e suas ilusões perdidas.
E as igrejas eletrônicas falam em fé, seduzem exibindo cgs com suas contas bancárias que certamente abrirão as portas do mais lindo paraíso.

Os homens... Sim, os homens continuam sozinhos.

Ele assisti a mais um alvorecer decrepito sentado em uma mesa de bar, sozinho, ele um cigarro e um copo amargo cheio de desesperança, naquela mesa de bar até o raiar do dia... até desfalecer seu ego, ou até escutar:

-Senhor Loser informo que estamos fechando a casa.

Até amanhã! Tenha um bom dia.

Vitrola: Genesis – The Carpet Crawlers 1999

sábado, 15 de setembro de 2012

Tudo outra Vez



A vida, sim a vida
Precisa ser um pouco louca
Se não parecerá apenas
Uma sequencia inócua de terças-feiras...

Houve uma época onde o som que a juventude curtia era deste naipe.
Belchior e suas poesias, seus dilemas e contradições.
Hoje a gente é obrigado a ouvir da boca da juventude que tudo é legal, bacana!

Luan Santana... é legal!
Paula Fernandes... é legal!
Michel Telló... é ótimo!
As letras também são legais?

Eu quero tchu, eu quero tcha
Eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha
Tchu tcha tcha tchu tchu tcha...

Essa é a juventude que irá comandar o país? Iletrados, repito,
ILETRADOS, é o mínimo a dizer.

Discordem pelo amor de deus, achem coisas horrorosas e outas lindas, mas discordem, conversem, discutam, xô apatia!

Outro dia uma garotinha de seis anos me abordou onde trabalho, na casa móvel dos sonhos e perguntou:

-Moço você tem algum livro dos Titãs?

Meus olhos encheram d’água e eu pensei: O mundo ainda possuí alguma luz... alguma ingenuidade criativa.

-Moço a música que eu gosto mais deles é Flores!

Que lindo!

Vitrola: Belchior – Tudo outra Vez

sábado, 26 de maio de 2012

Um Cisne, eu?



Eu me lembro de você anos atrás, tão infeliz, autodestrutivo, sem humor, agressivo, lutando de maneira errada. Lembra-se disso?

Parecia tanto uma criança quando começa a andar de bicicleta com as famosas rodinhas, todo convicto que o caminho seria fácil, sem dificuldades. Afinal você aprendeu que teria sempre as rodinhas ali ao lado para poupa-lo de todos os infortúnios desta terra.

Eu me lembro do quanto você sonhava com algo que parecia impossível, irreal, fora de orbita. Foram tantas ciladas, tombos, escorregões, poços fundos e escuros. Você quase sucumbiu...quase!

Lembra-se disso?

Então um dia desses eu sonhei que você era um artista. Foi o sonho onde você parecia a pessoas mais feliz do mundo. De repente aparecia alguém, ou, alguéns e começavam a te dizer:

-Ei Você! É você mesmo aí, você têm muita sorte, pois trabalha com o que gosta e você sabia que apenas 1% da população mundial consegue isso durante a vida?

Acordei!

Este seria sim um diálogo entre a minha alma e a minha mente, entre o impossível e o possível, entre aquilo que semeamos e plantamos, entre o que sonhamos e nunca desistimos por alguma força externa, interna, não importa...

O caminho mesmo sendo tortuoso é aquele que necessitamos trilhar, seja sob sol, chuva, fartura ou privação, e não falo de autoajuda, falo de sobreviver, de conviver, de bem viver com tudo que a vida nos oferece de bom e ruim. São extremos? Sim, o ser humano oscila entre a arrogância e a mágica de um sorriso puro, ou apenas um olhar que brilha mais do que uma constelação inteira.

Penso que hoje você pode olhar no espelho e dizer a si mesmo:

Sim, você apesar de tudo, ainda manteve algo especial no seu olhar, algo que o difere de ontem, mas... não, não, não se convença muito, porque você tanto pode ser um belo cisne colorido, como também pode ser aquele patinho feio, ranzinza, tal qual o pato da Disney, lembra-se disso?

A vida é mesmo um dia de cada vez.

Paul McCartney - The Long And Winding Road

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ecos do Silêncio



-O seu rosto fica mais bonito quando você sorri. (silêncio)

-Eu li em uma revista, dessas para homens e sem mulheres nuas, que eu deveria usar aquele creme que você me comprou o ano passado... lembra? (silêncio)

-Engraçado antigamente no século XX só existiam revistas femininas. Você lembra disso? (silêncio)

-Eu fiz uma pesquisa e achei umas pérolas. Você quer ouvir? (silêncio)

-Se desconfiar que teu marido está te traindo, seja mais carinhosa com ele e nunca o questione. (silêncio)

-Acho que você já dormiu... (ecos...)

Nosso sol às 3 da manhã/pro dia deitar sonhando...

