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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ecos do Silêncio



-O seu rosto fica mais bonito quando você sorri. (silêncio)

-Eu li em uma revista, dessas para homens e sem mulheres nuas, que eu deveria usar aquele creme que você me comprou o ano passado... lembra? (silêncio)

-Engraçado antigamente no século XX só existiam revistas femininas. Você lembra disso? (silêncio)

-Eu fiz uma pesquisa e achei umas pérolas. Você quer ouvir? (silêncio)

-Se desconfiar que teu marido está te traindo, seja mais carinhosa com ele e nunca o questione. (silêncio)

-Acho que você já dormiu... (ecos...)

Nosso sol às 3 da manhã/pro dia deitar sonhando...

Céu - Sonhando

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Saudades do Século 20



“Aproveitava e dançava no teto feito Fred Astaire”.

Poesia com os pés, Fred o rei da dança.

Saudades do século 20.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Santa Saudade










Quem era adolescente nos anos 60 e 70 do século passado nunca esqueceu. Era ouvir a música tema, um pop-rock instrumental grudento composto por Neal Hefti e, correr para frente da televisão.

Entrava no ar Batman, seriado produzido originalmente pela rede norte-americana ABC em meados da década de 60. A série televisiva estreou em 12 de janeiro de 1966, exibindo o primeiro episódio Hey Diddle Riddle, que apresentava um dos mais conhecidos inimigos do Homen-Morcego: o Charada.

Um dos trunfos da série era a parceria entre Bruce Wayne (Batman) psicografado por Adam West e, Dick Grayson (Robin) interpretado por Burt Ward, relação por sinal polêmica e que sempre gerou dúvidas: seriam gays as personagens dos super-heróis preferidos de milhões de jovens pelo mundo? E sem fossem, qual o problema?


A verdade é que muitos torciam o nariz para a série devido ao seu conteúdo pop e recheado de humor. Diferentemente dos quadrinhos –que sempre apresentaram um herói mais sombrio na pele de Bruce Wayne, o que também é legal, vide as produções cinematográficas produzidas em Hollywood a partir dos anos 90 – a série da ABC era leve e, de fácil consumo. Isso não significa que fosse ruim, ao contrário, pode ser compreendida hoje como uma virtude.


O que vale aqui é uma menção a uma tele série que divertia a garotada com seu visual multicolorido, suas cenas (fakes) de lutas e, principalmente uma boa dose de inocência.

O mundo ainda era um lugar onde as crianças valorizavam atributos como companheirismo, amizade, honestidade e solidariedade. Bons tempos àqueles que na hora da janta o prato principal não era o Showrnalismo reinante dos dias atuais.

E pensar que a ABC quase desistiu de estrear a série, coisas do século passado.