Sob a luz do teu cigarro na cama Teu rosto rouge, teu batom me diz João, o tempo andou mexendo com a gente sim John, eu não esqueço, a felicidade é uma arma quente Quente, quente... Era uma vez um homem e seu tempo sua voz suas canções suas histórias suas verdades... Belchior - Comentário a respeito de John
Essa
entrevista de Paul McCartney (Beatles) para Ronnie Wood (Rolling Stones) é
muita engraçada, pois Paul descreve entre outras coisas que John Lennon sem seu
par de óculos não enxergava absolutamente nada.
Lennon
tirava os óculos sempre que fosse passar, ou, sempre que aparecia alguma
garota, essa atitude permaneceu até o dia em que descobriu que Buddy Holly –
famoso roqueiro na época – também usava óculos, foi uma espécie de libertação e
alivio, algo do tipo:
- Eu também
posso usar óculos, pensou ele.
E aí vem o
trecho em que Paul conta que certo dia no período do natal em Liverpool John
saiu da casa de Paul para ir embora, e passou pela avenida principal avistando
algumas pessoas, segundo ele jogando cartas.
No dia
seguinte ao encontrar McCartney ele diz meio que indignado que naquela hora da
noite – umas 23h30 – haviam pessoas jogando cartas na rua!
Paul achou estranho,
porém ficou quieto. Mais tarde quando Paul passa pela avenida, na altura
descrita pelo amigo ele junta as bolas: Lennon estava fatalmente sem óculos, e o
que havia enxergado na verdade era um presépio de natal, ou seja, José, Maria e
o menino Jesus! rsrsrsrs
Ron Wood se
diverte, e dá para imaginar como John Lennon sofria para se virar sem o auxílio
providencial dos seus ‘olhos’ artificiais.
De imediato também me recordei do hit radiofônico dos Paralamas do Sucesso "Óculos".
Dois gênios cantando o amor. Cada qual despindo seus
sentimentos de maneira própria, com suas habilidades e técnicas. Isso é tão bom
na vida, as diferenças, pois nos tornam mais humanos. Pena existir pessoas que
não percebam que na diferença mora o abrigo, o afeto, a riqueza... pena mesmo.
Aqui John arpeja seu piano lentamente cantando o seu amor,
nessas horas eu faria como o Odair José que escreveu uma canção intitulada “Eu queria ser John Lennon”, um minuto só.
Vitrola: Oh
my love - John Lennon
And when I go away
I know my heart can stay with my love
It's understood
It's in the hands of my love
Olha Paul e sua bela balada sobre o amor. Você pode ouvi-la passeando ao lado do rio Tamisa olhando as belezas de
Londres, ou mesmo em qualquer rua pacata do globo, o efeito será o mesmo,
poderoso.
Vermelho e azul, duas cores, duas histórias, dois mundos, dois... O plural me parece mais interessante, basta olhar um jardim florido e colorido de flores.
Existem
momentos densos onde uma canção consegue traduzir certa revolta que algumas
vezes este ser sente, ainda mais porque de santo eu passo bem distante...
Lennon
essa é uma das minhas favoritas, embora aparentemente pareça uma canção tão
herege... Mas será mesmo? Sim, a pulga aqui atrás me diz que God é intrigante...
E
foi quando ela acenou antes de desaparecer na névoa da madrugada para nunca
mais...
The
U.S. vs. John Lennon é um documentário que mostra o lado ativista do casal John
Lennon e Yoko Ono. Nesse documentário existem imagens do músico juntando milhares de
pessoas para protestar contra a Guerra do Vietnã e, ainda uma suposta tentativa
do governo do escroto Richard Nixon de espionar Lennon e calá-lo a qualquer
preço.
O embate do casal Lennon e Yoko contra a Guerra do Vietnã obviamente incomodou
toda a indústria armamentista americana e seus defensores. Aqui fica claro uma coisa: Alguns artistas são apenas artistas, outros transcendem e colocam seus nomes no seleto rol de seres humanos que enxergam para além do vil metal e seu conforto, sua conformação social, lutam por ideias e sonhos que não são apenas seus.