Céu - Sonhando

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu Prefiro Ser Maluco Beleza



Fico cá pensando com os meus botões: Será que os executivos (aqueles seres engravatados que fecham contratos e geram lucros às empresas, além de acumularem vasta milhagem aérea) não ficam por vezes entediados? 

Claro que não! Eles adoram ouvir uma daquelas palestras “motivacionais”, aliás, parece que no salão imperial de convenções do inferno rola uma dessas babaquices a cada duas horas com convidados ilustres, o último por sinal foi Steve Jobs.

Na estrada é fácil perceber quem é quem, sobretudo nos hotéis.

Evidentemente que os executivos sempre estão acomodados nos hotéis e quartos mais confortáveis, afinal eles geram $$$$$ para as empresas, pelo menos é o que dizem. Em contrapartida quem trabalha com cultura e depende de órgãos públicos para acomodação terá sempre aquele hotelzinho com um quartinho esquecido do fundo do corredor e sem muito conforto óbvio, não temos esse direito. É como comprar um bilhete premiado! Batata! ACERTEI!!!!!!!

Talvez nós, professores, arte educadores, produtores culturais e toda sorte dos que não se conformam frente à situação socioeducativa absurda deste continente apelidado de Brasil, não consigamos traduzir nossos esforços em $$$$ as empresas, ao governo, a própria sociedade, tão imbecilizada pelo consumo frenético.

É bem provável que aquele semianalfabeto que se especializou em burocracia e outras artes de empulhação seja mais ‘qualificado’ para gerir um projeto social, cultural ou educativo e, até possa vez por outra almoçar junto com os senhores executivos e seus ternos de grife, gravatas italianas de seda, cabelos impecáveis, sorriso branco e argumentos previsíveis sobre produção, economia, marketing e tudo mais sobre a vida neste jogo de esconde.

Não me pergunte nada sobre “cultura” motivacional empresarial, nem tampouco sobre autoajuda, passo muito longe disso tudo. Pra dizer a verdade apenas lamento que o mundo cada vez mais dê importância desigual a valores dispares. Não à toa ficamos cada vez mais reféns de toda uma laia que admira nomes como Fausto Silva, Max Gehringer, Roberto Justus, Bernardinho, só pra citar alguns que poderão facilmente um dia ser palestrantes no salão de convenções citado no inicio do texto. 

Ah! O tema da palestra: Com Destino Ao Sucesso. 

Não poderia ser outro né.

Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez...

Trilha Sonora
Artista: Raul Seixas
Música: Maluco Beleza

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Segredos



My baby's got a secret
My baby's got a secret for me...

Ela guardou um segredo por décadas a fio, mas próximo aos 50 anos desistiu de qualquer aparente moralidade. Foi na sala de jantar de sua casa de frente a família reunida numa data festiva:

- Preciso confessar: Eu sou a Madonna, não pense que estou louca, eu sou a Madonna!

Desse dia em diante Madonna nunca mais se arrependeu de ser ela mesmo.

Trilha Sonora
Artista: Madonna
Música: Secret

sábado, 3 de julho de 2010

Desconectar é Preciso



Introspecção. Um palavrão para a maioria da moçada da dita geração y. Não param de twitar, de enviar sms, de ouvir isoladamente seus ipods, de jogar sozinhos o seus games...um mundo cada vez mais cercado de atitudes isolacionistas.

Quem tem medo de parar por alguns minutos e esquecer que existe Orkut, Facebook, blog, Twitter, celular?

Desconectar é preciso...

Eu gosto de apreciar a chuva, o sol, a lua, as estrelas. Existem pessoas que não sabem ficar quietas consigo mesmas, vivem atormentadas, sobressaltadas, pilhadas. O tempo flui em demasia, fazem tantas coisas e nada ao mesmo tempo, porque vazias não suportam encarar a si próprias. Acho isso muito estranho, temerário.

Mas sejamos sinceros, não trata-se apenas da geração y, x, w, ou, p, isso ocorre com todas as gerações. Se deixarmos seremos conduzidos pelos ditadores da mídia e logo então estaremos consumindo os mesmos filmes que todo mundo sempre vê, todas as músicas que todo sempre ouve, o mesmo corte de cabelo da moda, aquela mesma marca de vestidos (caros), consumiremos tudo freneticamente, de fast food à sexo, tudo sempre longe da tal introspecção. Vivemos sob a ditadura do igual, e pra que ser diferente? Isso sem contar a google dependência.  

O mundo está mesmo sem limites, e lá fora está surgindo uma sociedade igualmente sem limites, sem fronteiras diria a operadora de celulares, para o bem e também para o mal.

É...Hoje eu fico com o som da Pata de Elefante, um vídeo divertido, manero, para desanuviar um pouco a mente e não perder o bom humor.

Bem... Quanto à introspecção...

Trilha Sonora
Artista: Pata de Elefante
Música: Um olho no fósforo, outro na fagulha