O som de Dani Black, 23, vai adentrando na sala, bem devagarzinho, a passos de jabuti.
Pede licença, não há muita pressa, embora a juventude sejam nossos 100 metros rasos mais importantes desta vida. Então os acordes de Dani me revelam os rastros de um pouco de tudo que sedimentam sua sonoridade:
Lenine, Djavan, Chico César, música pop brasileira e estrangeira de qualidade, e o que é melhor, com suas próprias feições.
“Nada que eu diga desta canção/mostra ou explica o meu coração”.
A mensagem de Dani foi dada e, o seu som é bem bacana. A mamãe Tetê Espindola deve estar contente.
Fiquei pensando até tarde da noite. Por mais que sejamos o que somos, a minha sincera impressão é que nunca satisfazemos os outros. Deve ser mesmo verdade, mas azar... O sol nasce todo dia e isso independe do que os outros pensam a respeito da minha pessoa. Não sou perfeito e nunca serei, a imperfeição, os defeitos é que me tornam alguém de carne e osso.
Ouço “Ruby” da banda de Rick Wilson num vídeo interessante, alguma calma para espantar a tristeza.
Momento nostálgico. Juntos no programa Jools Holland, Paul Weller e Amy Winehouse atacando com o clássico imortalizado na voz de Marvin Gaye “I Heard It Through The Grapevine”. Aumenta o som que é groove do bom...
Nos últimos meses devorei alguns livros e DVDs sobre a vida e carreira de Freddie. É verdade que toda biografia que se preze sempre terá seus floreios aqui e acolá. Impressionou-me muito a descoberta sobre a infância do garoto Farrokh Bulsara, que nome lindo ele tinha. Pois bem, aquele garoto que queria ganhar o mundo, saiu de sua terra natal, Zanzibar, sozinho e foi para Índia estudar. Foram oito longos dias de viagem, e dá pra imaginar o sofrimento e ansiedade pela qual Farrokh passou a bordo de embarcações e trens.
Anos mais tarde o jovem Bulsara enfrentou obstáculos para encontrar a sua tão sonhada oportunidade de um dia ser um astro da música. Graduou-se em Desgin gráfico com as melhores notas de sua turma, alguns trabalhos de Mercury podem ser encontrados hoje em sites na internet. Antes do estrelato teve que enfrentar rotinas diferentes, como a de carregador de mercadorias, e por causa de sua baixa estatura e de suas mãos macias era constantemente humilhado pelos colegas de trabalho.
O encontro com a diva Monserrat Caballe aconteceu no final de sua vida, e foi um daqueles encontros eternos. Para Freddie foi a concretização de um sonho, cantar um gênero musical totalmente diferente do que fazia habitualmente, embora em suas composições o lírico e o popular andassem ali lado a lado.
“My Melancholy Blues” é uma daquelas canções que demonstram bem a autoconfiança do artista Freddie Mercury, é uma das minhas favoritas porque não foi um hit radiofônico e evidentemente porque a acho belíssima, um balsamo com a marca do compositor. Freddie aqui nos leva para algum lugar um tanto distante, e o blues vai enredando a sua dor (um bom blues sempre conta uma história de abandono).
Se estivesse vivo, hoje, Freddie estaria completando 65 anos. O garoto Farrokh de fato viajou para longe, foi a outros planetas.
A banda é originária do meu estado, o trio de Umuarama (PR), Nevilton, caiu na estrada depois de passar alguns meses na Califórnia, mais precisamente na ensolarada Los Angeles (EUA).
A faixa “O Morno” reflete bem o estado das coisas hoje em dia em nossa sociedade massificada. Ninguém está muito a fim de pensar, criar algo que seja seu, errar, acertar, aprender, rir de si próprio, ou ser criticado. Todo mundo prefere que tudo chegue já bem mastigado, ou seja, que alguém escolha aquilo que deve-se ler, ouvir, comer, ser, ter... etc e tal.
Vejo a juventude de hoje com certo receio, falta animo, falta tesão para fazer suas próprias escolhas dando de costas para o que a mídia anda elegendo como prioridade. É uma pena, mas felizmente existem oásis espalhados pelo país onde ninguém se importa de quebrar a cabeça, sofrer, errar, sorrir e chorar.
Pensar um pouquinho não doí, mas dá trabalho! Nevilton neles...
Olha só que coisa bacana! Essa animação foi feita por Roger D. Evans do Texas, lá nos States, e recria de maneira fidedigna a abertura da saudosa série animada de TV Jonny Quest de 1964. Ficou simplesmente linda e, deve ter dado um baita de um trabalho a Roger. Eu adorava o Bandit, um cachorrinho esperto.
Por essas e por outras, cada vez fico mais aficionados na arte das animações.
Transpira emoção em cada nota, a cada silencio, é a voz escancarada de alguém que foi surrada em praça pública e sobreviveu. Inspirou entre outros pervertidos o amigo Cazuza.
Dá gosto assistir Angela em sua apoteose, sua reviravolta pessoal, exatamente quando muitos já a tinham enterrado como indigente. Ledo engano... Equivoco total.