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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma Palavra: Solidão



Essa foi a minha primeira postagem neste blog. Adoro a canção, gosto do texto, por isso o repeteco.

Existem músicas que devoram a sua alma, corrompem os seus sentidos, e te fazem perder o rumo. A canção “This Time” da banda inglesa Suede, é um bom exemplo destes casos.

O Suede foi uma das mais bem articuladas bandas dos anos 90, revivendo os melhores dias do glam rock inglês da década de 70 e, de quebra, dando o pontapé incial ao Britpop.

Antes mesmo de Blur e Oasis atingirem o topo das paradas, a gênese criativa de Brett Andreson e Bernard Butler invadiu o cenário pop da juventude cosmopolita londrina durante os últimos anos do século XX. Fortemente influenciados pelo camaleão David Bowie, o Suede deixou para posteridade pelo menos dois grandes álbuns: Suede (Março de 1993, Nude Records) e, Dog Man Star (Outubro de 1994, Nude Records).

A sonoridade de “This Time”, gravada no álbum duplo Sci-Fi Lullabies (Nude 1997) - uma compilação de lados B registrada já sem o vigor dos riffs da guitarra de Bernard Butler - é cortante, uma balada movida por uma emoção delicada. O piano de Neil Codling é simplesmente comovente, se você estiver então em um dia ruim, nem ouça! As lágrimas certamente cairão como a chuva no meio de uma tempestade.

A doçura na voz límpida e sedutora de Brett Anderson é também responsável por esta menção honrosa a esta linda balada:

"Oh, Day after day, every morning/The city sighs and cars collide"

Canta Brett respaldado pelas singelas palavras que abrem uma constatação premente a nós jovens urbanos: o tempo se esvai quando não estamos com quem amamos.

Já pensou o que faz um jovem inglês aos domingos? Pois bem, por lá o sol não costuma dar as caras, e mesmo em um dia nublado um passeio por um dos belos parques da cidade de Londres certamente fica mais interessante e gostoso ao lado da pessoa amada. Mas e quando não se tem alguém para dividir esse passeio?

A canção destroça o que restou dos nossos corações no solo final da guitarra de Richard Oakes, machucando por entre a melodia tristonha, e pintando em nosso imaginário um dia nublado, chuvoso e marcado pela solidão e indiferença das grandes cidades urbanas.

Por fim, a canção descreve bem em verso, prosa e, melodia o que a ação do tempo produz sobre nós seres humanos.

Bem, o tempo...

Trilha Sonora
Artista: Suede
Música: This Time

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Garota Espevitada



A queridinha da vez da mídia musical. Bonita, espevitada e extremamente talentosa. Com um pé no passado e dois no futuro, Janelle Monáe é uma grande noticia para a música planetária, quiça um novo fôlego. Nasceu em Kansas City, até que um dia um tornado a levou para Nova Iorque, e lá ela conheceu vários mágicos e a porção milagrosa chamada música.

Que Oz nunca acabe para a jovem Janelle Monáe.

Trilha Sonora
Artista: Janelle Monáe
Música: Many Moons

segunda-feira, 5 de julho de 2010

In The Sun



Toda noite eu sonho que estou correndo na direção do sol. A sensação é deliciosa, reconfortante pra valer.

Quando acordo começo a lembrar desta melodia, da leveza que certas coisas necessitam em nossas vidas. Não abro de algumas atividades no meu cotidiano, este blog é uma delas já deu pra perceber. “In The Sun” me acompanhará ainda por longos dias, ensolarados, ou, não. Salve a bela atriz e cantora Zooey Deschanel (She), e o músico M.Ward (Him) e suas melodias sessentistas.

Trilha Sonora
Artista: She and Him
Música: In The Sun

terça-feira, 13 de abril de 2010

Um Ano


Parece que foi ontem. Nasceu como parte lúdica dentro de um longo tratamento contra a depressão. Foi assim que surgiu o acervo pop, no meio da tempestade. E ele foi andando, muitas vezes solitário - já que só recentemente foi que de fato decidi que já era hora de convidar mais olhares, opiniões, pensamentos, ou mesmo apenas visitas a este espaço na blogesfera. 

Do primeiro post (veja aqui) até hoje muita coisa ganhou forma, outras ideias desapareceram, mas o mais importante foi manter o acervo com carinho, amor e respeito. Sempre fui acusado de não conseguir terminar o que começava e, em alguns casos foi a mais pura verdade, pois foi aqui que percebi que isso importa mais quando produzimos conteúdo daquilo que amamos, acreditamos, lutamos. Aprendi também ser possível seguir em frente mesmo em meio a tormenta, ao desemprego, a dor que vez por outra aparece na alma. 

Agradeço a todos que por aqui circulam com ideias, questionamentos, críticas, palavras gentis, de incentivo, porque  o acervo pop sem a participação de vocês, não existiria, perderia qualquer sentido.

Deixo uma frase que continua a mover o meu espírito a cada alvorecer:

As Indagações

"A resposta certa, não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas".

Mário Quintana