Mostrando postagens com marcador rock brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador rock brasil. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Espirito



Novamente com os pés na estrada...

Paisagens bucólicas, gente menos estressada, mas olho a TV e vejo Galvão Bueno, Cláudia Leite, um tal de Cigano (UFC/a nova idiotice da moda e, ainda chamam aquilo de esporte), quanta babaquice...

Desligo a TV e pego um HQ do Will Eisner, bem mais interessante, arte contemporânea de primeira.

The Spirit é a história de um detetive mascarado, Denny Colt, um herói sem superpoderes que protege os habitantes da cidade fictícia de Central City. Já por este aspecto percebe-se que Eisner cria um universo fictício preso a realidade das pessoas comuns, daquelas que passam por nós nas ruas diariamente sem que nunca saibamos os seus nomes e, suas histórias pessoais.

A série se destacou pela inovação dos enquadramentos quase cinematográficos, os efeitos de luz e sombra e as inovadoras técnicas narrativas, além da qualidade do roteiro e da arte. Sempre a presença de belas mulheres, cenas hilariantes, melodramáticas, mas que enfatizavam, sobretudo o aspecto humano dos personagens

Pancadaria, então vamos de Lobão...

Trilha Sonora
Artista: Lobão
Música: Me Chama

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Vovó Rita



Nos idos dos oitenta Rita Lee deixou vir à tona seu lado mais romântico. Junto com Roberto de Carvalho criaram canções que pareciam fadadas ao descarte efêmero do fast food musical. No entanto a qualidade da parceria sobreviveu ao tempo e continua embalando amores antigos e novos com a mesma voracidade de três décadas atrás.
A vovó Rita tem de fato muita ‘coisinha’ bacana para mostrar aos seus netos...

E dá-lhe Rita...

Trilha Sonora
Artista: Rita Lee
Música: Mania de Você

domingo, 12 de dezembro de 2010

Esperando Por Mim



“Método... Método”, dizia o poeta quase agonizante em um estúdio de gravação.

Se ouvirmos com atenção esta balada de Renato Russo, perceberemos que a mensagem é bem simples: “viva tudo o que puder”. Alguns meses após a gravação, já debilitado pela doença, Renato partiria deixando um disco muito triste como último trabalho.

“Esperando Por Mim” é um raio x dos últimos dias de vida deste artista tão intenso.

É de fato muito dificil ouvir o disco “A Tempestade” (1996) porque nele escutamos o canto do cisne de Renato, até o fim sincero, disso ninguém pode se queixar.

Trilha Sonora
Artista: Legião Urbana
Música: Esperando por Mim

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Coisas da Vida



Esta canção me lembra de uma colega de trabalho, a Fernanda. Seu codinome era Catarina, uma garota bacana, sorridente, alto astral. Fernanda foi atropelada em plena calçada de uma rua no bairro de Interlagos numa noite do inverno de 2000. Passou por cirurgias, por longos dias na UTI e caminhava para sua reabilitação, mas partiu antes, de repente.

A última vez em que conversei com a Fernanda trocamos figurinhas musicais e, ela cantarolou comigo “Coisas da Vida” da Rita Lee. Ela me disse textualmente: “essa música é muito linda, eu adoro esse trecho que diz:

Eu não tenho nada pra dizer
Por isso eu digo
Que eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho

Fiquei abalado com tudo o que seguiu adiante. É difícil aceitar a morte, principalmente de alguém tão jovem. E aí só me resta lembrar do sorriso e alegria da ‘Catarina’.

Saudades!

Trilha Sonora
Artista: Rita Lee
Música: Coisas da Vida

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A Desordem Organizada




No Brasil é assim: O que interessa para o povo não mobiliza a classe política. Assistindo a mais uma tragédia após chuvas torrenciais no Rio de Janeiro, me veio à mente uma indagação:

Por que existe dinheiro e mobilização política para eventos como as olimpíadas e a copa do mundo?

Por outro lado não há nada para prevenir, remediar, ou resolver de vez questões básicas como cuidar melhor das grandes cidades do país.

Plano para remover áreas de riscos nas encostas dos morros nem pensar. Dizem que há, mas não sai do papel. Pior, o dinheiro é desviado para atender outros interesses políticos, aqueles que convém muito bem para uma sociedade enlameada até a alma pela corrupção.

Será que alguém consegue explicar o inexplicável? Descaso...

