sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Hands of Time



O tempo passa ou será que quem passou fui eu?

E nesta manhã nublada de fim de inverno ficarei na cama melhorando de uma súbita gripe, serei por algumas horas Ferris Bueller's versão grisalha escutando Groove Armada.

Vitrola: Hands of Time - Groove Armada

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Silêncios



E quem irá dizer que existe justiça na vida?

Não dá pra traduzir o silêncio
não consigo descrever sua ausência
então um gospel para consolar
o que é inconsolável
irreparável

Silêncio...

Vitrola: Whitney Houston - I look to you

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Trem das Cores



Amanheci zen e quero voar de asa delta…

Sempre desconfiei de algo estranho no jeito peculiar de Caetano cantar. Finalmente a ficha caiu lendo algumas pesquisas de pessoas, que assim como eu, adoram investir seu tempo ouvindo e lendo sobre música.

Ele, Caetano Veloso, canta de uma maneira árabe... observem... é sim, nosso Caetano canta como os árabes! Pronto descobri a América!

Claro que não, essa observação já foi feita por estudiosos da nossa música a zilhões de anos, apenas acho bonito essa coisa da nossa cultura de fato ser multifacetada, muitas cores, um trem das cores, aliás, amo esta canção e não sei nem o porquê e, nem preciso.

Caetano foi um escudeiro fiel durante minha jornada de estudos universitários, depois o rejeitei por suas polemicas verbais, politicas, tantas vezes banais, outras até interessantes, devo me redimir. Quer saber? Caetano você é um grande artista, não deixarei nunca mais as suas canções distantes da minha vitrola. Pelo “nosso” passado, paz e amor!

Ah! No assobio eu saio voando sobre o Rio de Janeiro e suas belezas inenarráveis...

Bom dia universo!

Vitrola: Caetano Veloso – Trem das Cores

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eu Quero é Mais



Sabe quando você quer um pouquinho mais de respeito e consideração na vida? Pois é, como não sou de ferro gostaria de receber isso de vez em quando, e se não receber irei atrás de outros planetas... 

Existem pessoas que não se enxergam e sendo assim pensam que você é um otário qualquer. Comigo não mané! Vai devagar que aqui o papo é outro.

Vitrola: The Shins - Know Your Onion

domingo, 9 de setembro de 2012

Lirismo



Tinha uma coisa muito bacana que este carinha fazia. Em 1991 a banda lança o disco V (O disco branco da Legião), que inclui o Teatro dos Vampiros e outras canções, todas muito fortes em suas letras. O lado A (ainda existia essa coisa linda de dois lados, os colecionadores de arquivos digitais jamais saberão o quanto isso era bacana) era muito pesado, músicas longas e carregadas de peso sonoro e sensorial. Não à toa, pois é a época do famigerado governo Collor, faltava inclusive material para prensar discos no país... Mas o que é legal é que Renato aborda e explora isso tudo sem citar o nome de Collor, ou de alguém do seu governo.

É preciso concisão para realizar isso com sucesso.
Teatro dos Vampiros não é diferente, trata do desemprego, do custo de vida alto, da falta de perspectiva da juventude recém-formada, além de abordar a solidão de uma metrópole, tema clássico e caro aos jovens do final do século 20.

“E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...”

Vitrola: Legião Urbana – Teatro dos Vampiros

sábado, 8 de setembro de 2012

La Belle de Jour



Na voz daquela moça um fantasma pairava. Mas naquela tarde as coisas mudaram de figura, tudo por causa de um esbarrão. Ah! Todos nós já tivemos os nossos esbarrões na vida... Apaga luz quem já encontrou o amor numa tarde que parecia perdida, quando tudo o que se esperava era mais um dia tedioso, sem graça, sem sabor e aroma.

La Belle de Jour!

Vitrola: Cida Moreira – Back To Black (Amy Winehouse cover)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

66



Ele poderia ser o meu pai
poderia estar agora no oriente tomando chá
poderia quem sabe ser a estrela de algum game...

Mas o que sei ao certo
é que aquele super-homem
que aperja o piano e canta a pleno pulmões  
continua por aqui
jogando o jogo
encantando tal qual um mágico
a multidão.

Vitrola: Queen – Play The Game

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Jonathas Dylan



Hoje amanheci Dylan, de corpo e alma, Bob Dylan. Provavelmente o músico mais importante do século 20 por sua influência ainda hoje no cenário do que chamamos música pop. Mas o que seria da tal música popular contemporânea sem a existência de Bob Dylan?

Bem... difícil imaginar, mas com certeza os Beatles não teriam uma segunda metade do seu trabalho tão relevante quanto tiveram depois de compreenderem a essência visceral da obra de Dylan, isso é o mínimo que posso dizer.  

Like a Rolling Stone foi lançada em 1965 no álbum “Highway 61 Revisited”, é a canção onde Dylan consegue traduzir muito de sua inquietação artística, deixa fluir toda sua inadequação ao mundo.

Dylan nasceu em Duluth  e cresceu em Hibbing, ambos no estado de Minnesota, e desde cedo percebeu que ali nada, absolutamente nada o agradava. Foi assim que intuitivamente começou a buscar seu lugar neste mundo de deus, e um dia depois de muitas idas e vindas chegou à Nova Iorque. Seus passos foram constantes na busca por espaço para expressar sua visão sobre o que via cotidianamente nos Estados Unidos e no mundo.  

Woody Guthrie, um artista esquecido que usava um violão com a inscrição “Esta máquina mata fascistas” foi a maior inspiração de Dylan em sua carreira e vida. O fato de encontrar Woody internado em um manicômio acentuou ainda mais seus questionamentos sobre o que era normal, certo ou errado na sociedade consumista, elitista e preconceituosa da América branca do século 20.  

Há um ponto que me agrada muito neste artista: sua indagação sobre qual o beneficio que um artista “alegre” traz para a vida real? 

Entenda-se aqui que o alegre sem critérios, sem questionamentos, onde tudo parece maravilhoso sempre – beira a idiotização, a alienação completa do real, logo, esse artista sem critérios não pode ir além da falta de compromisso e, por isso mesmo que Ivetes, Claudinhas, Luans e etc fazem tanto sucesso neste estágio da sociedade da informação e da falta de conhecimento. Pensar é tudo que a maioria das pessoas não quer fazer hoje em dia quando estão fora de suas jornadas trabalhistas, então “ocupam” suas mentes com o nada, aliás ninguém pode no mundo atual ficar sem fazer nada, o ócio virou crime, e pensar na própria vida idem... Você precisa de entretenimento... é a mensagem constante nos meios de comunicação, redes socias e o escambau a quatro. 
  
Por essas e outras hoje e sempre eu sou Bob Dylan, sem me esconder, deixando mesmo que muitas pessoas me achem chato, emburrado, sei lá  o quê! ah! não sou nada disso, apenas não estou aqui a passeio... 

Jonathas Dylan prazer... ao seu dispor!

Vitrola: Boby Dylan – Like Rolling Stone

domingo, 2 de setembro de 2012

Cinza



Cinza
        é
           a
              cor
                    de       
                       São paulo



Vitrola: Joelho de Porco – Bom Dia São Paulo

sábado, 1 de setembro de 2012

Dois



Eu leio:

-E aí quais são seus planos?

Eu respondo em voz baixa...

-São tantos que olhando você aqui eu me esqueci de todos

Ela fala mansinho:

-Então veem pra cá e tenta lembrar daquilo que vale a pena lembrar...

Aí... eu fui.

Vitrola: Tiê – Dois