A
noticia que deveria chocar parece não chamar mais tanta atenção. Tempos difíceis
e covardes esse em que vivemos. A sociedade encontra-se em sono profundo...
Paulistanos são engraçados. Eu corro dia sim, dia não ao redor de uma praça próximo à minha casa.
Toda vez que passo correndo não deixo de notar o pavor estampado no rosto de alguns moradores com aquele sujeito ‘estranho’ que pratica cooper em horário tão suspeito.
O semblante deles traduz tudo:
- Será que é um ladrão? Ele vai roubar o meu carro...
-Um seqüestrador? Aí meu Deus deixa eu me trancar dentro de casa.
-Talvez, um maníaco disfarçado? Já teve o do parque esse pode ser o do Cooper! Socorro...
Isso tudo me diverte um bocado – a insanidade das pessoas ditas normais, mas afinal de contas quem é normal? Você é normal?
Bem, eu acho que sou...
São Paulo é ao mesmo tempo uma megalópole e, também uma província. Talvez seja esse apelo que me encante tanto nesta polis.
A urbanidade versus o ruralismo ainda presente nos traços psicológicos do individuo que por não conhecer quem passa correndo de frente à sua casa já teme pelo pior.
Na trilha sonora a queridinha dos descolados de sampa, Tiê, um som bacana pra domingo à tarde pelo parque, ou, pelas ruas e avenidas da metrópole.