Encontrei
alguns escritos meus antigos, perdidos em papeis soltos aqui e ali... Herança das
mudanças dos últimos anos.
O
deste post foi escrito na véspera do meu 40º aniversário e intitula-se
“Véspera
para nascer”.
Imagine
um pôr de sol, então olhe o seu rosto de frente para o espelho e encare suas
rugas, suas marcas de expressão e os seus cabelos grisalhos... Sim, hoje é a véspera
da vida!
Amanhã
quando raiar o sol serei eu mesmo após 40 anos. Eu me assombro: Já!
Foi
rápido, ligeiro demais, pronto já é hoje. Posso cerrar os meus olhos e sentir
os aromas da minha infância, ouvir as vozes de quem já não vejo mais, marcas
minhas pegadas pelos mesmos caminhos de outrora.
Ainda
canto vez por outra, “somos tão jovens”.
Mas
ao mesmo tempo há presente uma pequena epifania.
O
primeiro dia na escola, o medo, a descoberta de um mundo novo. Amigos, amigas,
adultos, crianças, anjos, brincadeiras, alegria.
E
nesse sonho reparador eu espio a mim mesmo apaixonando-me novamente pela
primeira vez, acelerando o meu coração de menino.
O
gosto da infância ainda me fascina. Quem não queria ser uma criança novamente?
Eu queria ser a reencarnação da minha infância – reviver o que ficou bem lá
atrás.
Papo
saudosista, pois a vida continua e amanhã eu renasço pela quadragésima vez.
Vitrola: Suede-Everything Will Flow