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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Equidistante


Outra vez surpreendido pelo tempo da memória:

“il y a toujours quelque chose d’absent qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta).

Existe um passado e um futuro equidistante,
em ambos não avisto a terra prometida. Um dia talvez, isso tudo mude e seja obrigatoriamente diferente. Até lá então veremos as cenas que o passado não pode apagar.

Vitrola: The Style Council : 'Ghosts of Dachau'


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Herança da Casa-Grande e os Novos Ricos



Paul cantando esta linda canção enquanto me recordo de um artigo do jornalista Mino Carta que foi publicado na Revista Carta Capital em janeiro deste ano.

Uma pena não aprendermos com os nossos erros, ao contrário, no Brasil fica cada vez pior. Os novos ricos tupiniquim são simplesmente ridículos e perniciosos mentalmente.   

Vitrola: Paul McCartney - Tug Of War

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sociedade da Informação e sem Conteúdo



Houve um tempo (e foi longo) em que as mulheres não podiam ler, eram mantidas analfabetas, então naquela época ler um romance era um ato de rebeldia de insubordinação, de inconformidade com o estado das coisas ditas naturais. Ler representava correr risco de morte!

E pensar que hoje em dia a literatura é muitas vezes deixada para trás. As pessoas preferem o ‘fakebook’, a televisão e suas burrices, ou mesmo preferem apenas jogar uma droga de um videogame, é a dita sociedade da informação, mas poderia ser chamada de sociedade infantiloide. 

Meus cabelos irão crescer novamente em um mês, mas as mesmas pessoas continuarão fugindo de qualquer coisa que seja mais profunda do que uma piscina Regan, porque não podemos parar e pensar, pensar, pensar... é proibido e dói. Com certeza irão gastar seu tempo e dinheiro com a mediocridade, com as asneiras culturais plantadas pela Rede Globo, por Hollywood, etc...

Azar! Vamos dançar enquanto o mundo não acaba de vez!

Vitrola: Mumford and Sons - The Cave

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Proteção?



E a gente vai levando... às vezes fingindo não ver certas situações, tentando poupar as pessoas pelas quais temos alguma admiração, mas quer saber...

Eu olho as manchetes dos jornais, eu ouço as conversas nos bares e restaurantes –apesar de que hoje em dia ninguém mais conversa em público... é só o celular na mão e o dedo digitando mensagem de texto, conversar pra quê né?

Ninguém sabe de mais nada, somos reféns em nosso próprio mundinho consumista:

- ah! não sei se deixo a minha filha andar sozinha nesta cidade tão hostil, vou comprar um carro blindado pra ela ir pra faculdade pública (gratuita diga-se para os endinheirados que podem se dar o luxo de blindar um monte de lata), assim eu fico mais tranquila... Assim eu vou pra Londres mais leve! Que fofo não?

Eu também quero me blindar, mas é da ignorância, da pequenez de horizontes, da insensibilidade social, da maldita mídia ilusionista da realidade concreta, dos afortunados de plantão, dos fariseus prateados, dos corruptos que criticam os políticos e os colocam lá porque são iguais ou piores que os pilantras de Brasília...

Só não quero me blindar do amor! Amor ao mundo, aos que precisam de alento, de real proteção, de uma fração de esperança diária para sobreviver na selva, na carnificina de sofrer exploração econômica, social, histórica, e ser esfolado de todas as maneira possíveis é desumano, sempre.

Em Ruanda no ano de 1994 a ONU (ela mesmo, a “guardiã dos direitos humanos) negou proteção a milhares de pessoas da etnia tutsis e hutus moderados, que foram massacrados por extremistas da etnia hutus entre 6 de abril e 4 de julho daquele ano. Morreram mais de 500.000 pessoas, isso mesmo, perto de 800.000 pessoas que foram exterminadas apenas por pertencer a uma etnia... e ninguém fez nada, ou quase nada.

Tiros em Ruanda é um filme que conta um pouco da história do genocídio ocorrido na Escola Técnica Oficial de Kigali em 1994, e talvez fosse um ótimo antidoto para ricos neuróticos que juram que seus ‘pobres’ filhos estão totalmente vulneráveis em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Tadinhos... tão indefesos!

Perigo mesmo é não enxergar a realidade pelo menos com alguma paixão (compaixão) por quem de fato não tem nada, muito menos proteção contra coisa alguma. 

Pessoas por favor: procurem uma lupa, é impossível viver no reino da Disney a vida inteira. 

A gente vai levando...

Lily Allen - The Fear

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Château



Hoje pelas bandas de Versalhes chovia, ventava, fazia muito frio e, mesmo assim lá estavam eles...

Os vultos de Maria Antonieta da Áustria e da Lorena, os rastros da ficção e da realidade. Eu sem querer vi a mão de Sofia Coppola e o charme de Kirsten Dunst, o lindo Petit Trianon.

Trilha Sonora
Artista: Florence and The Machine
Música: Shake It Out