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sábado, 3 de julho de 2010

Desconectar é Preciso



Introspecção. Um palavrão para a maioria da moçada da dita geração y. Não param de twitar, de enviar sms, de ouvir isoladamente seus ipods, de jogar sozinhos o seus games...um mundo cada vez mais cercado de atitudes isolacionistas.

Quem tem medo de parar por alguns minutos e esquecer que existe Orkut, Facebook, blog, Twitter, celular?

Desconectar é preciso...

Eu gosto de apreciar a chuva, o sol, a lua, as estrelas. Existem pessoas que não sabem ficar quietas consigo mesmas, vivem atormentadas, sobressaltadas, pilhadas. O tempo flui em demasia, fazem tantas coisas e nada ao mesmo tempo, porque vazias não suportam encarar a si próprias. Acho isso muito estranho, temerário.

Mas sejamos sinceros, não trata-se apenas da geração y, x, w, ou, p, isso ocorre com todas as gerações. Se deixarmos seremos conduzidos pelos ditadores da mídia e logo então estaremos consumindo os mesmos filmes que todo mundo sempre vê, todas as músicas que todo sempre ouve, o mesmo corte de cabelo da moda, aquela mesma marca de vestidos (caros), consumiremos tudo freneticamente, de fast food à sexo, tudo sempre longe da tal introspecção. Vivemos sob a ditadura do igual, e pra que ser diferente? Isso sem contar a google dependência.  

O mundo está mesmo sem limites, e lá fora está surgindo uma sociedade igualmente sem limites, sem fronteiras diria a operadora de celulares, para o bem e também para o mal.

É...Hoje eu fico com o som da Pata de Elefante, um vídeo divertido, manero, para desanuviar um pouco a mente e não perder o bom humor.

Bem... Quanto à introspecção...

Trilha Sonora
Artista: Pata de Elefante
Música: Um olho no fósforo, outro na fagulha

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Última Sonata



Foges
Tal qual a ventania que assopra a praia
Na hora da tempestade

São ventos relutantes
Rodopiando em redemoinhos
Acrobacias espirais
Num vaivém
Que sobe e desce
Em altivez soturna
De sombria dança
Trovejante

Enganas
Teu espírito livre
Acorrentado ao amor latente
Sofredor
Acolhedor contumaz e,
De fé inabalável

Corre tu
Corro eu
Pelas margens insanas
Leito eterno de todo amor
Que beija, ou, não
A vida:
A tua,
A minha,
A nossa,
A dela,
E de quem mais...
Quiser

Pagar o preço
De seguir amando
Pelejando sem jamais
Negar
O que fere de morte
A vossa alma

Foi áurea
E celestial
A manhã
A tarde e,
A Noite
De todos os dias
Resumidos em apenas um
Nascido da linda juventude
Intacta retina
Que ainda hoje
Prendes tua face à minha

Foges
Da luz convexa
Alentadora de sua dor
Quando deparas contigo
Frente a um espelho
De turva visão
Então tu estranhas
Tua própria fisionomia
Ardente luz
Que não reconheces mais
Na geografia humana
Quem tu eras
Ou quem sonhou ser

Levante da tumba
Renasça com a aurora
De um novo dia
Não ouse mais carregar
Sozinho
Todo o peso deste mundo

E quanto ao piano
Que atravessa a alma
Quando um nó
Quer-nos trancar a garganta,
Direi a ti apenas:

Sentirei,
Sentirás,
Os acordes
Que precedem
E agasalham
A nossa
Última sonata.

Trilha Sonora
Artista: Vítor Araújo
Música: Paulistanas n°1

Poesia By Jonathas Nascimento ®
Direitos autorais reservados lei 9.610 de