Mostrando postagens com marcador jazz. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017
I've Never Been In Love Before
Por quem dobram os sinos?
quem abriu a porta do paraíso
quando você adentrou ao salão?
Continuo perdido até agora
não sei de mais nada
me tornei um atrapalhado compulsivo
I've Never Been In Love Before
então apenas me diga uma nota:
existe alguém em sua vida?
Alguém que te faça errar o endereço de casa?
Esquecer que hoje é segunda-feira?
E que amanhã preciso trabalhar?
Deslize seus dedos em minha direção...
Chet Baker - I've Never Been In Love Before
quinta-feira, 8 de junho de 2017
A claridade rompendo a noite
A certa altura da noite, já
cansado de tentar dormir, resolveu abrir sua caixa nostálgica. A luz de velas,
iniciou o ritual simples e heroico da leitura de seu passado.
Na dita caixa repousam cartas
de amigos, parentes e amores da mocidade, além de alguns recortes de jornais
com notas sobre suas apresentações em bares de jazz durante o século passado.
Após 20 minutos e algumas
cartas e notas lidas, percebeu que quase nada na vida é capaz de transpor as
emoções e a adrenalina contagiante experimentadas na juventude.
Retornou para a cama e
repousou suas lembranças e emoções sobre o travesseiro na esperança de voltar a
dormir e a sonhar.
Em sua derradeira casa neste
mundo, hoje podemos ler a sua herança:
Sonhar é procurar
esperançosamente pela luz!
Fats Navarro- Infatuation
terça-feira, 5 de abril de 2016
Derradeiro Acorde
Foi como olhar pela última vez a imensidão
chamada oceano
a beleza apelidada de Paris
é como tecer a dor de não ver e sequer
poder imaginar mais
teus olhos encantados
deslumbramentos à minha mente
é o último suspiro
é o derradeiro acorde do seu sax...
então: descanse em paz maestro!
Vitrola:
Gato Barbieri - Last Tango in Paris
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Almost Blue
Almost blue
Flirting with this disaster became
me
It named me as the fool who only
aimed to be
Será que eu
perdi o fio da meada…
Acredito que
este será o tom do dia
Melancolia blues...
Olhando
daqui a juventude
O que posso
sentir além de
O tempo
aquele algoz
Você me
venceu novamente...
I have seen such an unhappy couple
Almost me
Almost you
Almost blue…
Vitrola: Chet
Baker - Almost blue
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Sax na Noite
O som da noite, pelo menos dessa chuvosa noite em SP.
Sem frases feitas e nem pensamentos alheios. Coltrane me basta por hoje.
Vitrola: John
Coltrane - Live At Antibes
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Cool
Acordei cool...
Na madrugada levantei para alimentar o Gustavo
(Mr.Fofo).
Não, não estava vestido de papai noel... Ele me aguardava
no berço, sorrindo, é assim todos os dias faça sol, chuva, o dólar suba ou
desça, uma hecatombe abale o mundo ou não, ou simplesmente o que desejo
traduzir: ele me ama!!!!
Pequenos prazeres, pequenas gentilezas que a vida me
proporciona.
Dia cool para ouvir Nina acarinhando os nossos ouvidos,
meu, seu, o do pequeno Mr.Fofo!
Vitrola: Nina Simone – My baby just cares for me
sábado, 1 de junho de 2013
Paz e Jazz na Madrugada
Uma
noite dessas eu fiquei segurando meu baby no colo. Ele dormia tranquilamente o
sono dos justos, um anjinho sonhando e vindo aos poucos para este lado da vida.
Escutamos
juntos Coltrane e seu sax tenor, foi um momento de paz e harmonia na madrugada
fria de outono. Fiquei admirando a sua beleza pueril, sua necessidade de estar
perto do pai ou da mãe, sua delicada forma de lhe lidar com essa nova vida...
Foi
bom demais!
Créditos:
Freddie
Hubbard trumpet
John Coltrane tenor sax
Red Garland piano
Paul Chambers bass
Art Taylor drums
:: Stardust
:: Time After Time
::
Love Thy Neighbor
:: Then I'll Be Tired of You
Vitrola:
John Coltrane – Stardust
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Foi no Verão
Eu
queria ser um músico de jazz e sonhar acordado enquanto executo um tema... O
jazz pode parecer prolixo, mas não é! Então por isso tudo eu tocaria “Last
summer in Rio” durante boa parte da noite tendo como companhia amigos e uma
taça de vinho enquanto não chega a luz do dia pra avisar que a magia terminou.
