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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Antônio , um poeta

 



Antônio Cícero partiu! 

Suas poesias e letras estarão por aqui, guardadas em nossas almas... 


VIRGEM

As coisas não precisam de você Quem disse que eu Tinha que precisar As luzes brilham no Vidigal E não precisam de você Os Dois Irmãos Também não precisam O Hotel Marina quando acende Não é por nós dois Nem lembra o nosso amor Os inocentes do Leblon Esses nem sabem de você O farol da Ilha Só gira agora Por Outros olhos e armadilhas Outros olhos e armadilhas Eu disse Outros olhos e armadilhas Outros olhos (outros olhos) E armadilhas O Hotel Marina quando acende Não é por nós dois Nem lembra o nosso amor Os inocentes do Leblon Não sabem de você Nem vão querer saber E o farol da Ilha Procura agora Por outros olhos e armadilhas Outros olhos e armadilhas Eu disse outros olhos e armadilhas Outros olhos (outros olhos) E armadilhas As coisas não precisam de você

Virgem - Marina Lima/Antônio Cícero

terça-feira, 8 de maio de 2018

Um Forasteiro



Nos últimos meses venho sentindo cada vez mais a sensação incômoda de ter me tornado um forasteiro em meu próprio país. 

Após décadas de luta pela democracia, por uma distribuição de renda mais justa, por maior igualdade social, ficou evidente o retrocesso que o país sofreu nos últimos três anos, logo após o primeiro de diversos golpes impetrado por representantes da elite vil que domina está terra a mais de quinhentos anos. 

O Brasil não é para amadores já dizia o intelectual! 

Desemprego, queda da renda, desilusão com tudo e quase todos, apenas aumentaram a minha nítida sensação de solidão, de estar alijado da sociedade, de estranhamento de tudo que acontece ao redor, e isso evidentemente causa logo uma depressão em todos e quaisquer sentidos. 

Enfim, esmureci, assim como muito dos meus amigos de geração! O desencanto é latente, pois o país mergulhou em uma escuridão de conservadorismo, de pilhagem jamais vista antes em nossa história. 

Neste período ouvi dezenas de nãos, milhares de talvez, zilhões de bem feito, de pessoas das mais variadas áreas, inclusive, algumas que certamente habitam o inferno e ainda não foram comunicadas de sua condição quase mórbida em plena vida! Azar delas, quero apenas distância desse tipo de gente mal amada, preconceituosa, defeituosa da alma e ruim, muito ruim da cabeça.

Mas enfim é o que tenho para hoje, e parafraseando a minha querida Marina Lima em recente entrevista, me sinto um forasteiro em meu próprio país! É triste, mas é real, e dói! 

E quando isso acontece você tem duas opções: ficar no país e começar tudo de novo, buscando, teimando em construir alguma ponte para alguma nova e tênue esperança.

Ou então simplesmente partir para longe, também para recomeçar do nada, levando consigo uma pontinha de ânimo de pelo menos sentir-se resignado em poder dar ao seu filho a oportunidade de crescer em um lugar onde haja o mínimo de algo que no Brasil virou mera e pálida ilusão:
Fraternidade, igualdade e liberdade. 

Exatamente os pilares que inauguraram a modernidade no ocidente, e tudo o que o Brasil perdeu nos últimos meses e não sei  enquanto um pequeno conhecedor da história se algum dia voltaremos a ter nessa terra, que trata muito mesquinhamente seus filhos que não nasceram ricos. 

E ser rico é o sonho da maioria da classe média tupiniquim, custe o que custar! Isso é de uma pobreza intelectual e social sem precedentes, e empurra para o charco qualquer ideia diferente e que coloque de alguma maneira em risco essa mentalidade que bem representa a elite do atraso, que rasgou a constituição, com a ajuda de políticos e empresários corruptos, além da nova casta judiciária do país para satisfazer sua sanha perversa de explorar e escravizar a maioria dos seus cidadãos, mantendo assim os seus interesses acima de qualquer outro direito.

A miséria é o lugar do povo! Assim pensam esses canalhas!

