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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Meca


Bastava um olhar. Melhor, dois.
E dava pra perceber:

Ele não é daqui! Não pertence a este, e a nenhum lugar.

-Muito prazer, eu não só nada especial, eu sou aquele que sempre luta pelas causas impossíveis, sim... me chame de otário se assim preferir.

Ela ouvia a mesma canção, somos filhos da indústria, somos seres sem religião, mas aqui é a nossa igreja, a nossa meca.

Ela desce as escadarias, da igreja que já não existe mais, ruiu...

Afinal tudo sempre acaba como numa linda canção.  


Vitrola: Radiohead – Creep

domingo, 14 de agosto de 2011

Melancolia



Certamente Lars Von Trier não é daqueles diretores que gosta de facilitar os conteúdos de seus filmes ao espectador, essa coisa de esmiuçar, colocar na boca e mastigar enredos, cenas ao 'consumidor' está longe de ser sua predileção em relação a arte, e eu fico feliz por isso. Seu mais recente longa metragem, Melancholia (2011) é resultado de sua filmografia, por vezes polemica, cruel, mas acima de tudo sempre uma inebriante obra de arte.

O prologo do longa é de uma beleza arrebatadora, deixa a sala de projeção muda, quieta, em transe frente a cena esteticamente tão bem trabalhada e ao mesmo tempo angustiante. O elenco encabeçado pelas musas Kirsten Dunst, e Charlotte Gainsbourg confere peso e profundidade a película, trazendo ainda uma boa atuação do versátil Kiefer Sutherland, sim ele, o Jack Bauer de 24 horas.

Dividido em duas partes, dois pontos de vista para a vida, talvez, Justine e Claire, as irmãs, os pontos de observação do tarado humanista Lars Von Trier. Melancholia é um incomodo visual rodeado pela beleza, ao mesmo tempo em que anuncia o fim deste mundo, desta vida, deste plano incerto que mescla a depressão genética de Justine e a tensão aparentemente fria e posteriormente desesperada de Claire.

Em dias de farta informação, eu diria uma generalização do piloto automático ‘cultural’, sair da sala escura quase imóvel traduz que o cinema ainda pode ser tratado de maneira adulta, sem a infantilização do espectador, cada vez mais mimado pela indústria do entretenimento. 

Neste aspecto pouco importa por quem o diretor dinamarquês nutre ou não, simpatia. Com Melancholia Lars Von Trier confirma que sua cinematografia é impar e infelizmente por diversos motivos ainda para poucos.

sábado, 3 de abril de 2010

Tabelinha



O que há em comum entre a música e o futebol? Bem, talvez nada, ou, muitas coisas, parece óbvio.

Pelo menos quando você é ‘traído’ e de repente se vê pulando e cantando em uma arquibancada a favor do seu time de coração, a impressão que fica é que aquilo aconteceu por pura emoção. E como é bom vez por outra colocá-la para fora...sem amarras, simplesmente deixar rolar...

Futebol e música, uma tabelinha interessante, tal qual a dupla acima exercitando o doce prazer do encantamento mútuo. A sorte é nossa.

Trilha Sonora
Artista: Charlotte Gainsbourg e Beck
Música: Heaven Can Wait