Vitrola: Azymuth - Last Summer in Rio
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Filosofia de Boteco
“As
fronteiras da minha linguagem são as fronteiras do meu universo”
(Ludwig
Wittgenstein) Filósofo
Sou
um inconformado e, certamente não sou o único! Posto isso fico mais tranquilo
de checar em minhas memórias tantos caminhos sinistros pelos quais atravessei
sem ter mais do que duas certezas:
Primeira:
Ir contra a maré (o ser humano atual (coxinha/tecnológico/lazer e mais nada)
adora deixar que os outros pensem por ele, principalmente nas horas em que está
distante do trabalho...
Segunda:
Conformidade representa sempre o perigo de você descobrir que a sua vida nunca
passou de uma longa e cansativa repetição sem ao menos um dia de algum
questionamento, ou pelo menos alguns riscos letais pelo caminho.
Disso
tudo o mais importante é desconfiar de que sem a leitura do mundo não
conseguimos ir muito distante, talvez ali no Guarujá enfrentando um
congestionamento de seis, sete horas. Isso me faz sentir que valeu a pena cada
disco, cada livro, cada filme investido durante os últimos quarenta e tantos
anos, caso o contrário... sei lá né! Não seria o Jonathas (mala) que eu bem
conheço.
Diga aí olhos azuis, qual é a boa do dia?
Vitrola: Frank Sinatra – I've Got the World on a
String
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Pizzarelli Sounds
O
fantástico John Pizzarelli fazendo parecer que tocar uma guitarra assim seja
bem fácil, moleza, moleza! O baixista também não deixa por menos arrasa com
muita classe, sonzeira!
Por
essas e por outras:
-Mamãe
quando eu crescer eu quero ser como o John Pizzarelli!
Vitrola:
John Pizzarelli – I Got Rhythm
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Na Linha do Horizonte
José Roberto Bertrami partiu no último dia 8. O Azymuth é referência no mundo quando
se fala em fusion, jazz, rock progressivo e outras misturas. No Brasil é
desconhecido obviamente...
Minha
singela homenagem ao artesão sonoro Bertrami.
É
eu vou pro ar no azul mais lindo eu vou morar.
Eu
quero um lugar que não tenha dono qualquer lugar.
Eu
quero encontrar a rosa dos ventos e me guiar.
Eu
quero virar pássaro de prata e só voar.
É
aqui onde estou essa é minha estrada por onde eu vou.
E
quando eu cansar na linha do horizonte eu vou pousar...
domingo, 8 de julho de 2012
Em Mi Menor
Eu
vi você ao longe
numa
tarde de inverno
na
praia deserta havia o vento
e
o piano sonolento solfejava
uma nota mi menor
George Michael – Wild Is The Wind
terça-feira, 5 de junho de 2012
Chuva
Eu
vou na balada da chuva que não dá trégua lá fora.. Ah! Eu adoro chuva, terra
molhada, ar limpo, respiro melhor, fico manso, mansinho ouvindo a bela Julie
London.
Não
quero falar de assuntos pesados, hoje quero ouvir Julie e a chuva. Mais nada.
Julie
London – Cry Me River
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Palhaço
-Eu
daria tudo para ter sido um pianista de jazz...
-Você
era bom?
-Não
o bastante.
-Estou
aliviado por encontrar alguém que não se intimida de falar o que sente...pensa.
Você é bem direta e, eu gosto disso.
-Vou
encarar isso como um elogio.
-É
apenas a verdade!
Um
diálogo que vi dias desses em um filme ‘Tinha que ser você’ (Last Chance Harvey,
EUA, 2008).
Sinopse:
Harvey Shine (Dustin Hoffman) é um compositor de jingles que está com o emprego
em risco. Marvin (Richard Schiff), seu chefe, o alertou de que terá apenas mais
uma chance. Em um fim de semana ele viaja a Londres para acompanhar o casamento
de Susan (Liane Balaban), sua filha, mas precisa estar de volta a Nova York na
segunda, devido a uma reunião importante. Ao chegar Harvey descobre que Susan
escolheu Brian (James Brolin), seu padrasto, para levá-la ao altar. Aborrecido,
Harvey decide deixar o casamento antes da recepção e parte para o aeroporto,
mas perde o voo. Com isso ele é demitido por Marvin, o que o leva até um bar
para afogar as mágoas. É lá que conhece Kate (Emma Thompson), uma funcionária
do Departamento de Estatísticas Nacionais que se sensibiliza por ele.
