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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fool's Overture 2



Essa postagem foi feita em 2011, e acho que vale a pena publica-la novamente.

Existem canções que são mesmo difíceis de serem esquecidas. Quando a música entrou em minha vida tudo era fascinante. É claro que muitas músicas que ouvi três décadas atrás já foram deletadas da minha memoria, melhor dizendo, algumas.

Sou de uma geração imediatamente posterior ao punk rock, ou seja, peguei o rescaldo da música feita com emoção, não importava se o cara sabia tocar muito bem uma guitarra ou não. O punk trouxe uma contribuição bacana ao cenário musical, porque de certa maneira havia um foço bem grande entre os virtuosos e os não virtuosos.

O rock progressivo era cria de uma geração muito talentosa que estudara em boas e reconhecidas escolas de música da Europa e dos Estados Unidos. Bandas como Yes, Genesis, Emerson Laker & Palmer, Supertramp e tantas outras fizeram escola durante os anos 70.

Quando o punk aparece em meados dos 70’ este panorama é alterado, sobretudo na questão do consumo da música. Para a indústria fonográfica o movimento punk – que não se restringiu apenas ao meio musical é bom frisar bem isso – veio muito a calhar com sua ideologia do “do it yourself”. Entenda-se, as vendas que não iam lá muito bem voltaram a crescer.

Bem, na minha adolescência em tese você era punk, ou metaleiro, mas felizmente havia pequenas frestas que permitiam a você gostar tanto de um lado como do outro, e mesmo assim continuar aberto para novas tendências.

Todo esse blá-blá-blá serve apenas para dizer que continuo admirando esta balada épica do Supertramp. “Fool’s Overture” é de fato uma viagem musical inesquecível, pode ser longa, pretenciosa, mas é antes de tudo linda!
Mesmo após tantos anos ainda me sinto reconfortado ao ouvir seus acordes, a voz de Roger, os climas que perpassam pela canção.

Enfim, esta é uma daquelas músicas que não precisa de nenhum tipo de tradução, basta ouvi-la, porque o resto acontece sozinho.

Vitrola: Roger Hodgson (Supertramp) - Fool's Overture

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

15 Minutos de "Fama"



Joe Strummer não foi um músico qualquer. Turco de nascimento foi uma espécie de arquiteto do movimento punk em meados dos anos 70 na Inglaterra. Sua contribuição à sonoridade punk reside na experimentação sonora que o Clash adicionou ao punk tal como elementos do reggae e do ska.

Para, além disso, Strummer era um ativista politico e social conhecido por seu comprometimento com movimentos e causas ligados a esquerda inglesa. Morreu cedo em 2002 vitima de uma doença cardíaca congênita.

Este hit em especial me traz boas recordações do dia em que a minha banda “protestante” encheu e esvaziou ao mesmo tempo um templo religioso, explico:

Era um festival “evangélico” detesto este termo, lá pelos idos de 1992. A principio o evento seria realizado em uma praça de um bairro suburbano em Fortaleza (CE), mas devido as fortes chuvas a turma da pesada resolveu que as bandas tocariam dentro da igreja local. Era uma Igreja de “bandeira” Presbiteriana.

Não deu outra. Erámos a segunda de três atrações da noite, mas depois das nossas cinco músicas, cinco rocks bem sujos com letras politizadas, ninguém mais conseguiu pensar ou falar de outra coisa. Resumo da opera: Os mais conservadores bateram em retirada, enquanto a moçada do bairro entupiu os corredores da igreja para dançar e curtir aquele som cru, e cortante.

Ainda lembro do Marcelo Shu, nosso vocalista usando uma bonita bandana na cabeça e segurando o pedestal do microfone ala Freddie Mercury, declamando uma poesia que eu acho que era do Vinicius logo no inicio da apresentação. Lá também estavam o Beto (guitarras), o César (teclados) e o Paulo (bateria), eu quebrava o galho no contrabaixo elétrico.

Nossas canções giravam em torno de temas sociais e políticos, tais como os protestos dos estudantes chineses na Praça Celestial na China em 1989 em "Primavera de Ilusões", ou as condições de vida dos catadores do lixão do Jangurussu em Fortaleza, "Cidadão Jangurussu". Havia ainda uma versão impagável para um hit do Whitesnake "Here I go again", uma baladona rock que fazia o maior sucesso e deixava um monte de gente de cabelos arrepiados.  

Foi uma noite inesquecível, os nossos quinze minutos de fama que reverberaram por todas as igrejas da cidade.

Trilha Sonora
Artista: The Clash
Música: Rock The Casbah

domingo, 3 de outubro de 2010

Memória Curta



"Nada é tão admirável em política quanto uma memória curta."
(John Kenneth Galbraith)

Acordei, abri os olhos
Fui ao banheiro
Olhei no espelho
Levei um susto:
Avistei um otário e,
Era eu mesmo...

Hoje é 3 de outubro!

Trilha Sonora
Artista: Plebe Rude
Música: Vote em Branco

domingo, 20 de junho de 2010

Blondie



Vamos viajar no tempo? Então entre no túnel do tempo, sintonize uma rádio idônea e ouça Blondie...

Não sei bem o que sinto quando ouço a voz sensual de Deborah "Debbie" Ann Harry. Nunca subestime o talento de uma loira, ela pode ter o nome de Debbie, ou Norma, que ficou mais conhecida como Marilyn.

O Blondie sempre será lembrado pela ‘perversão’ de adicionar à crueza do punk rock elementos da dançante disco music dos anos 70. Este é o legado deixado pelo Blondie e sua principal contribuição ao pop rock, por isso ainda hoje falamos da banda norte-americana e de sua linda vocalista.

Trilha Sonora
Artista: Blondie
Música: Heart Of Glass (Live 1982)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Até em Velório



O The Jam é figurinha fácil neste acervo. Não canso de achar graça na música do trio inglês dos 80’s. Cru, direto, coeso, definições básicas para uma boa banda de rock. 

Fiquei sabendo que no velório de um tio de um amigo meu londrino, esta música foi tocada na entrada do caixão na igreja. Seu tio era fanático pelo The Jam, tanto que tornou quase obrigatória a presença de Paul Weller ao evento...

 E não é que o cara compareceu mesmo.

Trilha Sonora
Artista: The Jam
Música: Going Underground

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Patti



A lendária Patti Smith e seus poemas urbanos:

I'm dancing barefoot
Heading for a spin
Some strange music draws me in
Makes me come on like some heroine

Depois de “Horses” (1975) o punk americano nunca mais foi o mesmo.

Trilha Sonora
Artista: Patti Smith
Música: Dancing Barefoot

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Clássicos do Pop



O The Clash foi de certa forma uma antítese ao conteúdo padrão do movimento punk. Letras politizadas, atitudes não autodestrutivas, e aproximação com outros estilos musicais, sendo o reggae o seu melhor exemplo.

Seu vocalista, Joe Strummer, continua sendo reverenciado enquanto um dos principais roqueiros ativistas da história do rock. Álbuns como “London Calling” (CBS, 1979), foram obras-primas cultuadas por mais de duas gerações de trabalhadores ingleses, e sua herança musical parece ser perpétua.

Trilha Sonora
Artista: The Clash
Música: Train In Vain