Perto
do final ouve-se a bela “How”, uma canção de Lennon que sempre apreciei, mas só
agora pude compreender o seu real enredo. A morte de John Lennon deixou este
planeta menos sábio, por isso mesmo acho que cada lágrima vertida durante este
ótimo documentário foi válida.
Este é o sentido que me move
quando preciso não tentar
enfrentar o mundo
I'm just sitting here watching the wheels go round and round I really love to watch them roll No longer riding on the merry-go-round I just had to let it go
Então,
deixe rolar…
Trilha Sonora Artista: John Lennon Música: Watching The Wheels
Essa vai para o “magrão” um revolucionário nato que talvez um dia este país possa entender a sua grandeza e generosidade.
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Doutor, resolveu sair de cena na madrugada do último domingo, dia em que o seu Corinthians festejaria um título, porém a imagem do dia foi à homenagem dos jogadores e torcedores corintianos no Pacaembu erguendo seus braços antes do inicio da partida.
Perguntaram a ele quando ainda treinava no Botafogo de Ribeirão Preto:
-O que você faz na vida além de jogar bola?
-Eu estudo medicina.
-Que pena meu filho, pois o mundo poderia ver um dos maiores jogadores de todos os tempos...
Mesmo assim o Doutor encantou nos gramados e principalmente fora deles com sua postura firme, fosse contra quem fosse.
Quando morre um contestador, morre um pouco da minha alma inquieta. John Lennon e Sócrates, apenas para que eu nunca esqueça que na vida – ser você mesmo ainda é a melhor maneira de dizer SIM aos seus sonhos e inquietações.
Ontem à noite eu sonhei com John Lennon. No sonho Lennon me dizia angustiado:
-Parem com as armas! Parem com a destruição do planeta! O que vocês estão fazendo com este lindo planeta meu jovem?
Eu tentava dialogar com o beatle sobre a dificuldade de se conter a indústria armamentista americana; da impossibilidade de se frear o discurso truculento e expansionista de Mr. Bush. Lennon então se virou em minha direção e indagou:
- Quem é esse Mr. Bush?
De pronto respondi:
-Lennon, ele é o atual presidente dos EUA!
-Você tem certeza?
-Infelizmente sim!
-Me fale mais das ações dele enquanto presidente da América.
Foi aí que meio cabisbaixo John sacou o seu violão e tentou tocar Imagine, mas aborrecido preferiu parar logo nos primeiros versos.
-Não consigo! Fica melhor ao piano, mas o meu teclado celestial ficou preso na alfândega terrestre! Caramba, o mundo anda complicado hein meu jovem?
Foi quando percebi que estávamos sentados em algum lugar de Nova York, quando de repente surpreso Lennon bradou:
-Mas onde estão as Torres Gêmeas meu caro? Derrubaram elas para construir um parque? Puxa, isso é muito bacana! Ainda temos esperança para mudar este mundo meu rapaz!
Sem querer desapontá-lo pedi para que ele me ouvisse por alguns instantes:
Foram cincos longos minutos onde apenas o informei das transformações dos últimos 27 anos (Lennon morreu assassinado em 8 de dezembro de 1980).
Enigmático, um tanto pálido e bem triste o lendário músico apenas sorriu e disse:
- “Os anos passaram tão depressa! Uma coisa eu entendi. Estou apenas aprendendo a distinguir as árvores da lenha. Eu sei o que vem aí”.
Sem pestanejar e lamentando que ali em frente ao Edificio Dakota apenas eu podia escuta-lo, Lennon ao violão cantou a sua mais famosa canção:
“Imagine que não existe paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
E acima apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje
Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz
Talvez você diga que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só
Imagine não existir posses
Surpreenderia-me se você conseguisse
Sem necessidades e fome
Uma irmandade humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo
Talvez você diga que eu sou um sonhador
Mas não sou o único
Desejo que um dia você se junte a nós
E o mundo, então, será como um só”.
Ao final ele me deu um aperto de mão cortês, fitou os olhos naquela calçada de tristes lembranças suspirou e disse:
- “Há lugares dos quais vou me lembrar por toda a minha vida, embora alguns tenham mudado. Alguns para sempre, e não para melhor.
Alguns se foram e outros permanecem. Todos esses lugares tiveram seus momentos com amores e amigos, dos quais ainda posso me lembrar. Alguns estão mortos e outros estão vivendo. Em minha vida, já amei todos eles”.