Eu
não sou Harvey Shine, mas adoraria saber tocar piano o suficiente para compor
canções, escrever melodias e harmonias que traduzissem um pouco do que sinto,
temo, admiro, amo e odeio neste mundo.
Então
eu lembro que tenho apenas o meu emprego e este blog para despejar um pouco da
fantasia que habita meu mundinho particular, que obviamente não possuí nenhuma
obrigação de traduzir a realidade para além dos muros do meu quarto. Nessas
horas sempre me veem a mente a figura do palhaço, do contraditório: dor e riso,
alegria e tristeza.
Acho
que eu sou uma espécie de palhaço...
Egberto
Gismonti - Palhaço
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Notícias do Céu
Hoje
eu acordei meio estranho. Desde cedo percebi que algo novo acontecia em minha
vida. Abri os olhos e quando dei por mim estava rodeado por Sarah Vaughan, Ella
Fitzgerald e Billie Holiday.
-Estou no céu! Morri! Fui pro beleléu! Bati as botas!
Subi!
Foram
minhas primeiras palavras ao perceber que o trio que me rodeava eram anjos incumbidos
de me receber no paraíso. Não fiquei nem um pouco nervoso, nem poderia com
essas vozes me seduzindo eu queria era mesmo ficar nas nuvens eternamente.
Então
agora mando noticias do céu aos meus amigos que continuam vivos, respirando,
sonhando, brigando, correndo atrás de tantos assuntos triviais, que aqui no
paraíso a gente sequer lembra que eles, os problemas, existem. Será que existem
mesmo?
Não
sei meus caros, mas tudo o que eu sempre quis eu acho que agora encontro
aqui...
Sou
mais afetivo, menos ansioso, me iludo mais facilmente, me sinto leve, enfim, estou apaixonado com
minha nova vida! Me descobri no além vida! Não, não vou comungar de palavras
positivas impunemente, eu morri, e percebi que o renascer é sempre mais belo
que o simples ato de nascer.
Tenho
feito tantas coisas diferentes por aqui que mal tenho tempo para chorar as
saudades... Sim, porque a saudade existe mesmo depois que você morre, por
exemplo, nenhum morto me tente convencer que não sente falta do ar, das ruas,
do clima, do aroma e da beleza de Paris, ou quem sabe do visual bucólico do fim de
tarde da histórica Olinda e do frenesi imagético de São Paulo às seis
da tarde.
É,
de louco todo mundo tem um pouco... Já ouvi estra frase aqui em cima!
Mas
o que me prende por hora são as vozes angelicais desse trio, e quando acordar,
se é que irei despertar novamente na terra, pensarei que tudo isso não passou
de um delírio de alguém que ultimamente anda insone.
Por
um lado é uma pena, por outro temo que ainda não esteja totalmente preparado
para tanta felicidade em um único e singelo instante.
Sarah
Vaughan – Misty (Live 1964)
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Cry Me A River
Now you say you're sorry
For being so untrue
Well, you can cry me a river
Cry me a river
I cried a river over you
Foi ali, às margens do Sena que seu coração bateu diferente pela última vez e, agora numa noite fria de janeiro ela tinha apenas a luz do luar como companheira para agasalhar seu coração.
As flores do outono haviam murchado e caído, o que se via era uma maquiagem de esperança, tanto na estação quanto em sua alma...
Eu sempre desconfio de quem solta a frase:
-Eu gosto muito de fulano de tal, muito mesmo, mas...
Não existe mas quando amamos alguém genuinamente, posso ser ingênuo, mas sou eu mesmo e minhas contradições, vícios e virtudes, sem hipocrisia...
Canta Diana que eu escuto.
Trilha Sonora
Artista: Diana Krall
Música: Cry Me A River
domingo, 25 de dezembro de 2011
Cool
Acordei cool...
Meus gatos me aguardavam na porta e me olharam com espanto.
Não, não estava vestido de papai noel... Eles me aguardam todos os dias, faça sol, chuva, o dólar suba ou desça, uma hecatombe abale o mundo ou não, ou simplesmente o que desejo traduzir: eles me amam!!!!
Pequenos prazeres, pequenas gentilezas que a vida me proporciona.
Dia cool para ouvir Nina acarinhando os nossos ouvidos, meu, seu, o de Bob e Fedora.
