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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Where or When


Na madrugada fria Bryan canta solitário,
mas eu estou na plateia escutando cada nota...

But I can't remember where or when
Some things that happened for the first time
Seem to be happening again
And so it seems that we have met before
And that we laughed before, also loved before
But who knows where or when…

Agora irei dormir
Já é tarde

Sonharei quem sabe com essa canção.

Boa noite!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Roxy Music


Eis a banda que influenciou nove entre dez bandas que produziram rock em terras inglesas no início dos anos 80 do século 20.

Roxy Music (1972)

(Revista Bizz edição 15,Outubro de 1986)

"Muita gente descordará de que o Roxy Music tenha definido os anos 70; ao contrário, todos estarão de acordo com que a importância dos Beatles para os anos 60 tenha sido básica e radical. Não devemos estranhar. Os 60 foram anos de esperança, os 70, de confusão. Os 60, anos de unidades; os 70, anos de dispersão."
Como Ramón de España - que o enunciou em um interessante livrinho sobre a banda (Ediciones Jucar, Madri, 82) -, acho que essa é a chave da compreensão da importância do Roxy Music para o rock contemporâneo. O conceito Roxy, tal como foi formulado por Bryan Ferry, ataca o nó cultural daquela década obscura em muitas das suas variantes: consumo versus arte, melodia versus ruído, saída pessoal versus solução coletiva.
Bryan andou metido em uma escola de artes (foi aluno do pintor David Hamilton) antes de decidir que o rock era um suporte mais adequado para as suas aspirações estéticas. Descobriu isso por acaso - ele era crooner, por hobby, em uma banda soul de Newcastle, Inglaterra, por volta de 67. E sabia tocar o "bife", ou pouco mais, ao piano. Mudou para Londres. Comprou um piano (!). Suas exposições de pintura não foram muito bem-sucedidas, mas em 70 ele já tinha diversas composições, competentes o suficiente para não escandalizarem Andy Mackay, um novo amigo, saxofonista com trânsito na música experimental.
Com Mackay e um velho parceiro do grupo de soul, o baixista Graham Simpson, trabalharam o repertório enquanto experimentavam colaboradores: Dexter Lloyd; depois Paul Thompson na bateria, David OÕList (ex-Nice), depois Phil Manzanera para a guitarra. Mas o achado foi um jovem vanguardista, apaixonado pela eletrônica, que além do mais era a única pessoa conhecida capaz de tocar o sintetizador ("Meu Deus, o que é isso?!") que Mackay tinha comprado: Brian Eno.
Eis que, em 72, a EG Records e o letrista/produtor Peter Sinfield, recém-rompido com o King Crimson, resolvem lançá-los. Nesse meio tempo, as primárias canções de Ferry foram rearranjadas, reagindo magnificamente com suas letras cultas, entre o surreal, o irônico e o romântico. Da parte interna da capa do primeiro LP (por fora a modelo Kari-Ann se espalha numa colcha de cetim, sem um apelo sexual) cinco figuras exóticas, topetes pontudos, óculos de homem-mosca, jaquetas de oncinha, lançavam seu manifesto: re-faça, re-modele.
"Re-Make/Re-Model", a primeira faixa, começa com ruídos de festa. É esse o sentido da exuberância dos rapazes: celebração, e não bichice. O som evoca, freqüentemente, o rock dos anos 50. Mas este é um disco de idéias, mais do que música. O primeiro compacto, com a faixa "Virginia Plain", já tinha posto a banda em evidência. Os trinados de Ferry tratavam de uma de suas obsessões, o glamour do cinema hollywoodiano ("o real e confiável/é que Baby Jane está em Acapulco/e todos estamos voando para o Rio"), de um jeito provocador (Baby Jane Holzer foi estrela em alguns filmes underground de Andy Warhol). Sintetizador, sax e guitarra festejavam.
No LP, esses motivos estão expandidos. Além da profusão de efeitos eletrônicos futuristas, o trabalho de Eno no sintetizador amplia a noção de textura, até então pouco presente no rock. Os timbres de teclados, guitarras, sax (e oboé, o outro instrumento de Mackay) se combinam em camadas, se distribuem em solos rápidos, num certo sentido de música visual, gráfica.
Mas sobretudo é Mr. Ferry derramando-se em charme, ao piano, nos vocais brincalhões ou ressentidos, nas letras ricas em images, apaixonadas e apaixonantes - não fosse o nome Roxy inspirado naquelas salas de cinema onde se assistiam aos doces encontros e desencontros do amor. "Parece que foi ontem/que te vi pela primeira vezÉ/Como podia esquecer um dia assim?"

Alex Antunes


Vitrola: Roxy Music – Re-Make/Re-Model

sábado, 6 de setembro de 2014

Por Você



E quando ele começou a cantar aquela canção

De algum modo ele sabia

Que sua vida subitamente havia sido transformada

Não como um milagre

Mas pelo seu novo vício...

Vitrola: Bryan Ferry - If Not For You

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Presente



Um sonho pode ser eterno
e ainda assim será um sonho...

Quando os meus olhos estão cerrados
então tudo que eu consigo enxergar
são os sonhos
e sabe de uma coisa?
você sempre aparece neles
no meio de paisagens deslumbrantes
cercada por pássaros
nuvens
colinas
montanhas
num fim de tarde alaranjado e sereno

Quando eu abro os meus olhos
eu percebo o vazio da realidade
eu procuro por ti
em cada recanto desta imensa cidade

O que posso eu então desejar?
a não ser que a noite logo caia
e com ela se abram novos sonhos
e fantasias que alimentem
a minha vida inútil
pelo menos por mais uma longa noite
de sonhos

Vitrola: Brian Ferry – Where or when

terça-feira, 29 de março de 2011

Ferry



A tradição do glam rock passa obrigatoriamente por este homem, Bryan Ferry. Voz elegante, som classudo, Bryan ao lado do Rock Music criou clássicos do rock e influenciou diretamente artistas como Duran Duran.

Ainda na ativa lançou em 2010 o álbum Olympia de onde nascem os acordes de “Heartache By Numbers”.

Uma cara danada de terça-feira neste blog.

Ah! Eu também quero que o meu blog seja financiado pelo MINC, eita Brasil, é cada história. 

Trilha Sonora
Artista: Bryan Ferry
Música: Heartache By Numbers