É hora de ir! Pelo que vejo tenho muitos outros sonhos para visitar, fique em paz simpático brasileirinho e leve consigo duas coisas que acho que continuam valendo para este planeta chamado terra:
“Fico orgulhoso de ser o palhaço neste mundo em que as pessoas ditas sérias estão matando e destruindo nas guerras como a do Vietnã (Iraque/terrorismo)"
“Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e no entanto, a maioria da platéia ainda dorme...”.
Quando acordei tive a sensação clara que no mundo conturbado onde vivemos, a diferença entre os Lennons e os Hitlers residem tão somente na fé! A fé que move e transforma vidas; e a descrença que corroí e destrói a natureza e o próprio homem! Talvez isso...
Desejo sonhar esta noite, com pais que amam seus filhos; com filhos que amam e respeitam seus pais. Não gostaria mais de ouvir noticias trágicas de pessoas que jogaram uma criança do sexto andar. Nem de bandidos que arrastaram no asfalto um menino preso a um carro.
Tampouco de homens que amarram bombas junto ao próprio corpo para em sacrificio ‘santo’ levarem consigo tantos inocentes.
"Todos nós temos nossas máquinas de tempo. Algumas nos levam de volta, elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos." (Jeremy Irons). *
Todas as citações exceto * pertencem a letras e declarações de John Winston Lennon, (1940 – 1980).
Escrevi este texto há alguns anos atrás. Penso que por ser tão ingênuo chega a ser belo, então resolvi posta-lo neste espaço.
Assisti dia desses o documentário "The U.S. Vs John Lennon". Confesso que ao final me deu uma baita vontade chorar, e muito.
John Lennon foi um artista especial. Dos Beatles foi aquele que teve coragem de pisar em terrenos digamos, não muito confortáveis. Sua verve inventiva foi capaz de gerar situações impensadas, atitudes políticas e sociais de confronto contra o poder constituído, sobretudo quando mudou-se para Nova-Iorque com Yoko Ono.
Quando John foi assassinado, o mundo chorou, ou parte dele. No próximo dia 8 serão exatos trinta anos sem a presença física de John, já que sua música e sua coragem artística continuarão perpétuas enquanto houver injustiça neste planeta.
De tantas canções marcantes, de frases polêmicas, de atitudes bestiais, John Lennon ainda mora por aqui.
“God” pode não ser a sua canção inesquecível, mas parece ser uma daquelas que desvenda os traços essenciais deste artista.
No mundo midiático em que vivemos certas datas ficam marcadas pela famosa pergunta:
-Onde você estava em tal dia?
Em 8 de dezembro de 1980 eu estava em casa e, já era tarde da noite quando assisti na TV:
-John Lennon, um dos Beatles morreu assassinado em Nova Iorque.
Então vieram as repercussões: “um cara que tinha como arma uma guitarra, papel e lápis, canções e letras, um sorriso e a brincadeira, ser assassinado desta forma...”, dizia uma abatida Elis Regina.
Ontem foi aniversário de Bono do U2, mas me deu saudade do Lennon, talvez porque Bono seja uma espécie de Lennon dos tempos modernos, um artista, um ativista social e político, alguém que se posiciona assegurando o sagrado direito de emitir uma opinião, de acertar e errar, de crer e desacreditar como todo ser humano vez por outra intui.
Daí eu percebo que certas coisas o tempo não apaga, não vence, nem macula.
Sean Lennon é um artista consistente. Fã confesso da musicalidade brasileira e do emprego da tecnologia na música atual, o cantor passeia entre o folk e, o pop-rock sempre com pitadas comedidas de aparato eletrônico.
“Dead Meat" é uma canção acústica doce extraída do seu mais recente álbum, "Friendly Fire" (2006). O registro acima é uma apresentação do músico norte-americano no Programa “Late Show” de David Letterman.
Além de bela, a canção traz uma pequena orquestra acompanhando Sean, o piano é singelo e confere a canção um ar frágil, sutil e, sensível.
O bom humor do moço também chama a atenção na parte final de sua participação no “Late Show” quando é indagado sobre o ‘sentido’ da letra de “Dead Meat”.