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quinta-feira, 28 de março de 2019

Take Me Home



Há uma janela entreaberta nessa tarde finita
Não vejo nem saboreio o sol
Cego estou, não enxergo mais nada ao meu redor
Apenas vultos
Quase fantasmas
Como aqueles dos aparelhos de TV do século passado
Sinto um fio de brisa soprando em minha direção
Encostando um sereno soprar à minha face
Que vai murchando
E perdendo a cor...

Tom Waits – Take Me Home



domingo, 18 de dezembro de 2016

Closing Time


Eu facilmente seria uma personagem de Edward Hopper
dentro de uma tela
Preso?
Livre?
Não sei ao certo,
Mas seria!

Eu tranquilamente estaria próximo de uma janela
Olhando o horizonte
O oceano
As montanhas e planícies  
Ou apenas sentando em uma cama
A segurar um livro
Talvez o da minha vida
Que vai passando
Tal qual o sax dessa melodia de Waits
Ou apenas como o vento lá fora...
Arrastando as folhas do final da primavera
Empurrando areia sobre o asfalto
Removendo aquela lágrima que eu carregava
Agora a pouco.

E a aquarela quem é que pinta?
Acho que somos nós,
Será...
Será mesmo...


Tom Waits – Closing Time

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Time, Time


Nem Napoleão,
Nem Alexandre,
Nem Kennedy
Nem Matusalém...

Não

Ninguém,
ninguém
Venceu o tempo...

E o tempo é o tempo...

Vitrola: Cida Moreira – Time (Tom Waits)


sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Um Lugar



There's a place for us
Somewhere a place for us
Peace and quiet and open air
Wait for us

Há um lugar onde me refúgio quando nada parece dar certo. A coisa mais incrível nesta vida é achar um lugar com sua cara, com seu número e tamanho, capaz de abrigar você com seus trunfos e vacilos, seus sonhos, suas frustrações, angustias e medos.

Eu ansiava tanto por isso
que não me dei conta que o tempo passou, vieram sol, chuva, tempestades, calores, frio extremo, solidão, desamparo, choro, risos, mágicas e realidades cruas.

Se procuras bem lá dentro
você termina por achar não apenas um lugar,
uma paisagem,
ou um abrigo,
mas uma vida que embrenhas n’ alma adentro
e que faz de nós sonhadores
artistas de carne e osso
com mais derrotas do que vitórias
sempre prontos para próxima missão
aquela que sempre parece intransponível...

mas que nada,
tudo é apenas uma questão de ponto de vista,
prefiro agora encarar com certa esperança
os meus olhos no espelho.

Vitrola: Tom Waits – Somewhere

domingo, 18 de setembro de 2011

Canções para cortar os pulsos 2



Eu queria ser um piano
na noite que se esquiva
da tortura, e da sina
de terminá-la sozinho

Sim,
eu desejo ser o piano de Tom Waits
quero caminhar por uma cidade fantasma
entre ruas, prédios, casas e fábricas abandonadas
um cenário desolador
enquanto ouço os acordes
dolorosamente tristes do piano

Ah! a noite
num cabaré enfumaçado
com o piano de Tom Waits
parece bem escura
triste e sozinha,
mas os acordes me arrebatam
com sua poesia áspera e apaixonante

Eu queria ser um piano
para nunca... nunca...
...Deixar...
A emoção escorregar
por entre meus finos dedos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Démodé...



A revista Bravo! o definiu mais ou menos assim:

“Numa época em que alguns dos novos compositores da nova música brasileira fazem tudo para soar herméticos - e só conseguem ser pedantes -, um álbum como Canções Para Embalar Marujos, de Renato Godá, se destaca na paisagem de lançamentos”.

De cara o som de Godá me remete desde Tom Waits, até o cantor anglo-brasileiro Ritchie. Gosto deste proposito de confusão no ar parece uma coisa, é outra, e outra, enfim, são diversas atmosferas circundando um único artista.

Na lua cheia
Da madrugada
Os cães uivavam nos portões

Eu caminhava
Ou flutuava, não sei
Apaixonado e sem pudor algum...

Gosto do final do vídeo, e acho que Godá estreou muito bem.

Trilha Sonora
Artista: Renato Godá
Música: Démodé

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Canções Para Cortar os Pulsos



Eu queria ser um piano
Na noite que se esquiva
Da tortura, e da sina
De terminá-la sozinho

Sim,
Eu desejo ser o piano de Tom Waits
Quero caminhar por uma cidade fantasma
Entre ruas, prédios, casas e fábricas abandonadas
Um cenário desolador
Enquanto ouço os acordes
Dolorosamente tristes do piano

Ah! a noite
Num cabaré enfumaçado
Com o piano de Tom Waits
Parece bem escura
Triste e sozinha,
Mas os acordes me arrebatam
Com sua poesia áspera e apaixonante

Eu queria ser um piano
Para nunca... nunca...
...Deixar...
A emoção escorregar
Por entre meus finos dedos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Canções Para Cortar os Pulsos



Eu queria ser um piano
Na noite que se esquiva
Da tortura, e da sina
De terminá-la sozinho

Sim,
Eu desejo ser o piano de Tom Waits
Quero caminhar por uma cidade fantasma
Entre ruas, prédios, casas e fábricas abandonadas
Um cenário desolador
Enquanto ouço os acordes
Dolorosamente tristes do piano

Ah! a noite
Num cabaré enfumaçado
Com o piano de Tom Waits
Parece bem escura
Triste e sozinha,
Mas os acordes me arrebatam
Com sua poesia áspera e apaixonante

Eu queria ser um piano
Para nunca... nunca...
...Deixar...
A emoção escorregar
Por entre meus finos dedos.