Mais de uma centena de vidas perdidas e a culpa é só da chuva! Parece ser este o recado dos políticos do país.
A retórica do prefeito do Rio Eduardo Paes é similar a do Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, parece coisa combinada, discurso pronto para enfrentar situações de crise.

Eles, os tecnocratas não se comovem com as perdas humanas.

Somos vistos apenas como uma possibilidade de votos para que eles alcancem o poder, o dinheiro. O estado faz vista grossa para as ocupações nos morros, e se há vidas habitando aqueles lugares é porque o estado é omisso, ausente, não está nem aí para qualquer tipo de risco. Os políticos são essencialmente insensíveis a qualquer espécie de drama real.   

Depois que passar a comoção, os noticiários, tudo volta ao normal, ou seja, nada será feito. Assim vamos seguindo na desordem organizada pelos mesmos pilantras que daqui alguns meses virão a nós vestidos em pele de cordeiro pedir o nosso voto. 

Trilha Sonora
Artista: Titãs
Música: Desordem

domingo, 4 de abril de 2010

Seguindo Estrelas



Assisti dias desses “Herbert De Perto” (2009) direção de Roberto Berliner e Pedro Bronz. O documentário segue a linha das cinebiografias musicais sobre os nossos poetas urbanos do rock dos anos 80.

Sempre gostei muito da banda, da pegada da bateria de João Barone, um monstro das baquetas; o Bi-Ribeiro que executa seu contrabaixo com vontade e destreza e, lógico das mãos precisas de Herbert Vianna. Sua voz não é maravilhosa, mas seus versos e melodias compensam isso facilmente.

De família oriunda da Paraíba, foi durante a infância e adolescência um andarilho – já que o pai militar da aeronáutica por força do oficio estava sempre em ‘trânsito’.

O filme é sensível, às vezes pega pesado nos temas mais delicados – como o acidente de ultraleve sofrido pelo músico que vitimou sua esposa Lucy e o deixou entre a vida e a morte em um hospital no Rio de Janeiro. No geral é tudo muito bem delineado, e fica evidente a barra pela qual o cantor atravessou no pós 2001.

Logo no inicio um depoimento do próprio Herbert uma década antes do acidente que choca pela fatalidade:

“Acho que eu sempre consegui todas as coisas que eu quis e não vejo nada que eu não me sinto capaz de conseguir. Mesmo se a gente parasse e acontecesse uma tragédia, eu ia começar de novo e ia conseguir tudo de novo”.

Em seguida o Herbert atual solta o verbo: “Esse Mané não sabe nada a respeito do quê está dizendo”.

Aqui a humanização do filme atinge o seu ápice e justifica plenamente a existência da película.

É simples assim:

“Sigo palavras e busco estrelas
O que é que o mundo fez
Pra você rir assim
Pra não tocá-la, melhor nem vê-la
Como é que você pôde se perder de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
E você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê”.

Ver...é isso!
O filme, vale a pena.

Trilha Sonora
Artista: Paralamas do Sucesso
Música: Seguindo Estrelas

sábado, 27 de março de 2010

50 Anos



27 de março de 1960. Nascia no Rio de Janeiro, Renato Manfredini Júnior. Hoje, portanto se vivo fosse Renato Russo completaria 50 anos.

Pode ser apenas uma impressão particular, mas quando Renato cantava Índios transparecia uma certa raiva contida da vida. Renato era alguém machucado pela vida. Índios é uma canção densa em vários aspectos. Sua carga emocional/psicológica, histórica em certa medida, com certeza nada fácil de verbalizar. Já disseram um pouco de tudo a respeito do seu conteúdo.

Eu quis o perigo
E até sangrei sozinho

Esta estrofe seria uma citação autobiográfica acerca de uma das tentativas de suicídio de Renato. Mas, no entanto a que mais me fascina e comove é esta:

Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.

Uma síntese do trabalho autoral de Renato, do seu ponto de vista sobre a vida.

As canções aproximam pessoas. Recordo-me que “Índios” foi a porta de entrada para construir uma longa amizade. O hoje Padre Edilberto da Paróquia de Quixadá (CE) era então um aluno de graduação de História naqueles anos de consolidação democrática no Brasil. Certo dia o Edilberto viu no meu caderno um trecho da letra de Índios. “Isso é uma utopia do Renato Russo”, disse ele.

São lembranças que a gente carrega por uma vida inteira, e isso não tem preço.

Trilha Sonora
Artista: Legião Urbana
Música: Índios