Registro de
Mick Hucknall em sua primeira banda initulada Frantic Elevators cantando sua
composição Holding Back The Years, que seis depois tornar-se-ia um hit do
primeiro álbum do Simply Red. Sua voz ainda de adolescente já trazia suas
marcas e acentos, que fazem do cantor até hoje um dos grandes representantes do
soul produzido no Reino Unido a partir da década de 80 do século 20.
Frantic
Elevators – Holding Back The Years
Abaixo
registro da apresentação do Frantic Elevators no projeto Futurama 80.
*Estou com uma série de
podcast em nome do acervo pop no Spotify, procure pelos arquivos de áudio,
nesse instante de pouco tempo é uma boa alternativa para brincar de poesia e
música.
“Pensamos
em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de
humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem
essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. ”
Charles Spencer Chaplin
Na
cena final, eles caminham por uma estrada ao amanhecer, em direção a um futuro
incerto, mas esperançoso. Quantas vezes em minha vida já me senti andando por essa estrada, mas sempre tenho a nítida certeza, de que sou indigno para tal. Afinal de contas, não sou nem
Ellen e tampouco Carlitos...
E nesses dias de angustias e opressão,
a canção parece expressar o que vai aqui dentro, triturado pela tristeza de não
conseguir enxergar um sol, uma paisagem mais livre e alegre...
Mas andar com fé eu vou
Porque a fé n’ao costuma
falhar...
Quero um barco meio mar
Um meio, não achei, não
veio
Pra sair do charco feio
Quero um barco meio mar
Um porto meio lar
Um corpo feito pra se
amar e sem receio
Meio assim doente, de
repente
Cheio desse olhar
ausente
Meio louco
Meio um sufoco
Meio coca-cola
Meio mal dá bola
Meio inconsequente
Como se no meio da
cidade
Na velocidade
Na saudade
Na maldade à toa
Nessa claridade, tanta
coisa boa se desmancha feito um picolé no sol
E feito um picolé no
sol eu quero estar agora
Pra esquecer do mal que
tá lá fora
Me esperando pra cobrar
a taxa
Tá com a mão toda suja
de graxa
Tô ficando meio assim
xarope
Dessa lenga lenga, já
amarrei o bode
Pode crer que tudo tem
a ver com tudo
Tem a ver com o mundo
Tem a ver com ser
perfeito
Tá na rua, tá na banca
de revista
Tô na pista e não te
desconcerta
Sempre alerta
Na notícia esperta
Nesse compromisso
Numa dose certa
Veio como onda, bomba
Longa história nua e
sem certeza, sobre a mesa tua
Crua e sem semente,
mente me confunde
Funde a minha e a tua
neste instante, ante
Vejo um pôr do sol
brilhante
Como nunca dantes me
arriscara e fui tomar a cara
Um primeiro passo
Dum segundo passo
Dum terceiro passo, eu
acho
No caminho dessa
descoberta, não tem compromisso
Com trilhar o que já
foi trilhado
Deixo tudo ali do lado
e parto cego e sempre em frente
Meus nervos vão gritar mais alto
E mesmo sem te ver
O teu cheiro varre a madrugada em mim...
Fazia
frio e o sereno dispersava seu brilho úmido sobre as antigas pedras de paralepipido,
à meia luz, quase fim de madrugada e, ela sozinha caminha sem destino certo,
tal qual órfã longe de abrigo...
Vejo adormecer e repetir um dia de saudade...
A
alvorada não traria tanta esperança e luz desta vez,