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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Ausente


Uma cena que de tão singela comove...

Às vezes eu sou a avenida vazia na manhã da metrópole
quase um deserto 
e as vitrines da Tiffany’s parecem igualmente ausentes
avisto apenas a profundidade daquela avenida
ficarei mesmo aqui pela metade
o sol já acordou de mansinho
enquanto eu caminharei sem rumo
até chegar em casa...

(Sobe música)

Vitrola: Breakfast at Tiffany's Opening Scene




domingo, 4 de maio de 2014

A Bela



Lembrando de quem importa em vez de falar de cínicos mediáticos que adoram capas de revistas e manchetes em rede sociais...
Audrey Hepburn, 85º aniversário – 4 de maio de 2014.
Vitrola: The Beatles – A Day in The Life

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Cine Nostalgia


Há uma beleza serena, contida e tristonha nesta cena... Inesquecível sem sombra de dúvidas.

Moon River, wider than a mile,
I'm crossing you in style someday.
Oh, dream maker, you heart breaker,
wherever you're going I'm going your way.

Two drifters off to see the world.
There's such a lot of world to see.
We're after the same rainbow's end--
waiting 'round the bend,
my huckleberry friend,
Moon River and me.

Vitrola: Audrey Hepburn – Moon River


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Entradas e Saídas



"Sou estranho? Não, não sou.
Afinal, como os outros me veem
Não é problema meu. Aliás, é PROBLEMA DELES".

Você saí mais triste pela porta de saída do que você entrou?
Isso vale para seus relacionamentos, suas tentativas, acertos e erros grotescos.


A minha ingenuidade sempre me empurra a sentimentos suicidas...

E mesmo assim, continuo te achando LINDA!

Na vitrola: Henry Mancini - Lujon

domingo, 18 de dezembro de 2011

Magia



Quando ouço aqueles acordes
alguma coisa acontece:

Há então uma explosão de cores
e de repente aquele céu nublado
fica lindo e como um passe de mágica
surge uma retumbante tarde

Canta Elton, canta essa magia.

Trilha Sonora
Artista: Elton John
Música: Moon River

domingo, 30 de outubro de 2011

Rio Impiedoso



Amanheceu cinza
a tempestade afugentou o azul do céu
na varanda havia um violão
cantei então a canção dos errantes
que fala de um rio que corre impiedoso
fitei meus olhos naquele céu
houve um pressagio
um arco-íris
cintilando em suas cores,
o mais lindo (por vezes cruel) dos sentimentos humanos:
a esperança.

Trilha Sonora
Artista: Renato Braz e Nelson Ayres
Música: Moon River

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Beleza



Para apreciar a estrela
Apenas isso...

Trilha Sonora
Artista: Patrick Nuo
Música: Beautiful

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Princesa



Este era o poema favorito da atriz Audrey Hepburn:

Unending Love
I seem to have loved you in numberless forms, numberless times,
In life after life, in age after age forever.
My spell-bound heart has made and remade the necklace of songs
That you take as a gift, wear round your neck in your many forms
In life after life, in age after age forever.
Whenever I hear old chronicles of love, its age-old pain,
Its ancient tale of being apart or together,
As I stare on and on into the past, in the end you emerge
Clad in the light of a pole-star piercing the darkness of time:
You become an image of what is remembered forever.
You and I have floated here on the stream that brings from the fount
At the heart of time love of one for another.
We have played alongside millions of lovers, shared in the same
Shy sweetness of meeting, the same distressful tears of farewell -
Old love, but in shapes that renew and renew forever.
Today it is heaped at your feet, it has found its end in you,
The love of all man's days both past and forever:
Universal joy, universal sorrow, universal life,
The memories of all loves merging with this one love of ours -
And the songs of everypoet both past and forever.
Rabindranath Tagore   

"O homem só ensina bem o que para ele tem poesia".

Trilha Sonora
Artista: Lily Allen
Música: Don't get Me Wrong

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sem Comentários



Audrey Hepburn canta:

Two drifters, off to see the world
There's such a lot of world to see
We're after the same rainbow's end
Waitin' 'round the bend
My huckleberry friend
Moon River, and me

Nunca haverá na vida, sorriso e olhar como de Audrey Hepburn.

Trilha Sonora
Artista: Audrey Hepburn
Música: Moon River trilha do filme Breakfast At Tiffany´s

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Cenas Inesquecíveis 4

Nunca houve no cinema um sorriso meigo e, doce como da belga Audrey Hepburn.

Sua elegância, seu rosto delicado, sua simpatia e carisma, são conjunções raras atualmente em Hollywood.

Ainda me lembro com detalhes do outono de 1997. Uma oportunidade rara que se transformou numa experiência inesquecível.

O extinto Cinesesc da Rua Augusta estava reprisando “Breakfast at Tiffany's”, (1961), e isso apenas por alguns dias.

Aproveitei uma folga do trabalho durante a semana e fui ao encontro de Audrey, infelizmente o único na sala escura com uma grande tela.

