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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Voo de Coração



No canto da sala o seu holograma você parece sorrir
Você me pisca o olho, você me manda um beijo
Parece estar mesmo aqui
Mas eu só, no apartamento, escrevendo
Memórias no velho computador
Nas asas do tempo, vertigem do momento
Voo de coração, meu amor…
No inicio dos anos 80 essa letra de Ritchie soava certa ficção sofisticada, pois a informática engatinhava e o que tínhamos na sala era um PC enorme...
O duelo de guitarras dessa versão é muito bacana, graças a bela melodia que o inglês mais carioca do Brasil construiu em “Voo de Coração”. Ouvi hoje enquanto caminhava rumo ao paraíso, no final da Avenida das Ilusões, o frio característico do final de tarde de agosto me fez lembrar de quanto ouvi este disco do Ritchie, até hoje uma referência no tratamento sonoro a ele focado para aquela época.
Vitrola: Ritchie - Vôo de Coração (v.2.009)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Vida Tem Dessas Coisas



“Mas a noite aumenta a distância
Me perdi no seu caminho
Me encontrei falando sozinho
Sigo sempre sem destino
Pra te encontrar.

Pra conversar...
Te convencer...
Te confessar...
Quero só você”.

Na noite longa e chuvosa
os versos ganharam vida própria
então voaram pela avenida encharcada
pois a vida tem dessas coisas
sem as quais tudo irremediavelmente
parece não ter sentido algum.

Vitrola: Ritchie - A Vida Tem Dessas Coisas

sábado, 28 de julho de 2012

Holograma



Mas eu só no apartamento
escrevendo memórias num velho computador...

“A música é como a trilha sonora de um filme imaginário. Não ouço sons, imagino paisagens”.

Na Vitrola: The Smiths – This Charming Man

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lá Embaixo



Debaixo da terra deve ser bem escuro.
não verei mais o sol, nem a lua
não sentirei mais a chuva batendo no meu rosto
nem tampouco verei você...

Bem, também não forçarei mais o meu sorrir
pois, não existe espelho embaixo da terra.
A vida às vezes parece comercial de creme dental,
Só vale sorrir e dizer que você é feliz...
Ah! Os malditos otimistas de plantão
Só eles são felizes... (me engana que eu gosto...)

É eu perdi...
mas, quem ganhou mesmo?
Acho que foi o Sardinha, o gato.
E quem sabe ao certo dessas coisas?

Nisso sou ignorante...

Na vitrola: Ritchie – Mercy Street

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Outra Vez



A sonoridade do inglês mais brasileiro do pedaço é pontual. Ritchie possuí um talento nato para composições simples, porém belas. Nasceu na mesma cidade de David Bowie e Peter Frampton, Beckenham. Aqui uma parceria sua com o poeta Arnaldo Antunes a balada Outra Vez.

E pensar que no passado chamavam o Ritchie de ‘brega’ como se o brega fosse algo ruim. Na verdade o que falta hoje é estética e, conteúdo sobre qualquer assunto artístico. Então como devo chamar o “artista mais influente” do país (uma revista teve a pachorra de escrever isso) sobre o tal Luan Santana. Que piada! Fim de feira, um horror!

Valeu Ritchie! Bons sons para todos!

Trilha Sonora
Artista: Ritchie
Música: Outra Vez

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O pop perfeito



A 7º Virada Cultural de São Paulo cravou lá seus momentos épicos. Era sábado à noite e mais uma vez a cidade estava passeando pelas ruas do centro. Certamente isso é o melhor da virada, é muito legal olhar aquele mar de gente perambulando pelos palcos das atrações do evento. Não faltaram as barraquinhas de pasteis e o palco dito “brega” no Largo do Arouche.

E foi lá que me reencontrei com um mago do pop rock nacional, o britânico mais brasileiro da historia da nossa música: Ritchie!
Um dos discos que mais contribuições técnicas trouxe ao nosso rock foi exatamente “Voo de Coração” (1983) o primeiro solo de Ritchie.

Para além de um belo registro fonográfico havia as canções pop que pareciam perfeitas “Menina veneno”, “A vida tem dessas coisas”, “Pelo Interfone”, “Casanova” e “Voo de coração”. Todas foram devidamente encenadas por Ritchie e sua banda num show retrô redondo, empolgante. Tive certeza da minha felicidade de escolha quando Ritchie brindou-nos com a balada “Voo de Coração” – o Arouche inundado por uma luz intensa parecia ainda mais bonito, talvez porque está canção seja um retrato do pop maiúsculo do inglês/carioca:

No canto da sala o seu holograma você parece sorrir
Você me pisca o olho, você me manda um beijo
Parece estar mesmo aqui
Mas eu só, no apartamento, escrevendo
Memórias no velho computador
Nas asas do tempo, vertigem do momento
Voo de coração, meu amor,,,

Sinceramente, na semana do U2 Ritchie foi o cara, e foi de goleada!

Trilha Sonora
Artista: Ritchie
Música: Voo de Coração (v2.009)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Démodé...



A revista Bravo! o definiu mais ou menos assim:

“Numa época em que alguns dos novos compositores da nova música brasileira fazem tudo para soar herméticos - e só conseguem ser pedantes -, um álbum como Canções Para Embalar Marujos, de Renato Godá, se destaca na paisagem de lançamentos”.

De cara o som de Godá me remete desde Tom Waits, até o cantor anglo-brasileiro Ritchie. Gosto deste proposito de confusão no ar parece uma coisa, é outra, e outra, enfim, são diversas atmosferas circundando um único artista.

Na lua cheia
Da madrugada
Os cães uivavam nos portões

Eu caminhava
Ou flutuava, não sei
Apaixonado e sem pudor algum...

Gosto do final do vídeo, e acho que Godá estreou muito bem.

Trilha Sonora
Artista: Renato Godá
Música: Démodé