Atravessar o oceano, atravessar as incertezas, sobretudo atravessar a desconfiança da maioria, mas se há algo que me move adiante é perceber que apesar de tudo ainda existe poesia, cá dentro do meu peito, da minha alma!

Que Deus me ilumine neste novo caminho, que tire daqui de dentro qualquer ódio, magoa ou tristeza desmedida, para que enquanto um imigrante, um forasteiro em terra estranha eu consiga amar a vida e superar os obstáculos, lutando sim mas sem perder a ternura jamais. 

Marina Lima

Fullgas 




quarta-feira, 13 de julho de 2016

Naquela Noite - Reprise



E naquela noite de estrelas miúdas e céu de brigadeiro ouviu-se ao longe uma melancólica balada...

Ele que nunca mais atravessou a avenida das ilusões, visivelmente segurou as lágrimas em seus olhos ao ouvir os acordes do piano...

Porque a tristeza não é um momento, mas um estado de coisas que aos poucos vai acumulando e

batendo, batendo como água em pedra até quebrar...

A esperança se esvai e um arsenal de acontecimentos lamentáveis tomarão conta de sua alma,

pelo menos até o próximo domingo, solitário de verão... 



Vitrola: Marina Lima – Dois Durões

segunda-feira, 16 de março de 2015

Naquela Noite


E naquela noite de estrelas miúdas e céu de brigadeiro ouviu-se ao longe uma melancólica balada...

Ele que nunca mais atravessou a avenida das ilusões, visivelmente segurou as lágrimas em seus olhos ao ouvir os acordes do piano...

Porque a tristeza não é um momento, mas um estado de coisas que aos poucos vai acumulando e

batendo, batendo como água em pedra até quebrar...

A esperança se esvai e um arsenal de acontecimentos lamentáveis tomarão conta de sua alma,

pelo menos até o próximo domingo, solitário de verão...  


Vitrola: Marina Lima – Dois Durões

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Magia Amarga



Marina lhe dizia naquela manhã ensolarada...
“É só mais um dia de sol
 E ninguém quer saber
 Se eu tenho alguma queixa
 Em todo lugar existe alguém
 Querendo o que não tem
 Toda hora alguém perde a cabeça
 Esqueça…”.
E sendo assim ele preferiu recordar um sucesso agridoce do longínquo
e solar  1982, porque viver às vezes, quase sempre para ser mais exato
é pura mágica...
pois se não for... ninguém consegue levar em frente.
Vitrola: America – You can Do Magic

sábado, 10 de maio de 2014

Alguma Prova




“É só mais um dia de sol
 E ninguém quer saber
 Se eu tenho alguma queixa
 Em todo lugar existe alguém
 Querendo o que não tem
 Toda hora alguém perde a cabeça
 Esqueça...”.
Mas uma das canções de Marina,
Mais um daqueles dias em que me sinto
como o tal ponto fora da curva.
Que merda!
Lamento,
mas é assim...
Vitrola: Marina Lima – Alguma Prova

 

 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ouvindo vozes


Tu enfurnas-te
No medo
De um dia
Ouvir um sonoro:
NÃO...

E Marina diz:

“Então
Se não vingar
O tempo irá nos redimir
E seguir”.


Esse deveria ser sempre o prólogo de qualquer relação.

Vitrola: Marina Lima – A não ser você


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Boleros e outros ritmos


Em “Maneira de Ser” Marina Lima finaliza seus escritos realizando um balanço de sua vida. Para isso utiliza a letra de seu único samba, “A Parte Que Me Cabe” para o acerto de contas.

Às vezes a gente pensa que é um cantor só de boleros até o dia em que começa a cantar um frevo, um rock, um blues, um forró.
Quem se permite desfrutar de certas sutilezas, termina sendo premiado pela possibilidade da novidade, do inusitado, da diferença.

