Eu trabalho ao lado de alguns Workaholics, é engraçado, pois
são pessoas que acreditam piamente que o trabalho irá mesmo melhorar o mundo. O
sarcasmo é apenas a minha defesa, e desculpe caros colegas mas não dá pra ser compulsivo
com trabalho, isso eu atesto todos as noite quando eu chego em casa e ganho um
doce abraço do meu Guguinha.
Pra vocês viciados na adrenalina de receber e dar ordens eu
deixo a minha indicação musical do dia... Michael Jackson e Justin Timberlake na linda “Love Never Felt So Good”.
Vitrola: Michael
Jackson & Justin Timberlake - Love Never Felt So Good
Dia
desses eu me lembrei de trinta anos atrás. E com o passar da vida o passado vai
ficando distante, diferente, romantizado, ou então, ele era mesmo tão
bonito e bacana quanto acreditamos agora perto dos 50?
Saudades!
Saudosismo?
Não
importa. O Abba foi uma das primeiras bandas pop que ouvi na vida com o meu
radinho azul, pequenininho, mas suficiente para me fazer crer que eu adorava
aquilo que dele ecoava durante as manhãs preguiçosas da minha inesquecível infância.
Acho que essa herança irá adiante logo, logo.
Uma
vez ouvi o Bono – vocalista do U2 – dizendo que o Abba era parte importante de
sua formação musical e cultural. Ele tinha razão, fez parte da vida de milhões
de pessoas durante os anos 70 e 80.
Dancing
Queen é um hit perfeito porque é dançante, romântico e harmonioso e, além de
tudo trata-se de uma grande canção pop.
Sacudindo
um pouco a deprê, afinal um novo ano está chegando... Ops! entrei para o coro
dos contentes! (rsrs).... Será?????
Claro
que não, mas parece melhor enfrentar certas barras com um pouquinho de alegria,
mesmo que ela (alegria) não esteja muito presente... Então vou fingir um pouco
para quem sabe colher sorrisos em 2013!
Bem...
isso por um simples motivo eu sei que acontecerá e, em breve.
Essa
canção do Jimmy Cliff me faz voltar no tempo lá pelos idos dos 80's... Eu era
um office boy descobrindo as ruas e avenidas paulistanas no final do verão de
1984. Bons tempos!
Finalizando
alfinetando os otimistas de carteirinha:
É
melhor um Jimmy Cliff na mão do que duas baianas enjoadas te enchendo a
paciência...
Quem
sabe escolher música para sua vida já têm meio caminho andado, já o
contrário... Xiiiiiiiii!!!!!
Quarta faixa do álbum She’s So Unusual (1983), lançado há
exatos 29 anos, a balada Time After Time
de Cyndi Lauper é apenas a face mais delicada dessa energética cantora que fez
história no pop da década de 80.
Apesar da paisagem ensolarada lá de fora, a balada combina mais com a quietude dessa tarde dominical de fim de feriado, isso para quem não está
trabalhando e, esse não é o meu caso.
Fiquei
acordado até bem tarde só para ver a minha estrela favorita brilhar no céu.
Talvez ela nem esteja mais por lá, mas o brilho eu sei que avistei no frio da
madrugada, já valeu o novo dia.
Então é outra sexta-feira e minhas memórias voaram até Whitney Houston. Me veio à cabeça essa canção, bonita, de batida marcante, e a voz agora ausente da cantora presente.
E Cee Lo Green me convida para dançar. Não sei se vou, estou de férias e por isso mesmo não sei se vou. Talvez ela tenha razão, eu sou alguém complicado, mas e daí? Isso não muda nada, ainda é sexta-feira e eu não quero sair para dançar, irei dançar aqui mesmo à minha maneira.
E depois amanhã é sábado, natal, não sei quem sabe amanhã a noite me baixa o Tony Manero e, então eu me esbalde de tanto dançar...
O som de Dani Black, 23, vai adentrando na sala, bem devagarzinho, a passos de jabuti.
Pede licença, não há muita pressa, embora a juventude sejam nossos 100 metros rasos mais importantes desta vida. Então os acordes de Dani me revelam os rastros de um pouco de tudo que sedimentam sua sonoridade:
Lenine, Djavan, Chico César, música pop brasileira e estrangeira de qualidade, e o que é melhor, com suas próprias feições.
