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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Meu Amigo Tico e Outras Histórias

Um dia de cada vez, uma noite para se viver a cada entardecer… Com esse lema ela não perdia seu tempo racionalizando muito suas paixões, seus encontros e desencontros, mas naquela noite um fato novo abalaria aquela certeza travestida de rocha e amuleto existencial.

Meia luz, meia-noite, uma quinta-feira quase perdida. No balcão alguém pede ao barman uma dose do melhor Bourbon da casa... 

Depois disso e, de muitos olhares e alguns sorrisos - ela deixa de lado qualquer certeza em troca de uma conversa macia, alegre e sem muita pretensão. Alguém acabara de lhe evidenciar uma repentina vocação...

Na manhã seguinte ela percebeu o inevitável: 

Sim, o amor estava ao seu lado, e dividia a mesma cama que ela naquele dia nublado de fim de inverno.


Vitrola: Don’t Let Me Be Lonely Tonight - James Taylor

Toninho, o Tico para os amigos – sempre que Hyldon estremecia as caixas de som de qualquer bailinho dos anos 70, algo acontecia repetidamente...

Ele sempre me contava a mesma história... Um amor que ele guardava com carinho e do qual fazia questão de continuar alimentando. Tudo era marcante, mas quando “As Dores do Mundo” chegavam em seus ouvidos era automático ver seus olhos marejados e sua boca verbalizando a sua alma machucada por aquele amor de outrora, da Cida de BH e da única noite em que os dois dançaram de rostinho colado a canção pela primeira e última vez...


Tico já partiu e a Cida da história deve estar por aí vivendo outras paixões...



Vitrola: As Dores do Mundo - Hyldon

sábado, 1 de março de 2014

Guarda Chuva


Era um sábado à noite
e no rádio do carro uma canção toca
e fala que nada dura para sempre...

E foi lá no escuro do carro
apenas as luzes do painel acessas
iluminando os tristes olhos
e as lágrimas
que em harmonia com a chuva
que com força batia sobre o para-brisas
construindo assim um estranho e melancólico
diálogo na noite.

Caro James, me empresta um guarda-chuva?


Vitrola: James Taylor – Her Town Too

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Natureza Selvagem



"Era o modo de lutar dos lobos: atacar e recuar. Mas havia mais do que isso. Trinta ou quarenta huskies correram para o local e rodearam os lutadores em um círculo silencioso e atento. Buck não compreendia o tamanho do silêncio nem o o jeito ávido com que estavam lambendo os beiços."

Lidar com as dores, os percalços e a hostilidade do mundo. Ás vezes somos o personagem inesquecível de Jack London, Buck de o Chamado Selvagem. Noutras podemos ser James Taylor abrindo suas feridas e pequeno motim contra Deus ou a natureza, porque afinal de contas a morte afeta nossa racionalidade mais fria e desmorona qualquer tentativa de não ser humano.

Fogo e chuva, Buck e James, luz e noite, amor e ódio...

É a eterna luta com nossa natureza... humana.

James Taylor - Fire and Rain

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Folk Pop



Este registro mantém certos traços bem característicos dos anos 70. Lá estão ao piano, Carole King e sua doce voz cantando a bela “So Far Away”, no violão James Taylor e uma vasta cabeleira sendo apenas um coadjuvante da cena, além de um contrabaixo elétrico bem executado por algum músico de quem não sei o nome.

O microfone de Carole, suas vestimentas, o ar bucólico ao redor do palco, anos 70 total.

So far away...

Trilha Sonora
Artista: Carole King And James Taylor
Música: So Far Away