A Parte Que Me Cabe

 Em que altura
Deve se abrir mão
Das aventuras, dos riscos e de paixão
Se estamos vivos
Temos o direito de sentir
Será bonito ficar longe e denegrir

A juventude
E os com fogo no coração
Quando as doenças e os medos são em vão
Em que medida
Envelheceremos bem
Olhando os outros sem doçura e com desdém

Cada um é único no mundo
E nisso todo mundo é igual
Uns resolvem tudo num mergulho
Outros seguem em busca de um ideal
Me deixe quieta
Com a minha solidão
A vida é minha
E também meu coração
E se você já encontrou a sua parte
Me deixe em paz
Atrás da parte que me cabe.

Mas termino postando outra canção que gosto bastante da cantora, “Acontecimentos”.


Vitrola: Marina Lima – Acontecimentos

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Charme e Mistério


Aproveitando as férias de fim de ano, um momento bacana para recarregar as baterias já arriadas após um ano produtivo, mas duro e exigente.

Como um passe de mágica me encontrei finalmente com “Maneira de Ser”, o livro de Marina Lima, uma de minhas artistas mais queridas, adoro tudo nela, da sua voz, de suas composições, de suas ideias e entrevistas, a seu corpo, é paixão daquelas... 

E pensar que um dia a pouco tempo atrás durante um evento ela sentou-se bem ao meu lado e eu não percebi, quando dei fé... já era, ela trocou de assento e foi sentar ao lado do Bruno Barreto! Ah! Jonathas... Ah! Jonathas só você mesmo!!!!

Mas saboreando seus escritos vou me deparando com a minha própria vida, pois reflexões não existiriam se não fosse para apropriação indébita mesmo.

Sua timidez, sua angustia desde cedo, sua necessidade de isolamento por vezes, olha Marina eu conheço alguém bem parecido com você, alguém que também poderia ser um artista, talvez não tão talentoso, mas inventivo com certeza.

E assim eu vou curtindo meus primeiros dias de ‘liberdade’ criativa, ouvindo e lendo Marina e fazendo dessa vida algo mais que um sonho irreal, insano, tedioso.

O mundo possuí seu charme, basta a gente olhar os detalhes com olhos aguçados e curiosos, sem preconceito, sem muitos filtros... É isso por enquanto!

“Tudo o que eu quero, sério... É todo esse mistério!”.

Vitrola: Marina Lima – Charme do Mundo



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Acontecimentos



Eu espero acontecimentos
só que quando anoitece
é festa no outro apartamento...

“Climax” é o nome do novo disco de Marina lima, 54. O álbum marca suas primeiras parcerias com Adriana Calcanhotto, Edgard Scandurra, Karina Buhr e Samuel Rosa (Skank).

Esse é um trabalho que reflete o momento de mudanças na vida da cantora carioca, a troca de cidade – Rio por São Paulo – e seu primeiro trabalho sem contar com as letras do irmão Antônio Cicero.

“Cicero e eu passamos por muitas fases. Somos irmãos de sangue por parte de pai e mãe. Somos parceiros desde que eu tinha 15 anos e ele, 25. Fizemos canções juntos morando na mesma casa, quando eu era adolescente. Depois, fomos parceiros morando em casas separadas. Cicero e eu perdemos o nosso pai. E, muito recentemente, perdemos nosso irmão do meio”, disse a cantora em entrevista concedida ao jornal Folha de São Paulo.

Trilha Sonora
Artista: Marina Lima
Música: Acontecimentos

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu não sei dançar



“Meus olhos se escondem
onde explodem paixões...”

Eu sou bem desengonçado, logo, dançar sempre foi divertido pra mim e hilário para quem está por perto. Acho que isso é o melhor que eu consigo para dizer que eu não sei dançar.

Um dia desses estava sentado ao lado de Marina Lima, mas não percebi. É bem a minha cara, tímido, distraído, meio aéreo.

Quando ela levantou da poltrona e pediu licença para sair foi que percebi. Fiquei com cara de bobo, babando, eu adoro a Marina e ela há uns dois anos está morando em sampa. Tomara que eu tenha uma segunda chance para quem sabe um dia puxar um papo com ela...

Enquanto isso vou ouvindo a canção
Sonhando que danço com ela bem devagar...

Trilha Sonora
Artista: Marina Lima
Música: Eu não sei dançar