“Nada que eu diga desta canção/mostra ou explica o meu coração”.
A mensagem de Dani foi dada e, o seu som é bem bacana. A mamãe Tetê Espindola deve estar contente.
Ler é muito agradável para quem gosta da imaginação como uma aliada para a vida. Viajar é a leitura cotidiana para quem trabalha em uma espécie de trailer (na verdade é algo bem maior) e a rotina dessa minha vida mambembe é sem script porque o roteiro é aberto, quase imprevisível, por isso mesmo saboroso e divertido, livre como sempre sonhei um dia.
Juntei um pouco daqui e dali e comecei a ouvir “My Baby Left Me” com a Rox, uma delicia de hit, uma figura bonita, ela, Rox. Dia desses conheci um garoto que possuí seus problemas mesmo sendo ainda apenas um menino.
Pedro é alegre, divertido, compulsivo em boa parte do dia, já tomou remédios para ansiedade, tem tiques. Foi uma criança adotada e vive em uma cidade pequena do interior paulista, pode assim andar solto pelas ruas, está sempre livre.
É de certa forma rejeitado por seu comportamento célere, mas encontrou lá na Unidade Móvel um lugar onde consegue observar o mundo com mais afinco, sem ser perturbado pelas inquisições da sociedade.
Observando um dia o modo compulsivo do Pedro em falar, gesticular, lembrei-me que ainda não havia lhe mostrado um dvd com o show de Michael Jackson. Quando falei do show ele simplesmente ficou mudo, arregalou seus olhos negros e amendoados, abriu um sorriso e pediu para assistir. Daí por diante não ouvimos mais a voz de Pedro, apenas víamos ele assistindo Michael, mexendo seus dedinhos como se pudesse imitar a coreografia alucinante do gênio.
Na vida por vezes topamos com os Pedros aqui e acolá. O que faremos então é o que passa a contar de fato em nossa existência.
Bruno Batista é um sujeito afável, simpático e meticuloso em seu trabalho, sua arte, sabe muito bem o que quer. Fiquei contente ao ouvir o seu segundo álbum – Eu Não Sei Sofrer em Inglês – que traz criatividade para muito além do titulo. Com produção assinada por Guilherme Kastrup e Chico Salem, Eu Não Sei Sofrer em Inglês é composto por 12 faixas autorais, que permeiam o universo pop bem variado do seu jovem autor.
O novo disco traz participações afetivas de Zeca Baleiro (Acontecesse) e Tulipa Ruiz (Nossa Paz) e, revela um compositor desbravando caminhos – como os novos ares da musicalidade paulistana mescladas a sólida ponte de Caetano, Marley, Bowie, Dylan, Luiz Gonzaga, Leonardo Cohen dentre outros poetas da música popular.
Adorei a canção homônima ao titulo do disco – “Eu não sei sofrer em inglês” - porquê me lembra um carrossel em movimento – pode ser o De La Tour Eiffel em Paris, ou, qualquer outro de um parquinho do subúrbio do Rio, São Paulo ou São Luiz.
Essa sensação deliciosa não é gratuita, mas sim fruto de um arranjo pensado para ser leve, um deleite, pois no fundo a vida não deixa de ser um carrossel de emoções, alternando altos e baixos, acelerações e movimentos mais lentos.
Em sampa faz um lindo céu azul nesta manhã preguiçosa de outono e, eu, posso até vislumbrar o jovem poeta pinçando palavras e sonoridades delicadas e sensoriais para desnudar a vida.
Foo Fighters e Norah Jones embalam a minha segunda-feira em uma bela cidadezinha no interior paulista. É como se eu estivesse em uma sala de espera ouvindo o meu musak “Virginia Moon”.
Serena é a vida quando permitimos que assim ela seja, apesar dos problemas...
Ela guardou um segredo por décadas a fio, mas próximo aos 50 anos desistiu de qualquer aparente moralidade. Foi na sala de jantar de sua casa de frente a família reunida numa data festiva:
- Preciso confessar: Eu sou a Madonna, não pense que estou louca, eu sou a Madonna!
Desse dia em diante Madonna nunca mais se arrependeu de ser ela mesmo.
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.