E o cinema de escuro não tem nada, pois ilumina um pouco da nossa escuridão cotidiana.

Em “Breakfast at Tiffany's”, direção de Blake Edwards, roteiro de George Axelrod, baseado no conto do escritor Truman Capote, Audrey é Holly Goolightly, uma prostituta que mora em Nova Iorque após um envolvimento com um gangster. Em sua rotina efêmera um vizinho, Paul Varjak (George Peppard), um escritor tentando alcançar reconhecimento para seu talento, irá alterar seus planos.

O maior sonho de Holly é casar-se com um milionário. Eis que surge então o brasileiro José da Silva Pereira (José Luis de Villalonga), um fazendeiro rico do Brasil.

A seqüência final revela o quanto Holly tentou fugir do inesperado, do amor. Embora tenha um ar bem clichê hollywoodiano, a cena possuí em seu diálogo e, fora dele, a essência do romance de Capote.

PAUL – Lá se foi a América do Sul. Bom, você não foi feita para ser a rainha dos pampas, mesmo. (Para o taxista) Hotel Clayton.

HOLLY – Idlewild.

PAUL – O quê?

HOLLY – O avião sai às 12 e pretendo estar a bordo.

PAUL – Holly, você não pode.

HOLLY – Et pouquoi pas? Não vou atrás do José, se é isso o que está pensando. Na minha opinião, ele é o futuro presidente de lugar nenhum. Porque deveria desperdiçar a passagem? Além do mais, nunca fui ao Brasil.

Ele a observa em silêncio.

HOLLY – Por favor, querido, não me olhe assim. Eu vou de qualquer jeito. Tudo o que querem de mim é que eu deponha contra Sally. Ninguém tem a mínima intenção de me processar. Eles nem têm a mínima chance. Esta cidade acabou para mim, pelo menos por enquanto. Às vezes, a fama pode arruinar a pele de uma mulher. Devem ter montado forcas para mim em toda a cidade. Sabe o que pode fazer por mim? Telefone para o New York Times. Quero que me envie uma lista dos 50 homens mais ricos do Brasil. Os 50 mais ricos!

PAUL – Holly, não vou permitir isso.

HOLLY – Não vai permitir?

PAUL – Holly, estou apaixonado por você.

HOLLY – E daí?

PAUL – “E daí”? Isso chega. Eu a amo. Você me pertence.

HOLLY – Não. As pessoas não se pertencem.

PAUL – Claro que sim.

HOLLY – Ninguém vai me pôr numa jaula.

PAUL – Não quero colocar você numa jaula. Quero amar você.

HOLLY – É a mesma coisa.

PAUL – Não é, não, Holly.

HOLLY – Não sou Holly! Não sou nem Lula Mae! Não sei quem sou! Sou como o Gato, somos dois coitados sem nome! Não temos dono, nós nem pertencemos um ao outro! (para o taxista) Pare o táxi!

O carro para na entrada de um beco, enquanto cai uma chuva torrencial. Ela abre a porta.

HOLLY – (Para o Gato) O que acha? Parece ser o lugar certo para um cara durão como você! Latas de lixo, ratos por toda a parte… Suma! Disse para ir embora! Se manda! (Bota o Gato para fora e fecha a porta) Vamos!

Paul não acredita no que aconteceu. Tira uma nota do bolso.

PAUL – Motorista, pare aqui.

O carro para e ele sai, mas antes de fechar a porta e ir embora, se vira para Holly.

PAUL – Sabe qual é o seu problema, “senhorita Seja-lá-quem-for”? Você é covarde. Você não tem coragem. Tem medo de encarar a realidade e dizer: “Ok, a vida é um fato. As pessoas se apaixonam”. As pessoas pertencem umas às outras porque é a única chance que têm de serem realmente felizes. Você acha que tem um espírito livre e selvagem e morre de medo de ser enjaulada. Bem, querida, você está na jaula que você mesma construiu. E não só em Tulip, Texas, ou na Somália: estará sempre nela. Não importa para onde corra, estará sempre trombando consigo mesma! (Tira do bolso uma caixinha) Pegue. Tenho carregado isso comigo há meses. Não quero mais.

Ele joga a caixinha no colo dela e vai embora. Ela abre a caixa e chora quando vê o conteúdo: um anel, simples brinde de uma caixa de biscoitos, no qual ele tinha mandado gravar as iniciais de ambos na joalheria Tiffany’s.

Quando as palavras “The End” decretaram o final da exibição, eu, que estava sentado bem à frente, olhei para trás e, presenciei um pouco da simbologia do cinema na vida das pessoas.

Era sem dúvida alguma o mais jovem felizardo naquela sala. Vi homens e mulheres de cabeças grisalhas e de feições enrugadas chorando, emocionados pela breve redenção de suas vidas, ou, apenas pelas lembranças já quase inatingíveis pela ação do tempo (sempre ele), instaurados naqueles minutos de plenitude.

Chorei junto, não havia nada mais belo a ser visto por alguém ainda inexperiente na arte de viver e amar.