Trilha Sonora
Artista: Nina Simone
Música: My baby just cares for me
sábado, 23 de julho de 2011
Olhos de Gazela
A morte de uma jovem de 27 anos nunca será normal.
Amy tinha seus problemas como todo mundo e, o fato de ser talentosa com sua voz, sua música, sua sensibilidade artística, não tirava dela as dificuldades com a fama, a idolatria, ou simplesmente, com o sentido maior de sua vida. Amanhã será um dia bom para os tabloides sensacionalistas, para a mídia em geral, e para os corvos que adoram uma carniça.
Talvez Amy não se reconhecesse mais quando olhava seus olhos de gazela no espelho do banheiro do seu flat. Talvez fosse muito difícil para ela admitir que o palco seria sua vida por muito tempo, até envelhecer provavelmente.
O velho mito da eternidade (aquela história que um artista que morre cedo fica eternizado) não cola muito. Não creio que ninguém busque isso em sã consciência, com esse proposito claro e definido. Fica difícil julgar, dizer que era uma morte anunciada, isso, aquilo, etc.
Uma coisa eu digo: Não se pode acusar Amy de não ser uma artista autentica e transparente. Conheço muita gente, sem talento pra vida, é pra viver mesmo, não sabe fazer nada a não ser reclamar da vida, dos outros, de tudo enfim. Provavelmente essas pessoas irão viver 80, 90 anos, mas será uma vidinha mixa... sem graça!
Desse mal, a moça dos olhos de Gazela não padeceu... Viveu intensamente, errou muito, amou muito, sofreu muito, mas foi ela mesmo até o fim!
hey tried to make me go to rehab
But I said 'no, no, no'
Yes, I've been black, but when I come back
You'll know-know-know
I ain't got the time
Ok Amy, nossas lágrimas secarão sozinhas com o passar do tempo.
Trilha Sonora
Artista: Amy Winehouse
Música: Tears Dry On Their Own
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Quando o sax tocar, fica frio
Pode não parecer, mas não há pra onde fugir essa noite. Existem dois jeitos de fazer as coisas. Há alguns malucos que sempre optam pelo jeito mais difícil. Não é nada de mais. É só questão de ritmo. Geralmente o maluco não está atrás de nenhuma medalha. Então fica frio e não paga pau. Você pode chamar de destino. Eu só digo que não tem pra onde fugir. Nem adianta esperar amanhecer. O tal do Astro Rei também não ta do seu lado. Você acha que tem todo o tempo do mundo pra bolar uma estratégia de fuga, um jeito se sair ileso, uma deserçãozinha honrosa. Mas não há tempo algum, nem a saúde necessária. Você tem é que reduzir as chances.
Escarafunchar sua alma pra ver o que consegue encontrar. Antes que o cara comece a ganir o sax daquela maneira insuportável. Antes que alguém no inferno comece a tirar uma da sua cara. Mas deixa eu te bater uma idéia: quase nunca funciona. Então eu municio minha alma de esperança e começo tudo de novo. Mas eu sei que a inevitável noite vai chegar e eu vou ter pra onde fugir. Então é melhor ficar de boa e ver o que é que acontece. Tinha dois jeitos de fazer as coisas.
Eu penso nisso há um tempão. E não é que eu goste exatamente disso.
É só um jeito de ver as coisas. É só um jeito de ter de te desejar um bom dia e toda felicidade possível. Talvez seja possível. Se for, conta comigo.
Mário Bortolotto
Verão de 2004 - (20 anos depois)
Trilha Sonora
Artista: Miles Davis
Música: Blue in Green
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Tarde de Primavera Com Norah Jones
No último domingo o show de Norah Jones foi um bálsamo para os ouvidos mais exigentes. A ‘pequena notável’ é uma moça muito simpática, até certo ponto tímida sobre o palco, mas canta como poucas.
O céu carrancudo de São Paulo até deu uma trégua quando Norah apareceu no palco vestindo um mini vestido vermelho e um par de botas marrom. Sua banda é impecável, do rock ao pop, do country ao jazz com direito a toques da tradicional ‘Asa Branca’ de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Tudo meticuloso e com um sabor irresistível de alegria.
Foi um show memorável, apesar da ‘turma’ que foi ao show errado quase ter estragado o clima pacifico da ocasião. A tarde de primavera foi regada a bons sons e, a doçura encantadora de Norah Jones.
Trilha Sonora
Artista: Norah Jones
Música: Man Of The Hour
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