Uma
vez eu escrevi uma carta de paixão baseada nesta canção. Já não me lembro do
conteúdo, era uma paixão avassaladora daquelas que valeu a pena viver cada
segundo...
Não
sei pro onde anda a Paula, minha cúmplice nesta história... O som continua lindo!
Vitrola:
Paralamas do Sucesso – Lanterna dos Afogados
Esta letra é direta, confessional, me faz lembrar de muita gente que de fato está tentando viver da melhor maneira possível. Não é muito fácil ter clareza na vida pós-moderna. Eu sinto que de certa maneira me encaixo neste labirinto, embora não seja alguém que se encaixe nos moldes dessa sociedade dita civilizada. A sorte é minha com certeza!
Enfim,
eu tou tentando remar o meu barco...
...eu tou tentando ficar com Deus
eu tou tentando que ele fique comigo...
Não há salvação mais plena do que a sua própria liberdade de escolha, sempre.
Eu sempre gostei dessa canção, mas confesso que só agora percebi que se trata de uma poesia muito bonita escrita pelo guitarrista Edgar Scandurra, ou seja, mesmo sem a música a letra si basta.
Estou lendo a biografia do velho lobo, "50 anos a mil"escrita a quatro mãos com o jornalista Claudio Tognolli. Aos 50, ele cultiva um jeito peculiar de contar a sua própria história. Nunca foi santo e não faz questão alguma de esconder isso, o que torna a leitura interessante, por vezes leve, beirando uma piada real, noutras um tatear no escuro repleto de sustos, assombros e muito risos.
Para quem não conhecia de perto o velho lobo, a doçura explicitada em diversos momentos do livro não deixa de ser uma surpresa, bem que neste caso nunca duvidei da transparência deste artista que muitas vezes foi linchado em praça pública sem motivo algum.
A convivência familiar de João Luiz Woerdenbag Filho prova por fim que o Lobão dos palcos, letras e músicas só poderia ser mesmo alguém diferente do mais do mesmo reinante, este é sem dúvida um livro que faz jus a memória afetiva de um dos grandes nomes do rock deste país.